quinta-feira, 9 de março de 2017

Sobre baboseiras e liberdade

Sem nada para fazer, fico enérgico no meu sofá cujo o estofado já se tornou um molde de minha bela forma física. Com meus belos e esverdeados olhos contemplo as teias de aranha no teto até que em minha mente ocorre um turbilhão de ideias sobre o que li no jornal que encontrei na lixeira do vizinho e fico a refletir sobre a atitude dos membros da Comissão de Constituição e Justiça do nosso senado em tornarem lei a união entre pessoas do mesmo sexo, um ato até banal uma vez que, por decisão da nossa suprema corte, já ser reconhecido em razão de que nossa sociedade é, pelo menos por lei, justa, dando a todos os mesmos direitos.

Uma reação raivosa já pode ser ouvida oriunda do congresso, como a de um bugrino perante um pontepretanto ao sofrer uma goleada. Em ambos os casos, por mais banal que seja o fato, a reação é sempre desproporcional e violenta, um ato de impulso selvagem e negação do racional.

Incrível! O tempo passa e o intelecto regressa!

Sempre os mesmos e velhos argumentos. Imutáveis! O que muda é sempre o rosnar, cada vez mais ameaçador, mostrando os dentes a salivar. Isso quanto já não mordem.

“Não é natural”, bradam! Como se o ser humano fosse natural. Vivemos num mundo criado por nós, um mundo humano. Abandonamos a natureza desde que passamos a usar ferramentas para facilitar o nosso trabalho, superando nossas limitações animais. Um cachorro não faz escola para ser cachorro, mas nós sim. Temos que passar por um processo educacional para formarmos o nosso ser, nos tornarmos humanos. Um cachorro também não tem sonhos, não fica a pensar se quer ser um cão de guarda ou um cachorro de madame, mas nós sim, sonhamos e nos preocupamos com o que seremos no futuro. Um cachorro deita e dorme, já nós construímos casa e a arrumamos do nosso jeito, cheia de significados. Um cachorro não se preocupa se seu pelo está bem aparado, se precisa passar condicionador ou com que roupa sairá, porém nós gastamos dinheiro com cabeleireiro, gel, shampoo e perdemos horas decidindo como queremos o nosso cabelo e com que roupa iremos sair. Um cachorro late e nós desenvolvemos a fala e como ela compomos poemas, músicas e óperas, escrevemos livros, cartas de amor, cobrança e nos comunicamos de forma complexa. Logo, o que é natural em nós? Vivemos num mundo não natural, em um que nós criamos e o qual moldamos e somos moldados.

Além do mais, o que é mais natural do que um animal selvagem vivendo no seu meio ambiente, livre a interferência do ser humano? Pois é, mesmo nessa situação há animais que praticam sexo entre seu semelhante sexual, transam com um outro da sua espécie e do mesmo sexo. Chocante? Não! Natural. Tio Google está aí para quem desejar confirmar.

“Mas nós não somos animais, somos racionais! ” Errado e certo. Errado por nós sermos animais, pois pertencemos ao reino animal e não dos vegetais e nem dos minerais. Certo por sermos racionais, embora alguns parecem negar tal fato. Afinal, o que há de racional em sentir atração por alguém? Não escolhemos por quem nos apaixonar, simplesmente acontece. Buft! Num simples olhar e lá estamos nós, babando por alguém, nossa alma gêmea, a metade da laranja, a razão de viver. Daí se junta o bonito com o feio, o novo com o velho, o gordo com o magro, o delicado com o bronco. Só não o rico com o pobre, neste caso tal fenômeno só ocorre quando a parte rica é oposta a pobre, sendo ela sempre a feia, velha, gorda e bronca. O se apaixonar é espontâneo, assim como o ato sexual é prazeroso. O que há de racional em virar os olhos, morder os lábios e gemer? Fazemos por prazer, é um ato que exige os nossos sentidos e não a nossa razão.

