quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Os miseráveis - atividade


Proposta de atividade sobre a obra Os miseráveis de Victor Hugo.



Les Misérables (Os Miseráveis) é considerada umas das magnum opus do escritor francês Victor Hugo, publicada em 3 de abril de 1862 simultaneamente em Leipzig, Bruxelas, Budapeste, Milão, Roterdã, Varsóvia, Rio de Janeiro e Paris (nesta última cidade foram vendidos 7 mil exemplares em 24 horas). Muito conhecido e popular, seu texto já foi adaptado para filmes, séries de televisão e peças musicais em todo o mundo.

Os Miseráveis expõe a filosofia política de Hugo, retratando a desigualdade social e a miséria decorrente, e, por outro lado, o empreendedorismo e o trabalho desempenhando uma função benéfica para o indivíduo e para a sociedade. Retrata também o conflito na relação com o Estado, seja pela ação arbitrária do policial ou pela atitude do revolucionário obcecado pela justiça.

Disponível: https://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Miser%C3%A1veis; acesso: 10/10/18.



Atividade

1 - Leiam o resumo do Manifesto Comunista de Karl Marx e Friedrich Engels.

Resumo do Manifesto Comunista.

 No seu primeiro capítulo designado “Burgueses e Proletários”, o Manifesto Comunista aborda as diferenças entre um e outro e sua evolução com o passar dos anos, criticando o capitalismo.
Ele mostra que as classes menos favorecidas como: desempregados, mendigos, bandidos etc., eram absurdamente menosprezadas, como se não fizessem parte da sociedade em que viviam.
O segundo capítulo aborda a relação entre os partidos e os proletários e visa mostrar pontos que eles tinham em comum. Como por exemplo a queda da superioridade dos burgueses e a transferência do poder político ao proletariado.
A obra traz as visíveis diferenças do regime capitalista e faz questão de expor a situação da desigualdade social. O comunismo é apresentado como favorável a abolição das propriedades privadas.
Neste capitulo ainda traz uma lista de como aplicar o comunismo na sociedade, de como agir de acordo com o regime comunista.
A terceira parte do Manifesto Comunista fala sobre os regimes “socialista e comunista” e faz fortes críticas a três tipos de socialistas: socialismo reacionário (que visava continuar com o método de produção e troca, tinham um ponto de vista burguês), socialismo conservador (tinha caráter de reforma, mas não de revolução) e o socialismo e comunismo crítico-utópico (que buscava mudar a sociedade através de exemplos e não de lutas políticas).
A conclusão se fecha com as principais ideias do Manifesto, dando destaque as questões das propriedades privadas e buscando ‘informar’ o quanto é importante que os operários se unam em prol de uma única causa. Com isso uma frase virou célebre: “Proletários de todos os países, uni-vos“.

Disponível: https://www.coladaweb.com/politica/o-manifesto-comunista (com adaptação); acesso: 14/3/18.

Publicado em 1848, o Manifesto Comunista defende, entre tantas ideias, que a História é marcada pela luta de classes. No caso, tal luta é o confronto entre o proletário explorado e a burguesia exploradora.

– Podemos observar no romance Os miseráveis de Victor Hugo pontos em comum com a obra Manifesto Comunista de Karl Marx e Friedrich Engels?

·    Justifiquem a resposta.
·    Apontem ao menos uma cena da obra que corrobore com sua resposta.


2 – Leiam a canção.

Cidadão
Tá vendo aquele edifício, moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar

Hoje depois dele pronto
Olho pra cima e fico tonto
Mas me vem um cidadão
E me diz, desconfiado
Tu tá aí admirado
Ou tá querendo roubar?

Meu domingo tá perdido
Vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar meu tédio

Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer

Tá vendo aquele colégio, moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Fiz a massa, pus cimento
Ajudei a rebocar

Minha filha inocente
Vem pra mim toda contente
Pai, vou me matricular
Mas me diz um cidadão
Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar

Essa dor doeu mais forte
Por que é que eu deixei o norte?
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava
Mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer

Tá vendo aquela igreja, moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também

Lá foi que valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que Cristo me disse

Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio, fiz a serra
Não deixei nada faltar

Hoje o homem criou asa
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio, fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar

Zé Ramalho

- Estabeleça um paralelo entre o personagem de Jean Valjean da obra Os miseráveis e o da música Cidadão de Zé Ramalho.

·        Façam uma descrição de como são os personagem, tanto nas suas características psicológicas como no tratamento social.

3 – Leiam a resenha sobre a obra O segundo sexo da Filósofa francesa Simone de Beauvoir.

O Segundo Sexo

Escrita em 1949, O segundo sexo é a obra mais conhecida de Simone de Beauvoir. Sua publicação gerou um escândalo em diversos âmbitos como o da Igreja católica (foi incluída na lista de publicações proibidas) e o do governo da União Soviética.

Quando o livro apareceu, já estavam superadas – por ter alcançado seus objetivos — as reivindicações sufragistas. Simone de Beauvoir expõe o desenvolvimento da opressão masculina por meio da análise da história, da literatura e dos mitos, atribuindo os efeitos contemporâneos dessa opressão ao fato de ter-se estabelecido o masculino como norma positiva.

O mundo masculino apropriou-se do positivo (ser homem) e do neutro (ser humano) e considerou o feminino como uma particularidade negativa, a fêmea. Em consequência, a mulher foi identificada como “o outro”, o que levou a uma perda de sua identidade social e pessoal. O sexo feminino é limitado pelo conjunto inteiro do patriarcado.

