sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Projeto reescrita


Projeto
Reescrita.

Objetivo
Levar o aluno a rever o conteúdo estudado por meio da correção da sua última prova, sanando possíveis dúvidas.
Observação: pode ser utilizado em todas as disciplinas.

Justificativa
   A avaliação de um aluno deve ser ampla afim de completar os inúmeros saberes que envolve a aprendizagem. Rever o que errou numa prova possibilita uma reflexão sobre o conhecimento trabalhado durante as aulas e nas atividades em grupo e individual, sanando quaisquer dúvidas que podem ter ficado na construção do seu conhecimento.

Disciplina (s)
Todas as disciplinas.

Público
Todas as turmas a partir do 3º ano do Ensino Fundamental I até o Ensino Médio.

Duração
Durante o ano letivo após cada prova.

Metodologia
- Trabalho individual.
- Escrito a mão.
- Fazer com caneta esferográfica azul ou preta.
- O papel deve ser sulfite ou almaço.
- A prova deve ser devolvida junto com o trabalho.
Observação: o trabalho só terá validade se a prova ou cópia dela for entregue junto ao trabalho.

 Atividade
- Copiar a questão que errou (textos e figuras não).
- Escrever a resposta descritiva corretamente.

ATENÇÃO, quando a resposta está com pontuação acima de zero e menos que um, observar que basta apenas uma pequena correção e não refazer a resposta toda.

- Na questão de múltipla escolha, explicar a razão da sua resposta estar errada.

Exemplos

1 – Leia o texto abaixo.

As Cruzadas ocorreram entre os anos de 1096 e 1270 e conduziram a Europa a um momento de crescimento comercial: ao voltarem das batalhas em terras orientais, os cruzados traziam consigo produtos de luxo, como tapetes persas, porcelanas chinesas, tecidos finos ou especiarias (temperos como cravo, canela e pimenta), que atraíam a população europeia, que já não conhecia esses requintes.

Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/renascimento-comercial-fim-do-feudalismo-e-o-capitalismo-comercial.htm />. Acesso em: 14 dez. 2015.

O texto fornece uma definição clássica das Cruzadas, movimento ocorrido durante a Baixa Idade Média europeia. No entanto, apesar do objetivo claramente definido pela Igreja na época, as Cruzadas tiveram significados distintos para os diversos grupos que dela participaram.

- Para os burgueses, esse movimento significou a (ATENÇÃO, essa é a pergunta, no caso é apenas ela que o aluno deve copiar)

A) possibilidade de obter o apoio da Igreja Católica, tendo em vista que esses dois grupos não mantinham entre si relações amistosas.
B) chance de conhecer, controlar e explorar novas rotas comerciais entre o ocidente e o oriente e aumentar suas possibilidades de lucro.
C) oportunidade de adquirir terras e rivalizar com os senhores feudais no que dizia respeito à posse e exploração de recursos agrícolas.
D) organização de um grupo diretamente responsável pela expansão da fé católica, o que deveria selar a aliança entre esse grupo e a Igreja.

Correção. ATENÇÃO, o aluno deve apenas explicar o erro da questão que ele marcou.

A) Alternativa incorreta. As rivalidades existentes entre esses dois grupos não foram diminuídas com as Cruzadas, pelo contrário, o consequente enriquecimento da Burguesia significou uma ameaça ao poder da Igreja.
B) Alternativa correta.
C) Alternativa incorreta. A possibilidade de adquirir novas terras foi um dos motivos que incentivaram os nobres a participarem das cruzadas, além da possibilidade de ficar com os saques das cidades que seriam sitiadas pelo caminho até Jerusalém.
D) Alternativa incorreta. O desejo de expansão da fé católica foi o segundo objetivo da Igreja com a organização de tal movimento.

2 – Leia o texto abaixo.

Além da autoridade religiosa, o papa contava também com o poder temporal da Igreja. Era uma grande "senhora feudal" numa época em que a terra constituía a base de riqueza da sociedade. O papa, desde 756, era o administrador político do Patrimônio de São Pedro, o Estado da Igreja, constituído por um território italiano doado pelo rei Pepino, dos francos. O poder temporal da Igreja levou o papa a envolver-se em diversos conflitos políticos com as monarquias medievais.

Disponível em: <http://www.historiadomundo.com.br/idade-media/a-igreja-medieval.htm>. Acesso em: 22 nov. 2015.