“Dois iguais não se reproduzem! ” Verdade, mas podem adotar aquilo que dois diferentes geraram e dispensaram. Considerando tal argumento como válido, temos que aplica-lo como regra geral, o que significa que todos aqueles que se unem ou apenas trazem devem se reproduzir. Logo, não podemos aceitar que dois diferentes se casem ou vão morar juntos se não forem ter filhos. Assim, temos que submeter os seres apaixonados e diferentes a um teste de fertilidade antes de juntarem os trapos. Não adianta ficar duro ou úmido se a semente é seca. Há também a questão dos preservativos, se o sexo é para fim reprodutivo, eles não deveriam ser considerados um crime e proibidos?

Fazemos sexo pelo prazer, pelo fato de ser gostoso, a reprodução é uma consequência. Logo, não há um argumento que sustente que o fato de dois iguais não se reproduzirem como um impedimento de se unirem.
“Nascemos homem ou mulher, se fosse para sermos diferentes haveria outra opção”!  Opção? Então temos a capacidade de escolhermos o que queremos ser, como fica se um homem escolhe ser mulher e vice-versa? Nesse caso não pode haver opção? Que raios de opção é essa em que só podemos escolher o que nos é imposto? Parece uma lógica de mãe, que manda a gente escolher entre duas roupas que ele escolheu ou entre uma surra e a obediência plena. Não é uma questão de escolha e sim de ser o que é, seguir seus instintos e desejos.

“Nascemos homem ou mulher e devemos ser o que nascemos para ser”! Na verdade não nascemos homem ou mulher, nascemos macho ou fêmea, seres definidos pela biologia. Ser homem ou ser mulher são ideias construídas por nós. O que é natural é imutável por si só na sua essência, já a ideia, por ser fruto do ser humano, muda, é moldada de acordo com o meio ambiente e se transforma com o tempo. Quem nunca escutou alguém mais velho dizer: no meu tempo isso não era coisa de homem!; No meu tempo mulher não fazia essas coisas! Tem cabelo cumprido, é homem ou mulher? Faz as unhas, é homem ou mulher? Chora, é romântico, é homem ou mulher?

A ideia é construída por nós, reproduzimos o que vemos e seguimos a doutrinação que temos na infância, aquela que nos faz entrar numa loja de brinquedos e ver que há próprios para as meninas e meninos. Em geral para as meninas os brinquedos remetem aos cuidados da casa (eletrodomésticos), da família (bebes que comem, mamam e que temos que trocar a frauda) ou consigo mesma, no sentido de que sempre devem estar bonitas para o homem (e lá estão as Barbie e Polly). Quando vamos comprar para um menino já é diferente, tem a nossa disposição brinquedos que remetem a força (esporte, como bola), bélico (armas), riqueza e ostentação (carrinhos). A criança passa toda infância a brincar de forma orientada, então não é novidade que ela passe a reproduzir isso quando adulta e até mesmo considerar normal, não por ser, mas sim por estar acostumada.   

Sim, pode contestar o que digo. Não há problema. O pensar se constrói no diálogo, mesmo quando estamos sozinhos conversamos conosco mesmo. Mas antes se dedique a pensar num bebezinho, antes de aprender a brincar de forma orientada. Ele vai brincar com qualquer coisa, os meus brincaram com latas de conserva, panelas, controle remoto, cabo de vassoura e qualquer objeto que lhe chamasse atenção. Um menino pode sim brincar com uma boneca e vai, a menos que você retire da sua mão dizendo “menino não brinca de boneca”. Pensou sobre isso? Agora pense: o que é ser homem? O que é ser mulher? Caso consiga criar uma definição, compare-a com a de outra pessoa e venha me contar se chegou a uma definição válida.

“Deus condena o homossexual”.  Na verdade a condenação é contra o homossexualismo, a prática e não contra a pessoa. Mas não importa, a questão é que se trata de uma visão que se fecha numa determinada crença. Logo, como fica quem não a segue? Quem não crê nela? As religiões exigem crenças e estas são pessoais, só valem para o indivíduo que crê. Como então impor algo particular de uma pessoa para a outra? É o mesmo que eu amar minha mãe e impor para alguém que também a ame. Para mim tem significado, para o outro não faz o menor sentido.