A obra tem dois volumes. No primeiro, Simone apresenta fatos e mitos sobre as mulheres, analisando múltiplas perspectivas, incluindo a biológica, a psicanalítica, a materialista, a histórica, a literária e a antropológica. A autora esclarece que nenhuma delas é suficiente para definir a mulher, mas cada uma delas contribui para dar uma definição da mulher como a “outridade”, “o outro” diante do masculino.

O segundo volume começa com a famosa afirmação: “Não se nasce mulher, toma-se mulher“. Simone de Beauvoir procura mostrar o absurdo da afirmação de que as mulheres nascem “femininas” e devem ajustar-se ao que esse conceito supõe, em seu tempo e sua cultura.

Por meio da análise dos papéis de esposa, mãe e prostituta, ela mostra como as mulheres, em vez de realizar-se por meio do trabalho e da criatividade, são obrigadas a seguir vidas monótonas, tendo filhos, cuidando da casa ou sendo meros receptáculos da libido do homem.

A pensadora propõe uma série de demandas para conseguir a emancipação feminina. A mais importante é que se permita, à mulher, realizar-se por meio de projetos próprios, com todos os perigos e incertezas que eles possam acarretar. É inegável a influência de Simone de Beauvoir como precursora do feminismo na filosofia política.


- A partir da leitura da resenha da obra de Simone de Beauvoir, descreva como a mulher é retratada na obra de Victor Hugo.


4 – Leia o ensaio sobre a obra do Filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau.

Rousseau e o contrato social

Rousseau afirmava que a liberdade natural do homem, seu bem-estar e sua segurança seriam

Jean Jacques Rousseau (1712-1778) foi um importante intelectual do século XVIII para se pensar na constituição de um Estado como organizador da sociedade civil assim como se conhece hoje. Para Rousseau, o homem nasceria bom, mas a sociedade o corromperia. Da mesma forma, o homem nasceria livre, mas por toda parte se encontraria acorrentado por fatores como sua própria vaidade, fruto da corrupção do coração. O indivíduo se tornaria escravo de suas necessidades e daqueles que o rodeiam, o que em certo sentido refere-se a uma preocupação constante com o mundo das aparências, do orgulho, da busca por reconhecimento e status. Mesmo assim, acreditava que seria possível se pensar numa sociedade ideal, tendo assim sua ideologia refletida na concepção da Revolução Francesa ao final do século XVIII.

A questão que se colocava era a seguinte: como preservar a liberdade natural do homem e ao mesmo tempo garantir a segurança e o bem-estar da vida em sociedade? Segundo Rousseau, isso seria possível através de um contrato social, por meio do qual prevaleceria a soberania da sociedade, a soberania política da vontade coletiva.

Rosseau percebeu que a busca pelo bem-estar seria o único móvel das ações humanas e, da mesma, em determinados momentos o interesse comum poderia fazer o indivíduo contar com a assistência de seus semelhantes. Por outro lado, em outros momentos, a concorrência faria com que todos desconfiassem de todos. Dessa forma, nesse contrato social seria preciso definir a questão da igualdade entre todos, do comprometimento entre todos. Se por um lado a vontade individual diria respeito à vontade particular, a vontade do cidadão (daquele que vive em sociedade e tem consciência disso) deveria ser coletiva, deveria haver um interesse no bem comum.

Este pensador acreditava que seria preciso instituir a justiça e a paz para submeter igualmente o poderoso e o fraco, buscando a concórdia eterna entre as pessoas que viviam em sociedade. Um ponto fundamental em sua obra está na afirmação de que a propriedade privada seria a origem da desigualdade entre os homens, sendo que alguns teriam usurpado outros. A origem da propriedade privada estaria ligada à formação da sociedade civil. O homem começa a ter uma preocupação com a aparência. Na vida em sociedade, ser e parecer tornam-se duas coisas distintas. Por isso, para Rousseau, o caos teria vindo pela desigualdade, pela destruição da piedade natural e da justiça, tornando os homens maus, o que colocaria a sociedade em estado de guerra. Na formação da sociedade civil, toda a piedade cai por terra, sendo que “desde o momento em que um homem teve necessidade do auxílio do outro, desde que se percebeu que seria útil a um só indivíduo contar com provisões para dois, desapareceu a igualdade, a propriedade se introduziu, o trabalho se tornou necessário” (WEFFORT, 2001, p. 207).

Daí a importância do contrato social, pois os homens, depois de terem perdido sua liberdade natural (quando o coração ainda não havia corrompido, existindo uma piedade natural), necessitariam ganhar em troca a liberdade civil, sendo tal contrato um mecanismo para isso. O povo seria ao mesmo tempo parte ativa e passiva deste contrato, isto é, agente do processo de elaboração das leis e de cumprimento destas, compreendendo que obedecer a lei que se escreve para si mesmo seria um ato de liberdade.