- A partir da leitura do texto, explique o significado do conceito de poder temporal da Igreja.

O poder temporal da Igreja era definido pelo poder advindo da riqueza que a Instituição acumulou com as grandes doações de terras feitas pelos fiéis em troca da possível recompensa do céu.

- Explique de que forma a Igreja influenciava e controlava a vida dos integrantes da sociedade medieval.

Em uma sociedade fragmentada, a Igreja católica garantia não só a unidade religiosa mas também a política e a cultural. Com o controle da fé, ela ditava a forma de nascer, viver, morrer, festejar, pensar, enfim, de todos os aspectos da vida dos seres humanos no mundo medieval, não somente o lado espiritual como também o lado da realidade cotidiana. Aos que a obedecessem, o paraíso era garantido, já aqueles que iam contra as suas orientações, eram condenados ao inferno. Sendo assim, a Igreja controlava a tudo e a todos por meio do medo.

Resultado esperado
Que o aluno possa sanar as suas dúvidas em relação ao conteúdo estudado no bimestre, de forma a conseguir avançar nos estudos sem dificuldade ou pendências no conhecimento.




Prof. Fábio José
E-mail: prof.fabiojose@yahoo.com.br
Linkedin: FABIO JOSE OLIVEIRA

Pesquis@ando pela Net!


Projeto
Pesquisando pelo Net!

Objetivo
Ensinar o aluno a utilizar as ferramentas de pesquisas online disponíveis gratuitamente e aprender a organizar a informação.

Justificativa
Pesquisar é buscar novos conhecimentos, investigar, explorar, indagar, entrevistar, e também estudar. Num mundo em que praticamente qualquer informação está a um click, saber usar as ferramentas online é inserir os alunos no mundo da informação digital. Porém, ele também deve saber filtrar o que pesquisa, separando o que é válido com o que não tem fundamento, sabendo construir um saber racional.

Disciplina (s)
Todas as disciplinas.

Público
Todas as turmas a partir do 3º ano do Ensino Fundamental I até o Ensino Médio.

Duração
Pode ser aplicado ao longo do ano letivo, se tornando mais complexa as pesquisas.

Metodologia
1 – Apresenta as ferramentas de pesquisa online gratuitas que existem e como fazer uma pesquisa.
Observação: o Google oferece um tutorial sobre como fazer pesquisa online.
2 – Dar um tema para pesquisar em forma de enigma, de preferência trabalhar com uma temática ao longo do ano e sobre um assunto que amplie o conhecimento, indo além do que está presente no currículo escolar.
3 – O aluno deve entregar a pesquisa impressa dentro da metodologia da ABNT ou pastar online numa página indicada pelo professor.

Material
Computador ou Smartphone e acesso à internet e impressora e papel se for o caso.

Resultado esperado
Que o aluno aprenda a construir seu próprio conhecimento de forma sistematizada e válida.


Exemplo de um trabalho já aplicado




Prof. Fábio José
E-mail: prof.fabiojose@yahoo.com.br
Linkedin: FABIO JOSE OLIVEIRA

terça-feira, 3 de outubro de 2017

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Todo ponto de vista é a visão de um único ponto! A não ser que você seja um partidário do Bolsonaro, aí só há um ponto de vista, a deste aclamado paladino da moral e dos bons costumes que prega o autoritarismo, a censura, o cerceamento das liberdades individuais e dos direitos civis, o elitismo, a visão única sobre cultura. Afinal, quem discordar dele não merece crédito por ser uma bicha negra maconheira feminista que veio do nordeste e é filiada ao PT e membro do MST que vive do Bolsa Família e se tornou revoltado contra a ordem pública e a religião cristã por ter tido aula com um professor marxista.

Prof. Fábio José

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Vivemos (ainda) numa democracia e o espírito desta consiste na isonomia entre os membros da sociedade perante a lei, a mesma que concede a cada indivíduo liberdade, direito inalienável ao ser humano enquanto espécie animal. Portanto, você tem o direito de ser um idiota, porém, não tem o direito de impor a sua idiotice ao outro, querendo que ele seja e/ou aja como você.

Prof. Fábio José

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Como ser inútil e incompetente

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Seja prestativo, assim você será visto como um exibido, aquele tipo de pessoa que só quer aparecer.

Seja eficiente, assim será visto como aquele tipo de pessoa que quer ser melhor que os outros, desprezando-os.