Sem contarmos que a crença cristã tem mais ramificações que um velho pinheiro, com cada uma dizendo que está certo. Como nos basear em algo tão incoerente e particular para criarmos uma regra universal para a sociedade?

Cada um deve seguir firme na sua crença, se ela condena a relação entre pessoas do mesmo sexo, um conselho do tio aqui, não faça sexo com quem tem o mesmo sexo que você! Pregar que é contra? Claro que pode, vivemos numa democracia! Agora, querer se meter na virada de olhos do vizinho já demais.

“Com a aprovação do casamento gay as igrejas serão obrigadas a aceitarem, pois podem ser acusadas de discriminação” KKKKKKKKKKK!!! Quanta asneira! No Brasil a liberdade de culto é garantida na nossa Magna Carta. Você não é obrigado a se ajoelhar para esse ou aquele deus, a ter essa ou aquela crença. Uma pessoa que vai numa igreja que não permite a união entre pessoas do mesmo sexo, não pode exigir que ela realize tal união. As religiões são constituídas de pessoas, as quais tem liberdade de culto, logo, cada religião tem liberdade de formar a sua crença. Quando você escolhe uma tem que ver as regras primeiro e procurar a que melhor lhe agrada.

“É coisa da minoria gay”! E daí que se trata de uma minoria? Por acaso vivemos numa ditadura da maioria? Por acaso onde há uma maioria de mulheres o homem deve urinar sentado? Democracia é respeitar o diferente. Não se trata de impor a vontade de poucos sobre os demais. Isso é uma tremenda falácia. Com a união homoafetiva ninguém será obrigado a se casar com outra do mesmo sexo. Também não haverá o risco de alguém terminar o casamento hétero  para se casar num homoafetivo. Com ou sem lei pessoas do mesmo sexo transam, namoram e moram juntas, não é por haver o reconhecimento legal que teremos vários arrependidos por aí.
“Vão querer adotar e a criança ficará confusa e passará por constrangimento”. Olhemos a nossa volta. Que família contemplamos? Hoje as famílias são formadas por pessoas divorciadas que se casam novamente, de filhos que são criados por padrasto ou madrasta, irmãos de pai ou mão diferente, mãe ou pais solteiros, netos cuja a avó ou o avô são referência de paternidade. Isso quando não há o abandono ou o desprezo em casa.

O que realmente importa para uma família é o amor ou a aparência? Muitos casos de pedofilia são praticados por um pai com seu filho ou filha. Por qual razão então não demonizamos essa estrutura familiar? Não fazemos por ser exceção e não regra. Todos sabemos e concordamos que numa família deve imperar o amor fraterno entre seus membros e por qual razão homossexuais não são capazes disto?

Fico a ver muitos alunos que precisam de um acompanhamento psicológico por problemas familiares e imagino quantos me passam desapercebidos. Mas para algumas pessoas apenas um filho de um homossexual precisará disso.

Quanto ao constrangimento, bullying ocorre a muito tempo de várias formas e sobre os mais diversos motivos, daí a necessidade de um trabalho educacional e de conscientização.

Enfim, na minha opinião cada um deve ser feliz como é! Seguir seus desejos, buscar sua plenitude sem se importar em ser o que o outro deseja que seja.

Não podemos impor nossa vontade para outro, já que não queremos e nem aceitaremos que o outro faça o mesmo conosco.

Cada um que cuide do próprio rabo!

Prof. Fábio José

quinta-feira, 2 de março de 2017

CONSIDERAÇÕES SOBRE A AUTENDICIDADE DO SER

 Devermos ser nós mesmos sempre! Mudar sim, pois temos que evoluir, como um Pokémon que muda para enfrentar novos e maiores desafios, mas sem os poderes legais (infelizmente!).

  Temos que mudar para sermos melhor diante de uma realidade que está em constante transformação, tanto tecnológica como social. Não ser nós mesmos é mudar quem somos para agradar o outro, para contentarmos a uma planificação social que nos molda em estereótipos. Nunca é para nos agradar, pois somos felizes na medida que somos livres.