Dessa maneira, tratar-se-ia de um pacto legítimo pautado na alienação total da vontade particular como condição de igualdade entre todos. Logo, a soberania do povo seria condição para sua libertação. Assim, soberano seria o povo e não o rei (este apenas funcionário do povo), fato que colocaria Rousseau numa posição contrária ao Poder Absolutista vigente na Europa de seu tempo. Ele fala da validade do papel do Estado, mas passa a apontar também possíveis riscos da sua instituição. O pensador avaliava que da mesma forma como um indivíduo poderia tentar fazer prevalecer sua vontade sobre a vontade coletiva, assim também o Estado poderia subjugar a vontade geral. Dessa forma, se o Estado tinha sua importância, ele não seria soberano por si só, mas suas ações deveriam ser dadas em nome da soberania do povo, fato que sugere uma valorização da democracia no pensamento de Rousseau.

Paulo Silvino Ribeiro
Colaborador Brasil Escola
Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas
Mestre em Sociologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
Doutorando em Sociologia pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

Segundo Rousseau o ser humano é bom de origem, mas a sociedade o corrompe.

- Explique como podemos aplicar a ideia defendida por Rousseau ao personagem de Jean ValJean.


Prof. Fábio José de Oliveira

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Professor, a ultima barreira da educação!


O artigo 205 da Constituição Federal de 1988 nos diz que " a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho".  Infelizmente, na prática isso não se aplica. Já é notório para o mais energúmeno dos seres do gênero homo o descaso dos nossos governantes com a educação pública, os quais entendem investimento como gasto e que dados estatísticos, principalmente os contábeis, são superiores as propostas pedagógicas.


Por muito tempo isso não foi um grande problema social devido a luta de educadores que, contanto com o apoio da família do aluno, tinha liberdade em atuar na formação acadêmica da criança ou jovem, sempre, é claro, obedecendo a base curricular nacional. Ninguém questionava o que o aluno deveria ou não aprender ou a forma que ele aprendia. Todos sabiam que os professores proporcionariam uma edificação para um futuro cheio de possibilidades. Daí tivemos inúmeros casos de pessoas que após concluírem o Ensino Médio (antigo colegial) ingressaram em cursos técnicos ou universitários, garantindo uma boa estabilidade financeira e social.

Porém, um desvio ocorreu nos últimos anos. Pais (aqui se entende por família, uma vez que incluem avós, tias, tios, madrinhas, padrinhos e tudo o mais que possa ser responsável pelo pequeno ser humano) não sabem olhar para seus filhos e dizer NÃO! Têm medo! Temem ser rejeitados por se sentirem incompetentes (embora neguem) no seu papel, temem a reação violenta (choro, bater pé, gritar, dizer que os odeiam, se atirar no chão etc.) por não serem atendidos, temem vê-los tristes e se culparem por isto ou apenas temem conviver com alguém triste, como se fosse uma ameaça a sua felicidade. O resultado é que seus filhos passaram a ser edificados como uma pessoa que não possui parâmetros éticos, que pensa que tudo pode, que não admite ser contrariada, mesmo se tratando de um ambiente de trabalho, que se enfurece perante aquele que ousa não se curvar perante a sua suprema vontade. Toda essa indolência paterna e materna distanciou a família dos valores de uma escola, substituindo cobrança e orientação por um acolhimento desmedido das birras de seus rebentos, o que ocasiona um comprometimento na atuação dos educadores.

Precisamos entender de uma vez por todas que a educação escolar não se resume em ofertar passivamente os conteúdos. Ela é uma instituição que proporciona saberes e que busca fomentar o raciocínio lógico, a reflexão crítica, o despertar do senso ético e a aplicar os valores morais. Tudo é feito dentro de um planejamento pedagógico em que cada ato possuí uma intenção. Assim, uma regra não é escatológica, tem um objetivo a ser alcançado, é o subir da escada onde cada degrau tem a sua importância.

Nessa incompreensão do trabalho do professor, temos que os senhores responsáveis simplesmente querem que a mesma indolência que eles possuem perante seus filhos seja exercida pela escola e seus profissionais. Não querem que suas crias sejam punidas quando erram e consideram que se não aprendem a culpa é do professor que não sabe ensinar. Tem até os que negam que a criança possa ter uma necessidade especial, por mais óbvia que seja. Questionam os métodos de ensino quando estão diante de notas baixas, querem provar (sabe lá como) que é falho. Estufam o peito nas reuniões e falam sobre educação como se fossem catedráticos em pedagogia ou educação, mesmo sem possuírem noção alguma. Chegam até a praticar o ataque preventivo, fuzilam o professor antes que este possa criticar a cria deles. Com os tribunais de exceção que se formam nos WhatsApp, coitado do professor, nem sabe ao certo de onde vem o ataque. Para piorar, as gestões escolares, sejam elas públicas ou privadas, acatam muitas vezes esses mimos. As públicas por imposição de superiores que se camuflam em uma pesada burocracia e só se preocupam com índices e redução de custo e as particulares por temerem perder um cliente. O que temos é que pedem para o professor ignorar uma regra, fingir que não viu o aluno “colando”, que receba um trabalho fora do prazo de entrega ou que não esteja de acordo com o que foi exigido, que considere que o responsável pelo aluno é “chato” e evite problemas. Enfim, simplesmente desprezam a capacidade deste profissional. O trabalho é todo desestabilizado e o aprendizado comprometido.

   Inegavelmente estamos diante do romper da última barreira que pode garantir uma educação significativa para a formação humana em terra tupiniquim: o Professor.

Prof. Fábio José

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Brasil: conflitos, hipocrisias e ignorância

Como uma proposta de plano político traz a tona uma mentalidade classista


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Ciro Gomes, candidato à presidência da república do PDT (12), anunciou que em seu projeto de governo consta uma proposta para limpar o nome dos devedores do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), o qual foi batizado de “Programa Nome Limpo”. Sem muita discussão sobre o assunto, houve inúmeros ataques ao presidenciável devido a sua proposta.