Seja sincero, assim você será visto como aquele tipo de pessoa que só reclama.

Seja amigo, assim você será visto como aquele tipo de pessoa que é intrometida na vida alheia.

Seja coerente, assim será visto como aquela pessoa que é intransigente.

Seja bom, assim será visto como aquela pessoa que é submissa.

Seja feliz, assim será visto como aquele tipo de pessoa que quer esnobar.

Seja você mesmo; assim será visto como aquela pessoa que deve ser odiada.


Prof. Fábio José de Oliveira.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Santa incoerência

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Já estou na terceira xícara de café e no quarto cigarro. Entre um gole e outro do meu saboroso elixir de cafeína e entre uma tragada e outra do meu veneno diário, fico a tentar entender certas pessoas que se professam ser religiosas, que afirmam orgulhosamente seguirem uma doutrina de amor, mas agem egoistamente, consideram que o problema do outro não lhe diz respeito. Onde está o amai uns aos outros? Apontam e condenam quem lhe é diferente, discorda em pensamento ou comportamento. Onde fica a moral da parábola do bom samaritano?

Porém, que coerência esperar de indivíduos que pregam uma religião que alegam ser baseada no amor fraternal, com um deus que é pai e ama a todos, mas que vivem no medo? Nada pode, se castram de prazeres! Aliás, entendem o prazer como pecado, algo ruim, digno de um terrível castigo. Somos seres racionais, um animal capaz de avaliar e tomar decisões para, assim, fazer escolhas. Mesmo assim não podemos fazer isso, temos que obedecer cegamente uma doutrina, deixar que uma ideia externa nos comande. Enfim, somos capazes de sentir prazer mas não podemos, assim como podemos decidir mas devemos obedecer.

Afinal, somos alguém ou coisa?

A nossa natureza nos dotou de inteligência, mas na concepção judaica-cristã-islâmica isto não procede. Tanto que deus proibiu o ser humano primordial de se saciar do fruto do conhecimento, aquele que concede o dom de fazer escolhas. Pensar por si só é ruim. Nada de autonomia, apenas heteronímia.

Coitada da cobra falante, ousou ser aquela que leva o conhecimento ao outro, que busca despertar a pessoa para sair do fundo da caverna, a fim de deixar de contemplar as sombras para contemplar a luz da sabedoria que a tudo ilumina. Ser perigoso num mundo obscuro.


Prof. Fábio José de Oliveira

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Quando os sonhos se perdem!


Você sonha, fica inspirado e começa a planejar como trilhar a sua chegada até ele!

Então, você fica feliz, um ser que transborda alegria, a euforia toma conta de cada átomo do seu corpo e tudo fica mais bonito, a realidade ganha novas cores! É revigorante caminhar até a concretização do seu sonho! 

Eis que na realidade que lhe cerca há elementos que demonstram ser obstáculos. Você nem imaginava, pareciam ser ferramentas que lhe auxiliariam na sua caminhada. Mas as aparências enganam ou você se deixou enganar. Difícil saber. Mas pela virtude que lhe orienta assume a culpa e se condena por ter se iludido, pela sua ingenuidade. 

Tudo mudou ou apenas transtornos temporários? Você está muito animado para se deixar abater, por isto considera que é apenas um subterfúgio, nada que atrapalhe o plano. O mundo ainda é uma paleta de cores. 

Doce ilusão! Você está errado. Seu caminho não pode mais ser trilhado, deve ser revisto. Aos poucos seu sonho vai se modificando, sofrendo adaptação à realidade. Até que percebe que ele não existe mais, foi apenas uma boa ideia. Linda! Mas apenas uma ideia, uma construção mental que nunca foi ou será concretizada. Neste dia você apenas vive um dia após o outro, um ser no piloto automático. Você se tornou um barco a deriva dos ventos e correntezas. E assim vai, sem coragem de assumir o leme. 

É difícil desobstruir as dificuldades que anulam nossos sonhos. Pois muitas vezes elas nos aparecem como um porto seguro, embora não passem de uma miragem. Mas o que podemos fazer se somos sonhadores que enxergam cores bonitas em tudo?

Prof. Fábio José de Oliveira

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O Ato e o Ser!

O pior dos atos é o ato de negar o ato, o não ato. Logo, se trata da negação do ato em si. É a atitude de não se ter atitude perante a realidade que nos confronta; o não dizer o que deveria ser tido, o desejo de proferir palavras, mas se calar; o desejar e não agir para se satisfazer, negar o que se quer.