  Temos que nos apreciar, como um enófilo faz com um vinho de uma excelente safra ou como o trabalhador faz com a cerveja estupidamente gelada na sexta-feira após o expediente. Afinal, somos a soma dos nossos erros, acertos, escolhas, sinistros, realizações, frustrações... enfim, somos o resultado da soma de tudo que vivemos e vivenciamos. Assim, não sermos nós mesmos é negar o que vivemos, é não apreciar toda a nossa existência até o momento presente. Isso é o mesmo que considerar que nada valeu a pena. 

Prof. Fábio José

PONTO DE VISTA

Enxergamos o mundo que nos rodeia não pelos nossos olhos, eles apenas captam imagens, das quais muitas são ilusões ou distorções, seja nossa seja de outro. Nós enxergamos o mundo pela nossa alma, que é, segundo os gregos antigos, o nosso princípio, o que nos move, nossa razão de viver. Portanto, não há razão de vermos o mal em cada ser, em cada ato, em tudo que existe, se não é isto que nos move.

Prof. Fábio José 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Uma coisa chamada professor

Lecionar é uma aventura que nos conduz da sabedoria até a mais profunda e obscura ignorância.

O profissional da educação, ser que cursou uma faculdade para se preparar para o seu labor, que faz inúmeros cursos de capacitação, participou de horas de palestras, tem a casa lotada de livros e revistas, mal é visto assim pelos demais mortais. É descrito por estereótipo que o compõe como uma criatura estranha do que é a realidade, um Frankenstein de conceitos.

Analisando no fundo do meu copo de requeijão transformado em recipiente para minha cerveja outrora gelada, juntei o que já ouvi ou percebi dos responsáveis por aqueles que já foram ou são meus alunos.

Compartilho aqui com o corajoso e paciente leitor o ser constituído:

Tem a barba feita ou bem aparada, do contrário não passa respeito. É uma pessoa sem responsabilidade, desmantelado.                                                                          Usa roupa social, pois quem se dá ao respeito se veste assim e um professor deve ser um ser respeitável.

Calça? Pode ser jeans, mas com a camisa social ou polo dentro dela.

Bermuda? Jamais! Nem mesmo deve ser visto usando tal traje em ambientes descontraídos, como rua, praça, piscina, praia...

Nada de brinco se for homem, afinal, que exemplo dará aos jovens?

Tatuagem? Nunca, nem escondida pela vestimenta. Um professor não é adepto do que não é normal.

Pronuncia a língua portuguesa corretamente, sem nenhum deslize. Caso faça, um absurdo, provavelmente o mais asno de todos os mortais. Um escândalo que tem que ser divulgado, pois é do interesse geral da nação.

Nunca pronuncia palavras de baixo calão ou gírias. Sua educação e cavalheirismo são exemplares, quase um Lorde inglês ou uma fina dama francesa.

Sabe tudo, mesmo que não seja da sua área. Aquele que diz que não sabe pois não é no que leciona é um burro, não serve para ser professor.

Postura fina, gestos delicados, mas não afeminados! É exemplo e isto também se faz em como se porta.

Perder a cabeça? Ficar nervoso? Nem pensar, isso é coisa de gente baixa, professor é inteligente, sabe se controlar na mais absurda das situações. Não importa se ele ou sua genitora foram ofendidos, jamais revida. A mente superior sempre impera sobre o pecado da ira!

Bebida alcoólica somente se for vinho, bebida de intelectual, gente estuda e inteligente. Nada a ver com cerveja, bebida mundana. Por isso jamais frequentar um bar, tanto que nunca será visto em tal estabelecimento.

Não perde seu precioso tempo assistindo novela, distração nada intelectual, apenas assiste filmes chatos e documentários que dão sono.

É um tipo chato e certinho. Com humor não é confiável, pois uma pessoa profissional é sempre séria.

