sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

DOCTUS - Atividade para a 8ª Série A

Fazer o trabalho de acordo com a metodologia exigida na disciplina de história.


Entregar dia 14 de março de 2012.(data alterada devido ao passeio cultural-pedagógico para o MASP e Museu do Futebol que será no dia 13/2/2012, com supervisão minha e do Professor Sergio) 


1 - A História e a Literatura tem trazido contribuições importantes para compreensão do desenvolvimento das civilizações. Leia o poema Mar Português, de Fernando Pessoa, para responder a questão.

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena?
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.


Esse poema se refere a que fato histórico? Quando ele ocorreu? Por qual motivo ele ocorreu?



2 - No conjunto de importantes viagens e expedições marítimas do século XVI, as quais chamamos de “Grandes Navegações”, nota-se clara preponderância dos países ibéricos. Por qual motivo isso ocorreu? (ressaltar o contexto histórico)




3 - Leia o relato abaixo:


Podemos dar conta boa e certa que em quarenta anos, pela tirania e diabólicas ações dos espanhóis, morreram injustamente mais de doze milhões de pessoas, homens, mulheres e crianças; e verdadeiramente eu creio, e penso não ser absolutamente exagerado, que morreram mais de quinze milhões.
Aqueles que foram de Espanha para esses países (e se tem na conta de cristãos) usaram de duas maneiras gerais e principais para extirpar da face da terra aquelas míseras nações. Uma foi a guerra injusta, cruel, tirânica e sangrenta. Outra foi matar todos aqueles que podiam ainda respirar ou suspirar e pensar em recobrar a liberdade ou subtrair-se aos tormentos que suportam, como fazem todos os Senhores naturais e os homens valorosos e fortes; pois comumente na guerra não deixam viver senão as crianças e as mulheres: e depois oprimem-nos com a mais horrível e áspera servidão a que jamais se tenham submetido homens ou animais. (...)
A causa pela qual os espanhóis destruíram tal infinidade de almas foi unicamente não terem outra finalidade última senão o ouro, para enriquecer em pouco tempo, subindo de um salto a posições que absolutamente não convinham a suas pessoas; enfim, não foi senão sua avareza que causou a perda desses povos, que por serem tão dóceis e tão benignos foram tão fáceis de subjugar; e quando os índios acreditaram encontrar algum acolhimento favorável entre esses bárbaros, viram-se tratados pior que animais e como se fossem menos ainda que o excremento das ruas; e assim morreram, sem Fé e sem Sacramentos, tantos milhões de pessoas. Isso eu posso afirmar como tendo visto e é cousa tão verdadeira que até os tiranos confessam que jamais os índios causaram desprazer algum aos espanhóis, que os consideraram como descidos do céu até o momento em que eles, ou seus vizinhos, provaram os efeitos da tirania.
(...)
Na ilha Espanhola que foi a primeira, como se disse, a que chegaram os espanhóis, começaram as grandes matanças e perdas de gente, tendo os espanhóis começado a tomar as mulheres e filhos dos índios para deles servir-se e usar mal e a comer seus víveres adquiridos por seus suores e trabalhos, não se contentando com o que os índios de bom grado lhes davam, cada qual segundo sua faculdade, a qual é sempre pequena porque estão acostumados a não ter de provisão mais do que necessitam e que obtêm com pouco trabalho. E o que pode bastar durante um mês para três lares de dez pessoas, um espanhol o come ou destrói num só dia. Depois de muitos outros abusos, violências e tormentos a que os submetiam, os índios começaram a perceber que esses homens não podiam ter descido do céu. Alguns escondiam suas carnes, outros suas mulheres e seus filhos e outros fugiam para as montanhas a fim de se afastar dessa Nação. Os espanhóis lhes davam bofetadas, socos e bastonadas e se ingeriam em sua vida até deitar a mão sobre os senhores das cidades. E tudo chegou a tão grande temeridade e dissolução que um capitão espanhol teve a ousadia de violar pela força a mulher do maior rei e senhor de toda esta ilha. Cousa essa que desde esse tempo deu motivo a que os índios procurassem meios para lançar os espanhóis fora de suas terras e se pusessem em armas: mas que armas? São tão fracos e de tão poucos expedientes que suas guerras não são mais que brinquedos de crianças que jogassem com canas ou instrumentos frágeis. Os espanhóis, com seus cavalos, suas espadas e lanças começaram a praticar crueldades estranhas; entravam nas vilas, burgos e aldeias, não poupando nem as crianças e os homens velhos, nem as mulheres grávidas e parturientes e lhes abriam o ventre e as faziam em pedaços como se estivessem golpeando cordeiros fechados em seu redil. Faziam apostas sobre quem, de um só golpe de espada, fenderia e abriria um homem pela metade, ou quem, mais habilmente e mais destramente, de um só golpe lhe cortaria a cabeça, ou ainda sobre quem abriria melhor as entranhas de um homem de um só golpe. Arrancavam os filhos dos seios da mãe e lhes esfregavam a cabeça contra os rochedos enquanto que outros os lançavam à água dos córregos rindo e caçoando, e quando estavam na água gritavam: move-te, corpo de tal?! Outros, mais furiosos, passavam mães e filhos a fio de espada. Faziam certas forcas longas e baixas, de modo que os pés tocavam quase a terra, um para cada treze, em honra e reverência de Nosso Senhor e de seus doze Apóstolos (como diziam) e deitando-lhes fogo, queimavam vivos todos os que ali estavam presos. Outros, a quem quiseram deixar vivos, cortaram-lhes as duas mãos e assim os deixavam; diziam: Ide com essas cartas levar as notícias aos que fugiram para as montanhas. Dessa maneira procediam comumente com os nobres e os senhores; faziam certos gradis sobre garfos com um pequeno fogo por baixo a fim de que, lentamente, dando gritos e em tormentos infinitos, rendessem o espírito ao Criador.
Eu vi uma vez quatro ou cinco dos principais senhores torrando-se e queimando-se sobre esses gradis e penso que havia ainda mais dois ou três gradis assim aparelhados; e pois que essas almas expirantes davam grandes gritos que impediam o capitão de dormir, este último ordenou que os estrangulassem; mas o sargento, que era pior que o carrasco que os queimava (...), não quis que fossem estrangulados e ele mesmo lhes atuchou pelotas na boca a fim de que não gritassem, e atiçava o fogo em pessoa até que ficassem torrados inteiramente e a seu bel prazer. Eu vi as cousas acima referidas e um número infinito de outras; e pois que os que podiam fugir ocultavam-se nas montanhas a fim de escapar a esses homens desumanos, despojados de qualquer piedade, ensinavam cães a fazer em pedaços um índio à primeira vista. Esses cães faziam grandes matanças e como por vezes os índios matavam algum, os espanhóis fizeram uma lei entre eles, segundo a qual por um espanhol morto faziam morrer cem índios.