Assim, não somos quem realmente somos, não há coerência entre nossa essência e nossas ações. Rumamos a uma frustração, a uma angustia que coroe o nosso ser, corrompendo a nossa alma, destruindo aos pouco quem somos até haver apenas uma casca vazia, um corpo sem alma.

Sem alma não é possível a existência! Pois alma, cuja etimologia deriva do termo latino animu (ou anima), que significa "o que anima", é fonte da vida de cada organismo, é o ato que define os seres vivos, é o que anima, move, faz agir, assim, é o seu princípio e o fim. Observando os seres viventes, Aristóteles percebeu três singularidades que compõe a alma:  nutrição, desejo e intelecto. O primeiro está presente em todos os seres, os pertencentes ao reino vegetal, assim como o dos fungos, possuem apenas ele. Já o segundo é próprio dos animais não racionais, sejam eles um reles artrópode ou um grande paquiderme, pois estes buscam se saciar, seja para alimentação, seja para reprodução, seja proteção, seja lá para o que for, é o desejo que os move, que os anima, logo, é a sua alma, junto, é claro, com a necessidade de nutrição. Já a terceira é própria dos animais racionais, o que significa que é a nossa característica, o que nos move, afinal, não só fazemos parte desta categoria como somos a única espécie que habita esta esfera a possuir tal capacidade. Assim, somos seres capazes de pensar e por isto somos capazes de tomarmos decisões, de sermos autônomos perante o outro no que se refere as ideias. Dessa forma, nossa alma nos conduz para além das necessidades básicas, nos leva a agir de forma livre.

Ao agirmos livremente, agimos humanamente, afinal, somos as únicas criaturas deste planeta a gozar de liberdade. Um animal não racional age por instinto, levado pela sua alma que lhe conduz a satisfação dos seus desejos. Ser livre é uma atitude racional, de tomar decisão diante de um mundo ao qual o ser está inserido.

Assim, nós, seres racionais, nos construímos a partir de cada decisão que tomamos. Edificamos a nossa essência a cada ato, aprendemos a ser com cada erro. Somos a somo dos nossos erros, acertos, dúvidas... somos o que construímos em cada ato feito.


Por outro lado, nos deixar a mercê do outro, não pensar por si só, negar o ato de pensar, negar nossa autonomia e mergulharmos numa heteronomia, é na sua essência a morte, afinal, nos remete ao não ato! A negação de quem somos.

Prof. Fábio José de Oliveira

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Eu, Epicuro!

Tenha um sonho, pois os sonhos despertam desejos e a realização de um desejo nos traz felicidade.

Deseje, pois o desejo nos estabelece uma meta, um ponto para servir de referência para onde irmos. É um norte para nós diante o mar da vida.

Com uma meta é possível planejar e estabelecer o caminho a seguir para se chegar ao desejo e realiza-lo. Dá para sabermos os sacrifícios a serem feitos e os atos a serem tomados e evitados.
Porém, não devemos apenas nos preocupar com o caminho a trilhar rumo ao nosso desejo, temos também que imaginar como seremos após ele. Como será a nossa vida ao realiza-lo? O que há de mudar em nós? Só assim saberemos realmente se vale a pena trilhar caminho por nós traçado.

Devemos depois dedicar nossa atenção para pensarmos na possibilidade de não conseguirmos realizar o nosso desejo. Não para nos preparar para uma possível decepção, mas para sabermos qual é a rota alternativa, o que é possível fazer para sermos felizes apesar de não alcançarmos o que desejamos e nos dedicamos a alcançar. Assim, apesar de qualquer infortuno, nos manteremos firmes na busca e realização do desejo primordial de qualquer ser humano, a felicidade.


Do contrário, nada nos restará a não ser sentar no chão e coçarmos as nossas feridas com caco.

Prof. Fábio José

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Conveniência

Macaco gosta de banana pelo simples fato de que deram a ele, viram que gostou e passaram a lhe dar apenas tal fruto. Assim, se estabeleceu o senso comum que macaco gosta de banana.

O pobre símio não tem alternativa, ou come banana ou passa fome!

Logo, dar banana ao macaco é uma imposição, um estabelecimento de uma ordem. Negá-la se torna um confronto ao "normal".

Não se vê as alternativas, as possibilidades, apenas que tudo deve ser como se conveniou ser.

Prof. Fábio José.