Página no Facebook não é pessoal, é profissional. Para as demais pessoas, ter uma página na rede social é diversão, é ter um lugar para desabafar, falar besteira e postar mensagens religiosas, de esperança, políticas ou de coisas engraçadas. Já para o professor a sua página tem que ser séria, nada de fotos com cigarro, cerveja, sem camisa, beijando (como se tivesse vida amorosa) ou postagens de piadas com duplo sentido ou sem sentido, daquelas que é apenas para rir.

Sorri para o aluno, pois a simpatia faz parte do profissional professor. Quem não sorri não sabe agradar e um professor tem que ser uma criatura agradável.

Tem a péssima mania de perseguir aluno. Quase um compulsivo em cercear o pobre estudante, tudo pelo fato de que não tem nada de interessante em sua vida, nada com que se preocupar, passando a se dedicar ao seu delírio de que a pobre criatura não é o anjinho da mamãe e do papai.

Deve ser compreensível com o aluno, entender como bom educador que a pobre criança tem dificuldades. Nada de exigir muito ou ser rígido com a qualidade dos trabalhos ou os prazos estabelecidos.

É caridoso. Releva as traquinagens em aula, ajuda na nota, deixa entregar depois o trabalho. Tudo para conquistar um pedaço do céu.

Quem manda aluno para fora não sabe educar. O bom e autêntico educador conquista o aluno, desperta nele o interesse pela aula, por isto nunca é atrapalhado por traquinagem.

O aluno só não faz nada por causa da aula que é chata, nada interessante. Culpa do professor que não sabe lecionar.

Nota baixa não é tirada pelo aluno. É o professor quem dá.

Ganha bem para quem não sabe o que é pegar no pesado.

Grevista é vagabundo, o tipo que não quer trabalhar. Tem carro, não pega no pesado e ainda quer prejudicar os alunos e atrapalhar a vida dos pais, pessoas ocupadas que ficam sem saber o que fazer com o filho. Além do mais, o que faz não é emprego e sim vocação.

Eis aí o professor, pelo menos na visão do senhor pai ou da senhora mãe, quando não é do senhor avó, tio, irmão ou da senhora avó, tia, irmã, vizinha...

Estereótipo existe é de uso comum no cotidiano. Não há problema com seu uso, pelo contrário, nos permite saber previamente como nos portar perante alguém, pelo menos ter uma noção de como. Mas, ao conhecermos temos que moldá-lo a partir da realidade, transformar nossa ideia. O problema consiste quando queremos moldar a realidade ao nosso estereótipo.

A labuta diária de um professor se transforma em batalha contra quem ele busca ajudar. Não vejo pessoas brigando com o médico que quer curá-la, a não que se trate de um suicida. Ninguém briga com o garçom antes dele lhe servir. Mas com o professor não é assim. Ele tem que entrar em confronto para provar ao seu inimigo que está lá, na sala de aula, para ajuda-lo, pois quer o melhor para seu educando.

No fim o professor se torna um ser estranho, uma mistura de conceitos, mas que tintas num quadro de Pollock. Poderia encerrar aqui este pensamento regado a cevada, malte, lúpulo e temperatura elevada com o simples dizer de que o professor não deve esquentar a cabeça, apenas fazer o seu trabalho. Justamente aí reside o problema, trabalhar como se tem que batalhar?

Prof. Fábio José



terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Guia prático do Prof. Fábio José de respostas estúpidas para perguntas idiotas em sala de aula.

1 – É para copiar?
A – Não, estou apenas enfeitando a lousa!
B – Não, é para ler e decorar!
C – Não, é apenas para admirar a minha letra!
D – Não, estou apenas exercitando a minha mão para mais tarde já que a sua mãe não está disponível hoje!

2 – O senhor vai dar aula hoje?
A – Não, vou varrer o chão, virei faxineiro agora!
B – Não, vou ficar olhando para o rosto de vocês a aula toda!
C – Não, vou fazer um bolo!

3 – Professor, por que o senhor não faltou hoje?
A – Porque eu esqueci de faltar!
B – Porque falaram que ia ter um sorteio hoje e eu vim participar!
C – Porque pensei que você tinha faltado!