Aqueles que são contra alegam que não é função ou obrigação do governo de arcar com uma dívida que não é sua, pior, foi feita por pessoas de péssima índole, verdadeiros estelionatários que não querem pagar pelo que adquiriram. Alguns até chegam a admitir que há pessoas de bem que se endividaram devido a dificuldades inesperadas, mas que isto não justifica serem ajudados. É o “cada macaco no seu galho”. O argumento é válido, pois não é responsabilidade do governo pagar tais dívidas, mas é sim responsabilidade dele de criar políticas públicas que visam o bem social e o desenvolvimento econômico e é neste contexto que a proposta de Ciro Gomes se insere, pois, o projeto tem o objetivo de reintroduzir na economia brasileira mais de 63 milhões de pessoas que hoje estão com seu nome restrito para obtenção de crédito.

Ao contrário do que se apela pelas redes sociais, a proposta não implica no governo gastar dinheiro público para ajudar quem é desonesto ou irresponsável. Ela prevê que as empresas cobrem o valor devido, sem o acréscimo de multa ou até mesmo juros, o que pode gerar uma redução de até 70% do valor devido. Bancos públicos e privados que queiram aderir ao programa, quitam a dívida por meio de um empréstimo que pode ser pago em até 36 meses e um grupo de devedores assuma a dívida de uma pessoa que venha a aderir ao programa de refinanciamento e eventualmente não pague as parcelas. Assim, o governo federal organizará os devedores em grupos de 5 ou 10 pessoas em um sistema chamado "aval solidário", onde os membros do grupo serão responsáveis pelo pagamento casa alguém desse mesmo grupo venha a não honrar sua parte.

É muito interessante observarmos o quanto ainda temos a velha mentalidade de que no Brasil as classes sociais possuem papéis predestinados e uma mudança nisto é, portanto, um ato absurdo. Assim, ao pobre nada, pois não é digno, ao rico tudo, pois é seu direito natural. Como assim? Não está a entender nada do que afirmo? Simples, o governo federal vai perdoar este ano de 2018 do nosso Senhor nada mais do que R$62 bilhões em dívidas de grandes empresas, além de deixar de arrecadar devido os benefícios fiscais, todo ano é o mesmo, mas ninguém reclama, pelo contrário, todos clamam que é necessário para o bem do país, que o Estado tem que proteger as empresas e os empresários para que possam continuar a gerarem a riqueza do Brasil. Porém, o contrário não se aplica. Já o Zé, o Pedro, o João, a Maria, a Ana e tantos outros que se endividaram por ficarem desempregados ou terem o custo de vida encarecido devido à alta de preços não são vistos como os mesmos olhos benevolentes e sim como um bando de caloteiros.

Prof. Fábio José de Oliveira
@FiloProfessor

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Não é Lula outra vez, mas sim a busca incessante do PT em se manter no poder



Vamos considerar que o senhor Luís Inácio Lula da Silva seja inocente dos crimes que é acusado e até do que já foi condenado. Que tudo não passa apenas de uma ampla conspiração para tirá-lo do pleito deste ano a fim de evitar seu retorno à presidência da república, o que é sem dúvida um duro golpe ao espírito democrático que deve imperar num Estado de direito. Mesmo assim, negar que a cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT), seu partido, não está envolvida com escândalos e casos já comprovados de corrupção já um exercício mental digno de uma mente para lá de prodigiosa. Ouso até dizer que Dante Alinghieri e J.R.R. Tolkien ficariam boquiabertos com tamanha engenhosidade mental.

Dirigentes do partido já foram condenados por corrupção com provas, tanto é que não se vê nenhum militante ptista fazendo campanha pelo José Dirceu alegando que ele foi condenado injustamente ou que até hoje sofre perseguição política. Muitos outros apresentaram um enriquecimento ilícito, com direito até a Land Hover na garagem ou mordomo com luva branca. Teve até o ridículo episódio em que João Paulo Cunha, outrora presidente do Congresso Nacional, mentiu perante as câmeras de TV ao afirmar que sua esposa foi no BMG (Banco de Minas Gerais) para pagar uma fatura de TV por assinatura e pouco depois foi obrigado a dar uma nova versão reconhecendo que se tratava de uma reunião para conseguir junto ao banco um empréstimo. Mas o pior de tudo, considero eu, não foi a corrupção desses líderes partidários e nem a hipocrisia deles por fazerem parte de um partido que prega o discurso da ética e do social e fazem o oposto, o pior consiste no fato de que nunca foram punidos pelos seus pares, os “companheiros” de luta. Nenhum deles foi expulso, pelo contrário, tiveram amplo apoio e “sofreram” apenas um afastamento temporário do PT, sendo reintegrados depois que a poeira baixou. Isso fica mais grave pelo fato de que a cúpula em momento algum sofreu alteração, mudaram os nomes, mas não a linha política e administrativa do partido. Tratamento igual não se viu na expulsão de Heloisa Helena, Luciana Genro e Babá, militantes que foram punidos por se recusarem a abandonar as bandeiras do partido, fazendo oposição aos que estavam no poder. Concordando ideologicamente com eles ou não, é fato que não cometeram crime algum, apenas foram fiéis aos ideais que aqueles que assumiram o poder abandonaram.