Referência Bibliográfica: LAS CASAS, Frei Bartolomé de. O paraíso destruídoa sangrenta história da conquista da América. Porto Alegre: L&PM, 2001.

  • Transcreva no Caderno Índice (A a Z) as palavras em destaque e o seu respectivo significado.
  • Faça uma pesquisa sobre quem foi o autor do testemunho acima, contendo:
    • nome, data e local de nascimento, breve histórico familiar (quem foram seus pais e o que faziam, se teve irmãos e quem foram e o que faziam);
    •  trajetória de vida (onde estudou, trabalhou em que, o que fez de importante na sua vida);
    • Sua importância para a história da Colonização das Américas; 
    • Data, local e causa da morte.
  • De acordo com o autor, como se deu o contato entre os colonizadores espanhóis com os nativos?
  • O autor menciona no 2º parágrafo "Senhores naturais", dentro do contexto histórico da Idade Média, no que diz respeito a mentalidade da época, quem são essas pessoas e por qual motivo ele as chama assim?
  • Há uma preocupação constante no texto de que os nativos não haviam sido batizados. Por qual motivo o autor manifesta isso?
  • No trecho " homens não podiam ter descido do céu", fica clara a ideia que os nativos americanos faziam dos conquistadores espanhóis. Que ideia era essa e o que a justifica?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

