Proposta de atividade sobre a obra Os miseráveis de Victor Hugo.
Les Misérables (Os Miseráveis) é considerada umas das magnum opus do escritor francês Victor Hugo, publicada em 3 de abril de 1862 simultaneamente em Leipzig, Bruxelas, Budapeste, Milão, Roterdã, Varsóvia, Rio de Janeiro e Paris (nesta última cidade foram vendidos 7 mil exemplares em 24 horas). Muito conhecido e popular, seu texto já foi adaptado para filmes, séries de televisão e peças musicais em todo o mundo.
Os Miseráveis expõe a filosofia política de Hugo, retratando a desigualdade social e a miséria decorrente, e, por outro lado, o empreendedorismo e o trabalho desempenhando uma função benéfica para o indivíduo e para a sociedade. Retrata também o conflito na relação com o Estado, seja pela ação arbitrária do policial ou pela atitude do revolucionário obcecado pela justiça.
Disponível: https://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Miser%C3%A1veis; acesso: 10/10/18.
No seu primeiro capítulo designado
“Burgueses e Proletários”, o Manifesto Comunista aborda as diferenças entre um
e outro e sua evolução com o passar dos anos, criticando o capitalismo.
Ele mostra que as classes menos favorecidas como:
desempregados, mendigos, bandidos etc., eram absurdamente menosprezadas, como
se não fizessem parte da sociedade em que viviam.
O segundo capítulo aborda a relação entre os partidos e
os proletários e visa mostrar pontos que eles tinham em comum. Como por exemplo
a queda da superioridade dos burgueses e a transferência do poder político ao
proletariado.
A obra traz as visíveis diferenças do regime capitalista
e faz questão de expor a situação da desigualdade social. O comunismo é
apresentado como favorável a abolição das propriedades privadas.
Neste capitulo ainda traz uma lista de como aplicar o
comunismo na sociedade, de como agir de acordo com o regime comunista.
A terceira parte do Manifesto Comunista fala sobre os
regimes “socialista e comunista” e faz fortes críticas a três tipos de
socialistas: socialismo reacionário (que visava continuar com o método de
produção e troca, tinham um ponto de vista burguês), socialismo conservador
(tinha caráter de reforma, mas não de revolução) e o socialismo e comunismo
crítico-utópico (que buscava mudar a sociedade através de exemplos e não de
lutas políticas).
A conclusão se fecha com as principais ideias do
Manifesto, dando destaque as questões das propriedades privadas e buscando
‘informar’ o quanto é importante que os operários se unam em prol de uma única
causa. Com isso uma frase virou célebre: “Proletários de todos os países,
uni-vos“.
Escrita em 1949, O segundo sexo é a obra mais conhecida de Simone de Beauvoir. Sua
publicação gerou um escândalo em diversos âmbitos como o da Igreja católica
(foi incluída na lista de publicações proibidas) e o do governo da União
Soviética.
Quando o livro apareceu, já estavam
superadas – por ter alcançado seus objetivos — as reivindicações sufragistas.
Simone de Beauvoir expõe o desenvolvimento da opressão masculina por meio da
análise da história, da literatura e dos mitos, atribuindo os efeitos
contemporâneos dessa opressão ao fato de ter-se estabelecido o masculino como
norma positiva.
O mundo masculino apropriou-se do
positivo (ser homem) e do neutro (ser humano) e considerou o feminino como uma
particularidade negativa, a fêmea. Em consequência, a mulher foi identificada
como “o outro”, o que levou a uma perda de sua identidade social e pessoal. O
sexo feminino é limitado pelo conjunto inteiro do patriarcado.
A obra tem dois volumes. No primeiro,
Simone apresenta fatos e mitos sobre as mulheres, analisando múltiplas
perspectivas, incluindo a biológica, a psicanalítica, a materialista, a
histórica, a literária e a antropológica. A autora esclarece que nenhuma delas
é suficiente para definir a mulher, mas cada uma delas contribui para dar uma
definição da mulher como a “outridade”, “o outro” diante do masculino.
O segundo volume começa com a famosa
afirmação: “Não se nasce mulher, toma-se mulher“. Simone de Beauvoir procura
mostrar o absurdo da afirmação de que as mulheres nascem “femininas” e devem
ajustar-se ao que esse conceito supõe, em seu tempo e sua cultura.
Por meio da análise dos papéis de
esposa, mãe e prostituta, ela mostra como as mulheres, em vez de realizar-se
por meio do trabalho e da criatividade, são obrigadas a seguir vidas monótonas,
tendo filhos, cuidando da casa ou sendo meros receptáculos da libido do homem.
A pensadora propõe uma série de
demandas para conseguir a emancipação feminina. A mais importante é que se
permita, à mulher, realizar-se por meio de projetos próprios, com todos os
perigos e incertezas que eles possam acarretar. É inegável a influência de
Simone de Beauvoir como precursora do feminismo na filosofia política.
- A partir da leitura da
resenha da obra de Simone de Beauvoir, descreva como a mulher é retratada na
obra de Victor Hugo.
4 – Leia o ensaio sobre
a obra do Filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau.
Rousseau e o contrato
social
Rousseau afirmava que a liberdade
natural do homem, seu bem-estar e sua segurança seriam
Jean Jacques Rousseau (1712-1778) foi
um importante intelectual do século XVIII para se pensar na constituição de um
Estado como organizador da sociedade civil assim como se conhece hoje. Para
Rousseau, o homem nasceria bom, mas a sociedade o corromperia. Da mesma forma,
o homem nasceria livre, mas por toda parte se encontraria acorrentado por
fatores como sua própria vaidade, fruto da corrupção do coração. O indivíduo se
tornaria escravo de suas necessidades e daqueles que o rodeiam, o que em certo
sentido refere-se a uma preocupação constante com o mundo das aparências, do
orgulho, da busca por reconhecimento e status. Mesmo assim, acreditava que
seria possível se pensar numa sociedade ideal, tendo assim sua ideologia
refletida na concepção da Revolução Francesa ao final do século XVIII.
A questão que se colocava era a
seguinte: como preservar a liberdade natural do homem e ao mesmo tempo garantir
a segurança e o bem-estar da vida em sociedade? Segundo Rousseau, isso seria
possível através de um contrato social, por meio do qual prevaleceria a
soberania da sociedade, a soberania política da vontade coletiva.
Rosseau percebeu que a busca pelo
bem-estar seria o único móvel das ações humanas e, da mesma, em determinados
momentos o interesse comum poderia fazer o indivíduo contar com a assistência
de seus semelhantes. Por outro lado, em outros momentos, a concorrência faria
com que todos desconfiassem de todos. Dessa forma, nesse contrato social seria
preciso definir a questão da igualdade entre todos, do comprometimento entre
todos. Se por um lado a vontade individual diria respeito à vontade particular,
a vontade do cidadão (daquele que vive em sociedade e tem consciência disso)
deveria ser coletiva, deveria haver um interesse no bem comum.
Este pensador acreditava que seria
preciso instituir a justiça e a paz para submeter igualmente o poderoso e o
fraco, buscando a concórdia eterna entre as pessoas que viviam em sociedade. Um
ponto fundamental em sua obra está na afirmação de que a propriedade privada
seria a origem da desigualdade entre os homens, sendo que alguns teriam
usurpado outros. A origem da propriedade privada estaria ligada à formação da
sociedade civil. O homem começa a ter uma preocupação com a aparência. Na vida
em sociedade, ser e parecer tornam-se duas coisas distintas. Por isso, para
Rousseau, o caos teria vindo pela desigualdade, pela destruição da piedade
natural e da justiça, tornando os homens maus, o que colocaria a sociedade em
estado de guerra. Na formação da sociedade civil, toda a piedade cai por terra,
sendo que “desde o momento em que um homem teve necessidade do auxílio do
outro, desde que se percebeu que seria útil a um só indivíduo contar com
provisões para dois, desapareceu a igualdade, a propriedade se introduziu, o
trabalho se tornou necessário” (WEFFORT, 2001, p. 207).
Daí a importância do contrato social,
pois os homens, depois de terem perdido sua liberdade natural (quando o coração
ainda não havia corrompido, existindo uma piedade natural), necessitariam
ganhar em troca a liberdade civil, sendo tal contrato um mecanismo para isso. O
povo seria ao mesmo tempo parte ativa e passiva deste contrato, isto é, agente
do processo de elaboração das leis e de cumprimento destas, compreendendo que
obedecer a lei que se escreve para si mesmo seria um ato de liberdade.
Dessa maneira, tratar-se-ia de um
pacto legítimo pautado na alienação total da vontade particular como condição
de igualdade entre todos. Logo, a soberania do povo seria condição para sua
libertação. Assim, soberano seria o povo e não o rei (este apenas funcionário
do povo), fato que colocaria Rousseau numa posição contrária ao Poder
Absolutista vigente na Europa de seu tempo. Ele fala da validade do papel do
Estado, mas passa a apontar também possíveis riscos da sua instituição. O
pensador avaliava que da mesma forma como um indivíduo poderia tentar fazer
prevalecer sua vontade sobre a vontade coletiva, assim também o Estado poderia
subjugar a vontade geral. Dessa forma, se o Estado tinha sua importância, ele
não seria soberano por si só, mas suas ações deveriam ser dadas em nome da
soberania do povo, fato que sugere uma valorização da democracia no pensamento
de Rousseau.
Paulo Silvino Ribeiro
Colaborador Brasil Escola
Bacharel em Ciências Sociais pela
UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas
Mestre em Sociologia pela UNESP -
Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
Doutorando em Sociologia pela UNICAMP -
Universidade Estadual de Campinas
Segundo Rousseau o ser humano
é bom de origem, mas a sociedade o corrompe.
- Explique como podemos
aplicar a ideia defendida por Rousseau ao personagem de Jean ValJean.
Prof. Fábio José de Oliveira