Nos 14 anos de governo Lula-Dilma o que se viu foi todo um trabalho de articulação para manter o PT no poder. Fez aliança com políticos espúrios que no passado combateram por anos por representarem o que há de pior na política, mudaram bandeiras históricas, abriu mão de investigar a admiração anterior, mesmo tendo a acusada inúmeras vezes de corrupção, com a desculpa de “olhar para o futuro”, e simplesmente abriu mão dos critérios de filiação para deixar qualquer um entrar.

Lembro do tempo que para se filiar era preciso participar de uma causa social, seja por meio de sindicato, ONG, associação, agremiação, militância política e afins, além de ter que participar ativamente dos trabalhos legislativo do seu município. Tanto que na minha juventude queria ingressar no partido do povo devido as causas sociais que ele defendia, mas meu tempo não me permitia acompanhar as seções da câmara municipal, o que me desqualificava. Uma vez um “companheiro” até cogitou abrirem uma exceção para mim devido a minha participação nos atos partidários, mas recebeu um não por ser um princípio que não podia ser anulado em hipótese alguma, pois do contrário o partido perderia a sua essência. Enfim, sobre a liderança de José Genuíno, seu presidente na época, abriu mão dos seus princípios em nome do que eles chamaram de governabilidade, o que nada mais se demonstrou ser um projeto de poder permanente, arrecadando contribuições de todos os filiados e conseguindo justificar a entrada de pessoas que nunca tiveram o perfil do partido, mas que eram úteis para acordos vantajosos.

A desculpa da governabilidade foi a joia mágica que permitiu que fosse feito o que sempre foi condenado nos demais partidos. Aloisio Mercadante chegou a rebater ex-companheiros alegando que “enquanto eles ficaram no protesto eles foram governar”, dando a entender que na prática a ideia é outra. Concordo, muitas vezes é necessário repensarmos para que a ideia seja coerente com a realidade e não tentarmos alterar a realidade para que ela se enquadre artificialmente nas nossas ideias. Mas até onde é a necessidade de mudança e quando começa a corrupção de ideias? Uma frase famosa de Che Guevara e que até já virou clichê é: “É preciso ser duro, mas sem perder a ternura, jamais...”; eu a interpreto do seguinte modo: temos que nos mantermos sempre na luta, independente das diversidades e do que temos que fazer, mas nunca podemos abandonar a nossa essência, os princípios que nos fizeram lutar, pois do contrário perderemos a nobreza da nossa batalha e daremos espaço aos nossos interesses mesquinhos, os quais não possuem escrúpulos. Vejo de forma clara e distinta que foi isso que ocorreu. Lula e seus companheiros da cúpula partidária simplesmente tinha a ideia de que era preciso assumir o poder para realizar as mudanças necessária para o bem do povo, mas na luta para ganharem as eleições e depois se estabelecerem no poder, simplesmente fizeram tantas concessões que no final restou apenas o mesquinho interesse em se manter no poder a qualquer custo.

Lula fez suas articulações de forma brilhante, pois é um autêntico showman. Sempre com um discurso carregado de sentimentalismo e genuína emoção, deixava claro como um pastor em culto de cura que era um homem santo na cruzada contra o mal em nome dos mais humildes. A cena após o fim do seu mandato, dele de sunga com uma caixa térmica no ombro ao lado da sua esposa de maiô, caminhado juntos para a praia é digna de um romance épico. Uma cena que sem dúvida emociona por mostrar que aquele homem continuava a ser uma pessoa comum, do povo, mesmo após ter alcançado o poder máximo da nação. Infelizmente sua autenticidade ficou apenas nos seus hábitos, mas não nos seus ideais. Lutou sim pelo social, mas também atuou em nome dos grandes empresários de forma ilícita, ao ponto de não fazer um crescimento econômico sustentável e sim um ganho passageiro no qual apenas alguns se beneficiaram.

Já Dilma não tinha o brilho do seu padrinho. Havia no princípio a imagem de uma mulher forte e determinada, a de “mandona”, o que parecia ser ideal para um líder forte, mas o que se viu foi que era apenas arrogância mesmo. O fisiologismo partidário permitiu a construção de um governo “Frankenstein”. Ministérios foram criados para abraçar aliados sem perder o que já era dos seus companheiros. O maior exemplo foi sem dúvida a figura de Michael Temer na vice-presidência. Político marcado por conchaves para atender seus interesses e de seus pares, encontrou na ptista uma forma de se manter no poder uma vez que tivera dificuldade em se eleger deputado federal. Interessava a ela e a cúpula do seu partido o apoio dele, mas não o de dividir o coxo dos seus companheiros, daí sempre o relevou a segundo plano. Mesmo assim o cobrou a mesma fidelidade que nunca teve. A debandada de Temer e seu bando para a oposição obedeceu a ordem natural das coisas. Não estou aqui a defende-lo, apenas mostro lucidez com os fatos, vendo a lógica do que ocorreu. Por isso Temer não deu um golpe, apenas agiu como já era de se esperar, abraçou a oportunidade que lhe apareceu sem se importar com ética, até pelo fato de que o velho ditado já dizia: não há ética entre ladrões.

Fora do governo o discurso de que o PT é um baluarte da ética e da luta social continua. Distribuem o sonho de que com sua volta o Brasil será melhor. Mas em que afinal será melhor? Ou melhor, para quem será?