4 – A prova em dupla pode ser feita em três?
A – Não, apenas dupla de dois!
B – Três aulas, horas, dias, meses...?
C – Não, só de quatro, mas sem gemer alto!

5 – Se eu não souber uma resposta da prova, o que eu faço?
A – Reza para o Espírito Santo lhe iluminar!
B – Fica na pergunta até descobrir qual é a resposta!
C – Acenda um charuto para o Preto Velho, vai que ele sabe e lhe fala!

6 – Vai ganhar nota quem fizer o trabalho?
A – Não, vai ganhar um salário!
B – Não, vai ganhar um cupom para trocar por um peru no Natal!
C – Não, é um trabalho de caridade feito por amor!

7 – Professor, o senhor está nervoso?
A – Não, estou calmo, estou gritando por não ter o que fazer!
B – Não, é que eu gosto de falar com raiva!

C – Vai tomar no seu c*!

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

COMO ESTUDAR!


Estudar é assimilar o conhecimento, compreendê-lo.
Para estudar sozinho é preciso ter disciplina consigo mesmo e por isto busco aqui passar algumas dicas que podem ser uteis!
·         Agendar de uma a duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, para estudar.
Ter um horário fixo faz com que o estudo se torne uma rotina.
A não inclusão do fim de semana é em razão de que todos nós precisamos de distração, um descanso para ficarmos dispostos a aprender.
Porém, quando há prova agendada para a segunda-feira ou o aluno apresenta muita dificuldade ou mesmo se está com baixo desempenho, ele deve se dedicar mais aos estudos, o que inclui o final de semana.
·         Sempre disponibilizar o mesmo horário para estudo, sem alternância de acordo com o dia.
Assuma o horário de estudo como um compromisso sério, não o desmarque para fazer outra atividade. Manter sempre o mesmo horário evita que ele seja postergado e também o torna um compromisso.
·         Evitar estudar no quarto ou em lugar que ofereça distrações.
O ambiente exerce influência nos estudos. Nosso quarto, por exemplo, transmite uma ideia de relaxamento, logo, não é um lugar para estudar, pois precisamos de concentração. A sala pode ser um bom local, desde que a TV esteja desligada, e não se esqueça de desligar o celular e ficar longe do computador para evitar distrações.
·         A postura influência na disposição para estudar.
Uma postura muito relaxada, como deitado, faz com que a mente pense que você está a descansar, logo, ela também relaxa, dificultando a concentração. O preferível é se sentar junto a uma mesa com uma postura reta em uma cadeira.
·         Reservar um tempo do seu dia para ler devagar
Recomenda-se separar entre 30 e 45 minutos diários para ler. Assim é possível fazer uma leitura linear, que é a maneira como nosso cérebro lia antes da internet, aproveitando a vantagem de detalhes sensoriais.
A capacidade de ler longas sequências é perdida se não a usamos, separando esse tempo para leitura, o cérebro recupera a capacidade de realizar a leitura linear. E esse é só um dos muitos benefícios da leitura, que além de exercitar o cérebro traz conhecimento, reduz o estresse e melhora a concentração.
·         Fazer as lições de casa assim que são passadas e não na data de entrega, assim haverá tempo para fazê-las bem.
É tentador postergar as atividades, mas nada recomendável. Primeiro a obrigação e depois a distração, o relaxamento. Até pelo fato de que é possível que venha a ter dificuldade e resolve-las, aí não haverá tempo para tirar dúvidas ou mesmo fazer caprichado.
·         Quando não houver atividade para ser feita, ler os conteúdos das aulas que terá no dia seguinte.
Lembre-se que o horário estabelecido para o estudo deve ser sempre seguido para manter a rotina. Além disso, ler o conteúdo que será estudado em sala de aula é um item que deve ser obrigatório, pois ajuda a melhor compreender quando o professor o expor.
·         Pesquisar as palavras que não conhece.
Não saber o significado de uma palavra pode impedir a compreensão de todo um texto. Faça uso de um bom dicionário ou vá procurar o significado no Google.
·         Fazer paráfrases.
A paráfrase é uma explicação ou uma nova apresentação do texto, onde são seguidas as ideias do texto sem copiá-lo, para isso é necessária a compreensão do mesmo, esse um ótimo exercício de interpretação de texto.
Existem vários tipos de paráfrases, mas, para o vestibulando, recomenda-se o estudo das seguintes:
- Paráfrase-Resumo: sublinhe as ideias principais, depois identifique as palavras-chave e faça um resumo. Resumir é escrever com as suas palavras as ideias principais do texto.
- Paráfrase-Resenha: além de resumir, você deve dar suas opiniões sobre o texto e justificá-las.
- Paráfrase-Esquema: texto esquematizado em tópicos ou pequenas frases com as ideias principais do texto lido.
·         Evitar grifar exageradamente o livro didático, pois pode atrapalhar nos estudos.
Grifar uma informação importante é bom para lembrar da ideia principal de um texto, mas fazer uso disto exageradamente apenas confundirá em saber diferenciar o que é importante com o que é apenas um detalhe, por exemplo.
·         Anotar as dúvidas para tira-las com o professor durante as aulas.
Não confie na sua memória, anote as dúvidas que tiver para poder sana-las com o professor durante a aula ou pesquisar posteriormente.
·         Durante a explicação do professor, fazer anotações sobre o que aprendeu.
Mais uma vez a dica é não confiar na memória, anote o que entendeu. Você pode anotar diretamente no livro didático, ao lado do conteúdo que o professor está a explicar, assim fica mais fácil lembrar na hora de estudar.
·         Organizar as anotações.
Ao fazer anotações, colocar em tópicos, numerar, colocar em sequência, grifar palavras importantes.
·         Ficar atento aos gestos e entonações do professor.
Apontar para uma figura ou texto ou gesticular de forma a chamar atenção, significa que o que está a ser dito é importante, assim como quando o professor dá ênfase ao dizer algo. É preciso ficar bem atento quando é dito “prestem atenção”, “vejam bem”, “lembrem-se”, pois, o que vem depois provavelmente é muito importante.
·         Atenção com a correção das atividades, você pode usá-las para estudar.
Fazer as atividades propostas pelo professor não significa missão cumprida, afinal, podem conter erros. Sempre as corrijas, anote o certo para poder usá-las depois nos estudos.

Prof. Fábio José de Oliveira

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

LEITURA & INTERPRETAÇÃO


Elaborei este passo a passo para ajudar os meu alunos na leitura e interpretação de textos dos mais variados gêneros.

1 – Fazer uma leitura prévia.
Uma primeira leitura ajuda o nosso celebro a assimilar as informações, preparando-o para o assunto tratado.

2 – Em uma segunda leitura, procurar o significado das palavras desconhecidas.
Na segunda leitura prestamos mais atenção ao texto. Mas é preciso conhecer as palavras, saber o que significam para realmente compreendermos o texto. Daí devemos contar com o apoio de um bom dicionário ou uma pesquisa no Google.

Exemplo:

Suponha-se que temos 10 pilhas de moedas (1). Uma das pilhas é inteiramente formada de moedas falsas, mas não sabemos qual é essa pilha. Sabemos apenas que as moedas falsas pesam uma grama (2) a menos que as genuínas (3). Qual o menor número de pesagens necessárias para determinar a pilha de moedas falsas?

(1) Moedas empilhadas, uma moeda em cima da outra; (2) unidade de medida; (3) verdadeiras.

3 – Observar os verbos.
Verbo é o grupo de palavras que pode indicar, entre outros, ação (correr), estado (ficar), fenômeno (chover), ocorrência (nascer), desejo (querer). São importantes na compreensão de um texto, pois ele no indica quem ou o que fez no texto e o que foi feito.

Exemplo:

Suponha-se (1) que temos (2) 10 pilhas de moedas. Uma das pilhas é (3) inteiramente formada (4) de moedas falsas, mas não sabemos (5) qual é (6) essa pilha. Sabemos (7) apenas que as moedas falsas pesam (8) uma grama a menos que as genuínas. Qual o menor número de pesagens (9) necessárias (10) para determinar (11) a pilha de moedas falsas?

(1)   “suponha-se”, verbo supor.
- Quem supôs? Nós supomos;
- O que supomos? Que temos 10 pilhas de moedas.

(2)   “temos”, verbo ter.
- Quem tem? Nós temos;
- O que temos? 10 pilhas de moedas.

(3)   “é”, verbo ser.
- O que é? Uma das pilhas;
- O que ela é? Formada por moedas falsas.

(4)   “formada”, verbo formar.
- O que forma? Uma das pilhas de moedas.
- O que essa pilha forma? Uma pilha de moedas falsas.

(5)   “sabemos”, verbo saber.
- Quem sabe? Nós sabemos.
- O que sabemos? Que não sabemos qual é a pilha de moedas falsas.

(6)   “é”, verbo ser.
- O que é? A pilha de moedas.
- O que ela é? De moedas falsas.

(7)   “sabemos”, verbo saber.
- Quem sabe? Nós sabemos.
- O que sabemos? Que as moedas falsas pesam uma grama a menos que as verdadeiras.

(8)   “pesam”, verbo pesar.
- O que pesa? As moedas falsas.
- O que elas pesam? Uma grama a menos que as moedas verdadeiras.

(9)   “pesagens”, verbo pesar.
- O que pesa? As pilhas de moedas.
- O que pesar? Todas as pilhas de moedas.

(10)    “necessárias”, verbo necessitar.
- O que é necessário? Pesar as pilhas de moedas.
- Por que é necessário? Para saber qual das pilhas é de moedas falsas.

(11)    “determinar”, verbo determinar.
- O que determina? Qual das pilhas é de moedas falsas.
- Como determinar? Pesando as pilhas de moedas.


4 – Por meio dos verbos, descobrir quem ou o que é o personagem principal.

O personagem principal NÃO precisa ser uma pessoa, pode ser um animal, um objeto ou um acontecimento (chuva; colonização; reprodução etc.). Ele é quem movimenta toda a história do texto, o responsável por tudo.

Exemplo:

Suponha-se que temos 10 pilhas de moedas. Uma das pilhas é inteiramente formada de moedas falsas, mas não sabemos qual é essa pilha (de moedas). Sabemos apenas que as moedas falsas pesam uma grama a menos que as genuínas. Qual o menor número de pesagens necessárias para determinar a pilha de moedas falsas?

Podemos observar que a história gira em torno das 10 pilhas de moedas. Mais especificamente em torno de uma pilha de moedas falsas.

5 – Descobrindo o personagem principal, ver o que ele fez.

Exemplo:

Suponha-se que temos 10 pilhas de moedas. Uma das pilhas é inteiramente formada de moedas falsas, mas não sabemos qual é essa pilha. Sabemos apenas que as moedas falsas pesam uma grama a menos que as genuínas. Qual o menor número de pesagens necessárias para determinar a pilha de moedas falsas?


No caso, há uma pilha de moedas falsas e o texto quer saber quantas pilhas pesar até descobrir qual é esta falsa.

Prof. Fábio José de Oliveira

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Sugestão de filme para o 7º ano!

Filme - Coração de Cavaleiro
Direção - Brian Helgeland
País - Estados Unidos
Gênero - aventura
Ano - 2011

Filme recomendado pelo livro de História do 7º ano da rede Pitágoras para os alunos conhecerem um pouco do que foi a Idade Média.


Assista ao Trailer no YouTube - Click aqui


A origem do homem

País - Estados Unidos da América
Produção - Discovery Channel
Gênero - Documentário
Ano - 2006


Este documentário é recomendado no livro de História do 6º ano volume 1 da rede Pitágoras.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O homem de Neandertal

Um pouco de conhecimento sobre esses seres que coexistiram com a nossa espécie


Ao trabalhar a origem do ser humano com meus alunos do Colégio Doctus, o assunto Neandertal despertou muita curiosidade na garotada.

Para estimulá-los a se aprofundarem mais nesse tema, separei aqui algumas fontes de pesquisa!



O mundo do Neandertal 


Ciência Viva - Neandertais