METODOLOGIA PARA OS TRABALHOS DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA E FILOSOFIA

1 - TRABALHOS FEITOS EM CASA IMPRESSOS


1.1 – Os trabalhos devem ser impressos em papel A4 na cor branca ou parda (reciclado).


1.2 – O texto deve ser digitado:
  • Fonte (tipo de letra) Arial;
  • Tamanho da fonte nº 12;
  • Espaçamento entre as linhas 1,5. Para isso, entrar no item “parágrafo” da barra de ferramentas (em alguns programas é preciso acessar antes o item “configurações”) depois procurar a janela “espaçamento”, selecionar “1,5 linhas” e clicar em "ok".









  • Corpo de texto deve ser justificado (selecionar todo o texto e pressionar Ctrl + j).

1.3 - Para destacar uma palavra deve ser usado apenas o recurso negrito.

Ex.: Os povos pré-colombianos foram escravizados pelos espanhóis.


1.4 -  Palavras estrangeiras, gírias ou que sejam citações de outra pessoa, devem estar em itálico.

Exemplo de uso de uma palavra estrangeira:
Hoje é indispensável para a elaboração de uma pesquisa o uso de materiais disponíveis on-line.

Exemplo de uso de uma citação:
Marx disse que a religião é o ópio do povo para criticar os lideres religiosos e a elite que se aproveitavam de sua influência sobre as massas para manipulá-las.


1.5 – O título deve estar em Arial 14 e em negrito para se destacar do texto.

1.6 – No final do trabalho deve estar sempre a fonte de pesquisa, conhecida como bibliografia. Isso significa citar o livro e/ou a página da internet usados para conseguir o conteúdo.

Caso a fonte seja um livro, colocar na ordem:

SOBRENOME, PRENOME. Título (em destaque): subtítulo (se houver e sem destaque). Edição (se houver). Local de publicação: Editora, data de publicação da obra. Nº de páginas ou volume. (Coleção ou série)

Exemplo de um livro com um único autor:
ROCHA, Aristides. O governo brasileiro e a política do século XXI. 3ª ed. São Paulo, Editora da USP, 2004.

· Exemplo de um Livro com mais de um autor:

LOURENÇO, Eva; MARCONI, Maria. Ensino Superior. 5 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.

Já para pesquisas cuja fonte é uma página da internet, deve constar na ordem:

Disponivel em: (o endereço da página), data de acesso: (data).

· Exemplo:
Disponivel em: http://www.falcoes.com.br/indexframe.asp?pg=indice_eventos%2Easp%3Fidx%3DVA, acessado em: 16 de fevereiro de 2012.

1.7 – O trabalho deve ser identificado pelo nome completo do aluno ou alunos, número de chamada, série e turma.




2 - TRABALHOS E AVALIAÇÕES MANUSCRITO (sala de aula ou em casa)



1 - Fazer de caneta esferográfica na cor Preta ou Azul.

2 - Colocar nome completo,número da chamada e a classe.
  2.1 - Trabalho em casa, o nome e a identificação do alunos devem vir primeiro.


3 - Obedecer ao padrão formal da Língua Portuguesa.


4 - Escrever de forma legível.


5 - Um texto ou uma questão dissertativa devem ser claros e objetivos.


6 - Não rasurar ou usar corretivo.
   6.1 - Palavras escritas indevidamente devem ser riscadas com um único traço.





3 - ÉTICA E REGRAS PARA AS ATIVIDADES


3.1 - Quando for realizado em grupo, todos os integrantes devem colaborar.