A articulação espúria da cúpula ptista com a do PSB (Partido Socialista Brasileiro), de declararem um “não apoio” nacional entre eles no primeiro turno teve tanto a intensão de isolar o candidato do PTB (Partido do Trabalhador Brasileiro) Ciro Gomes nas alianças políticas, como também a de pretender obriga-lo a migrar para a posição de vice do candidato do PT, no caso, Lula. Um verdadeiro golpe para se fortalecerem eleitoralmente e terem chances de voltarem ao poder. O que só prova que seu projeto ainda continua de pé, estar novamente onde sempre lutou para estar, usufruindo das benesses que tal posto lhe proporciona, tanto de forma legal como espúria.

Ciro teve a valentia de não ceder, mesmo ciente que suas chances agora são menores e que ser vice de Lula pode ser mais garantido, se recusou a cair na armadilha. Já anunciou que continuará com seu objetivo. Está disposta a cair atirando. Pelo visto ele continuará na sua luta sem perder a sua ternura, digo, ideais.



Prof. Fábio José

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Fazendo uma boa prova


Dica de como fazer uma prova bem elaborada elaborada de História   

Não deixe de ver também:




   Há muito que o estudo não é mais um decorar conteúdo. A ideia tradicional de que o professor é o único a deter o conhecimento e que o aluno é um ser passivo que simplesmente absolve o que o mestre lhe transmite não tem mais espaço numa sala de aula.


   Num mundo digital como vivemos, o acesso a informação está na palma da mão, afinal, com um Smartphone é possível pesquisar na rede mundial de computadores qualquer informação. Logo, o trabalho do professor deve ser o de auxiliar o aluno a saber ler um texto (independente do gênero), interpretá-lo, saber fazer abstração de ideias, criar conceitos, raciocinar, organizar informações.

   Como educador, uma estratégia que eu formulei para contribuir nos estudos dos alunos é o de pedir a elaboração de trabalhos antes das provas. São tópicos a serem desenvolvidos por eles e que trabalham várias habilidades, além de ser um resumo do que foi estudado. Nesses tópicos disponibilizo vários links que permitem uma ampliação do conhecimento sobre os conteúdos estudados.

   Eles também devem pesquisar o significado de palavras chaves estudadas para serem usadas no dia da prova, junto com um dicionário. Assim, a prova se torna uma estratégia de estudo na qual o que é exigido é a habilidade de organizar as ideias.

Prof. Fábio José

XXX

Exemplo de trabalho para o 6º ano.


Tema

Algumas palavras e expressões chaves do conteúdo estudado.

Fenícios; semitas; Líbano; cedro; cidade-Estado; isolamento geográfico; assembleia; alfabeto fenício; politeísmo; monoteísmo; miscigenação cultural; Canaã; Patriarcas hebreus; Juízes hebreus; Doze Tribos de Israel; Reino de Israel; Reino de Judá; judeu; Diáspora Judaica; Dez mandamentos; Templo de Salomão; sinagoga; Ciro II; Estrada Real; Dario I; zoroastrismo.

Observação
Pesquisar o significado das palavras chaves e lavá-las no dia da prova junto com um dicionário.

Roteiro de estudo para a prova que deve ser desenvolvido e entregue como trabalho.

1 – A paisagem influência nos hábitos daqueles que a habitam, moldando, assim, a sua cultura.

- Quais os fatore geográficos que possibilitaram os fenícios aserem grandes navegadores?

- Explique a contribuição desses fatores para que isso ocorresse.


2 – Leia o texto.
A fenícia, terra de marinheiros e comerciantes, ocupava uma estreita área, com aproximadamente 40 km de largura, entre o mar Mediterrâneo e as montanhas do Libano. Atualmente essa região corresponde ao Líbano e a parte da Síria.

Disponível: http://www.sohistoria.com.br/ef2/fenicios/; acesso: 12/6/18.



3 – Miscigenação cultural: marca da cultura fenícia.


4 – A Bíblia é uma coleção de textos religiosos de valor sagrado para o cristianismo. Nela estão narradas interpretações religiosas do motivo da existência do ser humano no mundo. É considerada pelos cristãos como divinamente inspirada.

- Qual é o problema de se considerar a Bíblia uma fonte histórica?


5 - Os hebreus são conhecidos como israelitas ou judeus. Eles possuem uma história marcada por migrações e pelo monoteísmo.

- Descreva as principais migrações do povo hebreu até a Diáspora Hebraica.

6 - Os Dez Mandamentos ou o Decálogo é o nome dado ao conjunto de leis que segundo a Bíblia, teriam sido originalmente escritos por Deus em tábuas de pedra e entregues ao profeta Moisés (as Tábuas da Lei).

- De que forma os Dez Mandamentos contribuíram para:

· Preservação da cultura hebraica.
· Organização do povo.

7 – Leia o texto.

Em graus diversos e sob formas variadas, as grandes religiões da antiguidade tiveram pessoas inspiradas que pretendiam falar em nome de seus deuses. O sentido original da palavra profeta (nabî) em hebraico deriva de uma raiz que significa "Chamar, anunciar", portanto, o profeta seria aquele que é chamado ou que anuncia, um mensageiro e um intérprete da palavra divina, conforme se pode verificar em (Jr 1,9).

Pela sua coragem de questionar a situação presente e vislumbrar um futuro diferente para o seu povo, os profetas sempre exerceram atração fascinante. Muitos chegam até a confundir profeta com adivinhador do futuro. Outros chegam a pensar que eles ensinavam coisas absolutamente novas. O verdadeiro profeta, no entanto, é aquele que preserva a tradição autêntica do seu povo, perdida ou deformada em meio a tantas tradições criadas para defender interesses, legitimar poderes e sustentar sistemas.


- Qual a importância histórica dos profetas para a história do povo hebreu?

8 – Leia o texto

A princípio, os persas eram dominados pelos medos. Essa situação se inverteria por volta de 550 a.C. Nessa época, sob o comando de Ciro, os persas dominaram os medos e passaram a controlar a região.

Os persas conquistaram ainda outros povos que viviam nas proximidades do planalto do Irã, impondo a todos a mesma administração. Eles acabaram por construir um vasto império. Seu território compreendia a Ásia Menor, a Mesopotâmia e uma parte da Ásia Central.

Esses domínios seriam ainda ampliados nos governos posteriores a Ciro: Cambises conquistou o Egito em 525 a.C.; Dario I dominou a Ásia até o vale do rio Indo e também uma pequena parte da Europa, onde se localizavam algumas colônias gregas.

Disponível: http://www.sohistoria.com.br/ef2/persas/; acesso: acessível: 12/6/18.



9 – Quase as características da administração de Dario I que organizaram o império persa?

10 – Como o zoroastrismo, religião ensinada por Zaratustra, influenciou a doutrina religiosa dos hebreus? Apontar os pontos semelhantes na doutrina.

XXX

Agora um exemplo de prova.


OBJETIVAS

1 – Os Fenícios ocuparam uma estreita faixa de terra situada entre o Mar Mediterrâneo e o atual Líbano. Tiveram prósperas cidades como Ugarit, Biblos, Beritos, Sídon e Tiros. Essas, por estarem localizadas em uma área de intensa circulação dos povos da Ásia, da África e da Europa foram invadidas e conquistadas sucessivamente por vários impérios.

- Sobre os Fenícios, assinale o correto.

A – Essa civilização está relacionada aos cananeus, e teve um comércio bastante desenvolvido, sendo expert na navegação marítima. Criou o alfabeto.
B – Com o objetivo de aumentar suas riquezas e solucionar problemas causados pela baixa produção agrícola tentaram conquistar novas terras e povos.
C – Sua administração foi configurada por um forte regime monárquico e centralizador, sua riqueza cobria os gastos da rica corte.
D – A religião fenícia foi muito conhecida no mundo antigo, tendo sido reformada por Zoroastro, também chamado de Zaratrusta.

2 – Os hebreus construíram uma forte identidade cultural através da sua religião, desde os tempos das suas histórias mais remotas. Em certo período, observa-se uma maior preocupação com a ética e as críticas às desigualdades sociais, por parte dos profetas Oséias, Amós, Isaías e Miquéias.

- Estamos nos referindo:

 A –Ao período em que Moisés tinha grande liderança política, livrando os hebreus da dominação egípcia.
B – À época em que os hebreus estiveram dominados pelos caldeus e construíram o início do culto a um deus único.
C – Ao período histórico em que a religião hebraica seguiu os rituais semelhantes aos da religião babilônico, cultuando o deus Mazda.
D – Ao período de cativeiro na Babilônia, onde os profetas exerceram um importante papel de reviver a unidade do povo por meio da religião.

3 – Leia o texto.

A religião persa foi desenvolvida por Zaratustra, que foi um profeta persa dos séculos VI e VII a.C. Ele foi o criador do Zoroastrismo, também conhecido como Masdeísmo. Os ensinamentos do Zoroastrismo estão presentes num livro chamado Avesta (Zend-Avest), cuja autoria é atribuída a Zaratustra.

- Sobre o zoroastrismo, é correto afirmarmos que:

A – Era politeísta e pregava a vida após a morte, por isto seus seguidores eram entrados com seus pertences a fim de os aproveitarem na vida após a morte. Exerceu influência na formação da religião dos egípcios, os quais passaram a mumificar os corpos como prepara para a vida pós morte.
B – Inseriu a crença num deus único e que o bem está em constante luta contra o mal, sendo que vencerá no fim, quando o deus único julgará quem fez em vida o bem para ser recompensado e quem fez o mal para ser condenado.
C – Após ser aceita pelo império persa, foi imposta pelos imperados a todos os povos que eles conquistaram a fim de criarem um império de um único povo, unido pela religião.
D – Pregava a crença num deus único e foi de grande importância para garantir a unidade do povo persa, principalmente após eles passarem pelo cativeiro da babilônia.

4 – Leia o texto.

Cambises era filho de Ciro - auxiliado pelos fenícios, cipriotas e semianos, conquistou o Egito, em 525 a.C. na batalha da Pelusa. Saqueou túmulos, surrou a múmia de um faraó e matou o Boi Ápis. Tentou conquistar a Etiópia cujas riquezas eram lendárias.

Cambises morreu em 523 a.C. a caminho da Média em circunstância misteriosas.

Dario I, o Grande (521 a 485 a.C.) Filho de Histaspes, conselheiro de Ciro, foi notável administrador e guerreiro. Venceu a Trácia e a Macedônia. Formou uma satrapia na região ocidental do Rio Indo. Combateu os gregos na primeira guerra média.

Dario I realizou grandes obras administrativas, entre as quais:

1. pacificou e reorganizou o Império, dividindo-se em satrapias para facilitar a administração;

2. unificou a religião dos povos conquistados, fazendo prevalecer uma única crença.