"Ser solidário" não é poupar o colega de penalidades por não ter contribuído com a equipe, isto é permitir ser explorado por uma pessoa que não contribui para o grupo e nem se preocupa em aprender. Ser solidário é ajudar o colega nas suas dificuldades e reconhecer as suas limitações. Assim, buscar enquadrá-lo da melhor forma possível ao grupo.



3.2 - Atividade individual é toda aquela que o aluno tem que demonstrar as suas habilidades ao desenvolvê-la.

As atividades de caráter individual complementam os estudos e preparam o estudante ao campo da pesquisa. O professor também possui a possibilidade de avaliar o aluno fora do contexto de uma avaliação, privado de um possível stress.

Logo, a importância de uma atividade bem feita vai além da nota.

3.2.1 - Não serão aceitos trabalhos entregues fora do prazo de entrega.

Observação: em caso de impossibilidade de comparecer a escola no data da entrega, mediante a apresentação de um atestado médico, o aluno poderá entregá-lo no primeiro dia útil após a data de entrega para o professor ou a Coordenação.

Caso não seja entregue no primeiro dia útil, não será aceito.

3.2.2 - Os trabalhos feitos em casa devem ser entregues de forma impressa.

Observação: não serão aceitos trabalhos enviados pelo e-mail.

3.2.3 - Por ser de caráter individual, qualquer trabalho que seja cópia do colega será considerado invalido e não terá a nota reconhecida. 

3.2.4 - O aluno que permitir que um colega tenha acesso ao seu trabalho para que possa copiá-lo, será punido do seguinte modo:

1ª ocorrência - terá um desconto de 50% na nota final do trabalho;

Demais ocorrências - o trabalho não será aceito e a nota será equivalente a zero.

Observação: isso não anula as punições realizadas pela escola.

3.2.5 - Trabalhos sem a identificação do aluno não será pontuado.

3.2.6 - Trabalho sem o uso da metodologia indicada sofrerá penalidades.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

COLÉGIO DOCTUS - ATIVIDADE PARA 7ª SÉRIE

NAVIO NEGREIRO
Castro Alves
 I
'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta. 
'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro... 
'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?... 
'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas... 
Donde vem? Onde vai?  Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam, 
Galopam, voam, mas não deixam traço. 
Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade! 
Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa! 
Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos! 
Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...
.......................................................... 
Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa! 
Albatroz!  Albatroz! águia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz!  Albatroz! dá-me estas asas.
 
II
    
Que importa do nauta o berço,
Donde é filho, qual seu lar?
Ama a cadência do verso
Que lhe ensina o velho mar!
Cantai! que a morte é divina!
Resvala o brigue à bolina
Como golfinho veloz.
Presa ao mastro da mezena
Saudosa bandeira acena
As vagas que deixa após. 
Do Espanhol as cantilenas
Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor!
Da Itália o filho indolente
Canta Veneza dormente,
— Terra de amor e traição,
Ou do golfo no regaço
Relembra os versos de Tasso,
Junto às lavas do vulcão! 
O Inglês — marinheiro frio,
Que ao nascer no mar se achou,
(Porque a Inglaterra é um navio,
Que Deus na Mancha ancorou),
Rijo entoa pátrias glórias,
Lembrando, orgulhoso, histórias
De Nelson e de Aboukir.. .
O Francês — predestinado —
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir! 
Os marinheiros Helenos,
Que a vaga jônia criou,
Belos piratas morenos
Do mar que Ulisses cortou,
Homens que Fídias talhara,
Vão cantando em noite clara
Versos que Homero gemeu ...
Nautas de todas as plagas,
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do céu! ...
 
III
    
Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!
 
IV
     
Era um sonho dantesco... o tombadilho 
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite... 
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar... 
Negras mulheres, suspendendo às tetas 
Magras crianças, cujas bocas pretas 
Rega o sangue das mães: 
Outras moças, mas nuas e espantadas, 
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs! 
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente 
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala, 
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais... 
Presa nos elos de uma só cadeia, 
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece, 
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri! 
No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..." 
E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
          Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
          E ri-se Satanás!... 
 
V
    
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! 
Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são?   Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!... 
São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . . 
São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael. 
Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus ...
... Adeus, ó choça do monte,
... Adeus, palmeiras da fonte!...
... Adeus, amores... adeus!... 
Depois, o areal extenso...
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer. 
Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar... 
Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute... Irrisão!... 
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! ...
 
VI
       
Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio.  Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ... 
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!... 
Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! Arranca esse pendão dos ares!
Colombo! Fecha a porta dos teus mares!

As atividades cuja exigência é que sejam entregues digitadas devem seguir a metodologia exigida pelo professor.
Atividade individual para ser realizada em casa.
Entrega: 28/2/2012, na 1º aula.

1 - Procurar o significado das palavras em negrito e transcrever no caderno de A a Z.

2 - Entregar uma biografia do autor Castro Alves, contendo: histórico familiar (quem foram seus pais) local e data de nascimento, formação, atividades que exerceu, local, data e causa da morte.
·         Obs.: a bibliografia deve ter no máximo quinze linhas.

3 - Com base no poema, responda as questões:

a) Qual é a idéia central que o poema pretende transmitir?
b) Na segunda parte do poema, Castro Alves indaga: “Que importa do nauta o berço, Donde é filho, qual seu lar?” Dentro do contexto histórico das Grandes Navegações, o que ele pretende afirmar?
c) O poema faz referencia a um herói da mitologia grega. Quem é ele e por qual motivo servia de inspiração aos navegadores europeus?
d) Transcreva o trecho do poema em que Castro Alves descreve a vida dos negros escravizados nos navios que os traziam da África para a América e o explique com suas palavras.

4 – O dia 20 de novembro é uma data festiva, tanto que muitos municípios e até alguns estados do Brasil concederam a esta data o status de feriado. Afinal, o que se comemora nesta data? Qual o significado histórico dela e qual a sua importância para a sociedade brasileira?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

COLÉGIO DOCTUS-Os 5 melhores do ano em História

Os meus 5 melhores alunos de cada série na disciplina História durante o ano de 2011.

5ª Série A / 6 º ano A
1º - Júlia Morais Queiroz;
2º - Luã Pascoal Ramos;
3º - Giovanna Victor da Silva;
4º - Ana Clara Ferrari Fontana e
     Juliani Longhi.

6ª Série A / 7º Ano A
1º - Victor Barbosa Fideles da Costa;
2º - Nathalia Paulino Gasbarro;
3º - Alessandra Paula Silva Roza;
4º - Lucas Padovan Lira;
5º - Daniel do Valle Rodrigues.

6ª Série B / 7º Ano B
1º - Murilo Augusto Nascimento da Silva;
2º - Júlia Salles Borges;
3º - Yasmim Abraão Pacheco Boiago;
4º - Lucas Guardanhim Sampaio;
5º - Barbara Teodolina Capato.

7ª Série A / 8º Ano A
1º - Thiago Franco de Carvalho Rios;
2º - Andrey Correa Ayelo;
3º - João Vitor Las Casas Alves e
     Laura Zago Fahl;
5º - Pedro Zago Fahl.

8ª Série A / 9º Ano A
1º - Michelle Carneiro Rachid Ribeiro;
2º - Carlos Eduardo Filippi Bussab;
3º - Vinicius Diniz Reolon e 
     Gabriel Takeshi Araujo Kitajima;
5º - Juliano Lopes de Oliveira.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

COLÉGIO DOCTUS - Lista de material escolar: História (Ensino Fundamental) e Filosofia (Ensino Médio)

6º Ano / 5ª Série.

Didático
BOULOS JÚNIOR, Alfredo: História, sociedade & cidadania 6º ano (nova edição). FTD.

Apoio pedagógico
DEARY, Terry. Contos egípcios: o mágico e a múmia. Ciranda Cultural.

DEARY, Terry. Contos gregos: a tartaruga e o duelo. Ciranda Cultural.

DEARY, Terry. Contos romanos: o prisioneiro celta. Ciranda Cultural.

Material de apoio
Caderno de A a Z.
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7º Ano / 6ª Série.

Didático
BOULOS JÚNIOR, Alfredo: História, sociedade & cidadania 7º ano (nova edição). FTD.

Apoio pedagógico
DEARY, Terry. Contos de cavaleiros: o cavaleiro de seda e aço. Ciranda Cultural.

DEARY, Terry. Contos de cavaleiros: o cavaleiro de paus e palhas. Ciranda Cultural.

AMADO. Janaína; FIGUEIREDO, Luiz Carlos. Colombo e a América: quinhentos anos depois. Atual Editora.

Material de apoio
Caderno de A a Z.

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8º Ano / 7ª série.

Didático
BOULOS JÚNIOR, Alfredo: História, sociedade & cidadania 8º ano (nova edição). FTD.

Apoio pedagógico
OSTERMANN, Nilse Wink; KUNZE, Iole Carretta. Às armas, cidadãos!: a França revolucionária (1789-1799). Atual Editora.

Material de apoio
Caderno de A a Z.

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9º Ano / 8ª Série.

Didático
PILETTI, Nelson, PILETTI, Cláudio. História e vida: dos tempos modernos ao mundo globalizado. Editora Ática.

Material de apoio
Caderno de A a Z.

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1ª Série Ensino Médio

Didático
CHAUI, Marilena; SANTOS de OLIVEIRA, Pérsio. Filosofia e sociologia: série novo ensino médio. Editora Ática.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

COLÉGIO DOCTUS - CONTEÚDO PARA RECUPERAÇÃO

5ª Série A / 6º Ano A

* Grécia

 - História da Grécia: http://www.historiamais.com/grecia.htm

* Roma

- Queda do Império Romano do Ocidente:  http://www.blogger.com/goog_181141492


6ª Série A e B / 7º Ano A e B

* Idade Média


* Renascimento

* Reforma Protestante
- Reforma e Contra-reforma: http://www.suapesquisa.com/protestante/

* Grandes Navegações

- Pioneirismo espanhol e portugues:  http://www.suapesquisa.com/grandesnavegacoes/

* Colonização

- Jesuítas: http://www.mundoeducacao.com.br/historiadobrasil/jesuitas.htm


8ª Série A / 9º Ano A

* Revolução Industrial: http://www.suapesquisa.com/industrial/

* Revolução Francesa

-Influencia do iluminismo: http://www.suapesquisa.com/historia/iluminismo/

-Processo revolucionário: http://meuartigo.brasilescola.com/historia-geral/revolucao-francesaresumo.htm


* Napoleão Bonaparte

-Império Napoleonico: http://variasvariaveis.sites.uol.com.br/europanapo.html

- Código Napoleonico: http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_Napole%C3%B4nico


*Neocolonialismo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Neocolonialismo


* I Guerra Mundial

-Início e desenvolvimento: http://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/primeira-guerra-mundial.htm

-Tratado de Versalhes: http://www.suapesquisa.com/pesquisa/tratado_de_versalhes.htm

-Liga das Nações: http://www.infoescola.com/historia/liga-das-nacoes/


* II Guerra Mundial

-Ascensão de Hitler: http://historiando.blogs.sapo.pt/6531.html

-Pacto entre Hitler e Stalin: http://veja.abril.com.br/especiais_online/segunda_guerra/edicao001/sub0.shtml

- Consequências da II Guerra Mundial: http://www.artigos.com/artigos/sociais/direito/segunda-guerra-mundial-e-suas-consequencias-11360/artigo/


* Guerra Fria

-Plano Marshal: http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/plano-marshall.htm

-Conflito ideológico: http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/plano-marshall.htm

-Conflitos: http://educacao.uol.com.br/historia/guerra-fria-2-o-que-estava-em-jogo-no-conflito-entre-eua-e-urss.jhtm