4. construiu estradas que ligavam as satrapias as cidades onde residia o soberano, a "estrada real".

8. aperfeiçoou o sistema de correios.

- A soma do que é correto dá

A) 3.
B) 7.
C) 11.
D) 13.

DISCURSIVAS

5 – Observe o mapa da Fenícia e suas colônias.


 Leia o texto.

A base da sobrevivência dos fenícios era a agricultura e a pecuária.  Já a sua economia era bastante forte nos setores de comércio e artesanato. Seus principais produtos eram: madeira para a construção de navios, joias de âmbar, vidro, corantes e marfim.

Por conta das atividades comerciais, eram exímios navegadores e foram os primeiros a contornarem a África segundo Heródoto.


- Descreva as principais características culturas dos fenícios.
- Qual é a maior contribuição dos fenícios para a comunicação da contemporaneidade?
- Por qual razão podemos afirmar que a cultura fenícia era miscigenada com a de outros povos?
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(  ) Erro na definição e/ou
     Conceitos.             
(  ) Erro de  interpretação da     
     questão.


(  ) Questão em branco.              
(  ) Resposta Incompleta
     ou pouco desenvolvida.
(  ) Falta de coerência e coesão
Nota:


 6 – Leia a sinopse do livro A Bíblia Não Tinha Razão, de Israel Finkelstein e Neil Ascher Silberman.


No decorrer dos últimos anos, debater a verdade histórica da Bíblia voltou a atrair as atenções fora do círculo dos especialistas. No livro A Bíblia não tinha razão (selo A Girafa), os arqueólogos Israel Finkelstein e Neil Ascher Silberman recolocam o debate na perspectiva correta, construindo o que outros cientistas já definiram como a mais profunda e elaborada síntese entre as Sagradas Escrituras e a arqueologia realizada no último meio século. Para chegar a esse resultado, os autores avaliaram as escavações e os documentos históricos das descobertas mais recentes, comparando-os ao texto da Bíblia. Trata-se de uma obra provocadora sobre Israel e seus vizinhos nos tempos bíblicos. Fatos históricos, como o êxodo do Egito, a conquista da Terra Prometida e a formação do império de Davi e Salomão correspondem, segundo os autores, à visão dos redatores dos textos sagrados, que, tendo vivido num período posterior, não necessariamente descrevem os fatos com precisão. A Bíblia não tinha razão expõe com rigor científico os motivos ideológicos que levaram à criação do mais importante e influente texto religioso da humanidade, a Bíblia.


Os autores da obra não questionam os ensinamentos religiosos presentes na Bíblia, mas sim seu uso como fonte histórica.

- Descreva o problema de a Bíblia ser utilizada como uma fonte histórica.
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(  ) Erro na definição e/ou
     Conceitos.             
(  ) Erro de  interpretação da     
     questão.
(  ) Questão em branco.              
(  ) Resposta Incompleta
     ou pouco desenvolvida.
(  ) Falta de coerência e coesão
Nota:

7 – Observe a imagem.

Os Dez Mandamentos constituem um conjunto de leis que foi fundamental para o povo Hebreu.

- Como os Dez Mandamentos organizou os hebreus culturalmente?

- Como os Dez Mandamentos organizou os hebreus socialmente?
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(  ) Erro na definição e/ou
     Conceitos.             
(  ) Erro de  interpretação da     
     questão.
(  ) Questão em branco.              
(  ) Resposta Incompleta
     ou pouco desenvolvida.
(  ) Falta de coerência e coesão
Nota:

8 – Leia o texto.
No início do século VI a.C., o rei babilônio Nabucodonosor destruiu o templo, saqueou Jerusalém e deportou sua população para a Babilônia. Este novo exílio espiritual uniu o “restante de Israel” sob a prédica do profeta Ezequiel, dando início a uma restauração religiosa que preparou uma outra, de caráter político.

- Qual a importância dos profetas para a história do povo hebreu?
- Como os hebreus conseguiram se libertar do domínio babilônico?
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(  ) Erro na definição e/ou
     Conceitos.             
(  ) Erro de  interpretação da     
     questão.
(  ) Questão em branco.              
(  ) Resposta Incompleta
     ou pouco desenvolvida.
(  ) Falta de coerência e coesão
Nota:


9 – Um historiador afirmou que “os persas substituíram a dominação assíria, fundada no terror, por um regime de ordem, de paz e de administração regular”.
- Como os persas administravam os territórios ocupados?
- Como os persas agiam para conseguir uma convivência sem grandes conflitos com os povos vencidos?
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(  ) Erro na definição e/ou
     Conceitos.             
(  ) Erro de  interpretação da     
     questão.
(  ) Questão em branco.              
(  ) Resposta Incompleta
     ou pouco desenvolvida.
(  ) Falta de coerência e coesão
Nota:

10 - Dario I foi um dos mais conhecidos reis que existiram na Pérsia antiga, sendo responsável por várias medidas administrativas e por grandes construções, que ficaram famosas.

- Quais as medidas administrativas adotadas por Dario I que facilitaram seu governo?
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(  ) Erro na definição e/ou
     Conceitos.             
(  ) Erro de  interpretação da     
     questão.
(  ) Questão em branco.              
(  ) Resposta Incompleta
     ou pouco desenvolvida.
(  ) Falta de coerência e coesão
Nota: