segunda-feira, 18 de junho de 2018

Professor: de herói a vilão.


 Parte 2


   Assim como o herói heleno Odisseu enfrentou o mar de monstros e a fúria de Poseidon para poder regressar a sua Ítaca e aos braços da sua família, o professor também cumpri sua epopeia entre tantas diversidades que a vida docente lhe proporciona na terra tupiniquim.

   Seu mar de monstros é composto por baixo salário, benefícios escassos, falta de recursos pedagógicos, alunos desinteressados e/ou mal-educados, responsáveis que lhe culpam pelo baixo desempenho das suas criancinhas (mesmo quando essas já são marmanjos), fata de valorização por parte do governo, instituições particulares de ensino que o vê como uma mera peça altamente substituível, agressões nas redes sociais e propostas esdrúxulas como escola sem partido.

   No seu dia a dia de luta na rede pública o docente se depara com salas de aulas carentes de recursos ou mesmo de uma limpeza. Turmas lotadas ou com defasagem nos estudos, vítimas de uma política educacional que promove o aluno mesmo ele estando abaixo do básico e ainda nada é feito para recuperá-lo. Muitos responsáveis fazem da escola um depósito para não ter que ficar com sua responsabilidade em casa ou apenas pelo fato de que precisam de algum benefício social que exige a frequência escolar de menores de 18 anos. Há os que compensam sua falta de atenção ou dedicação na criação brigando com professores e gestores escolares, desejando mostrar seu amor dessa forma errante. Muitos se recusam a comparecerem quando solicitados devido ao baixo rendimento ou a indisciplina por saberem que serão cobrados de seus deveres ou pelo fato de que sabem que de nada irá adiantar sua presença, pois a muito não exercem mais autoridade (se é que algum dia houve alguma). Tráfico de drogas é a cada ano mais rotineiro e indiscreto, o que faz com que alguns comparecem apenas para vender enquanto outros para consumirem. A hostilidade do aluno para com seu mestre vai do deboche a agressão física, demonstrando todo o desprezo que tem por ele.

   A rede particular também é um mar de monstros além de suas fachadas. Nela habita o medo da demissão se o professor não se sujeitar aos mandos e desmandos e até a certas humilhações. Baixos salários. Limitação do seu trabalho pedagógico a fim de beneficiar algum aluno com a intenção de evitar desagradar ao cliente. Entre ele e o aluno, o segundo praticamente sempre tem razão. Mas o pior são os grupos de WhatsApp formados pelas mães, verdadeiros tribunais de exceção onde o professor é constantemente julgado e condenado sem critério algum. A partir daí se pede a demissão dele com a desculpa que “todos querem”, “todos reclamam”!  O resultado é a demissão para agradar as massas ou a limitação do trabalho profissional.

   Não é à toa que os alunos com as notas mais altas no ENEM não querem ingressar na careira do magistério. Quem quer se dedicar tanto para uma carreira pouco valorizada, tanto no mercado de trabalho como na sociedade? Apenas quem tem a coragem de Odisseu de enfrentar o mar de monstros e persistir, mesmo quando tudo conspira e ocorra para mudar seu rumo.


Prof. Fábio José de Oliveira

sexta-feira, 15 de junho de 2018

LULA 2018?


A decisão se Lula deve ou não concorrer nas eleições 2018 para a presidência é uma decisão que deve obedecer aos critérios técnicos, sem interferência de uma ideologia ou ideal. 

Sua defesa alega inocência, que tudo não passa de um plano para lhe tirar das eleições. Caso seja isso uma verdade, é um absurdo que deve ser combatido, independente se achamos ele culpado ou não, se gostamos dele ou não, se concordamos com o que diz ou não. A garantia da democracia é a observância das leis. Elas estão aí para organizar a nossa sociedade e garantir nossos direitos. O próprio fato de discordar é um direito que temos garantido por lei. É um absurdo numa democracia o interesse particular se sobressair, por mais nobre que possa ser uma causa. 

Mas, a sua não candidatura, independentemente da decisão judicial, deve partir do próprio Lula. É um favor que ele faria a democracia tupiniquim. O ex-metalurgico como ele gosta de se denominar, mesmo tendo deixado de exercer a profissão com 29 anos, foi presidente do Brasil por dois mandatos consecutivos e ainda fez da sua companheira de partido, Dilma, sua sucessora que foi até reeleita. Então, o que mais ele pode fazer para o Brasil? O que faltou em seus 8 anos de governo e nos da sua sucessora que não foi feito? 

Não adiante botar a culpa em golpe, alegando que quem está no poder desfez tudo que foi conquistado. As medidas tomadas por Michael Temer, outrora aliado de Lula e vice da sua protegida e sucessora, por pior que possam ser, conseguiram espaço pelo simples fato de que havia espaço. No tempo que ocupou o cargo máximo do governo, Lula e Dilma não fizeram a reforma da previdência, trabalhista, do Ensino Médio, além da tributária, sindical e outras necessárias. Faltou tempo para fazê-las? Ou elas não eram necessárias para modernizar o Brasil? Lula e Dilma foram sim omissos com uma agenda a longo prazo para o país. Praticamente só se preocuparam com a agenda partidária. Caso houvesse tido uma política pública bem estruturada, nenhum futuro governo teria abalado seus pelares. Temos como exemplo a política econômica de Fernando Henrique Cardoso que foi levado adiante por Lula e Dilma e mesmo o Bolsa Família que ninguém hoje com consciência sobre a realidade social e econômica do Brasil ousa questionar a sua importância.

Cargos públicos foram ocupados por companheiros sem critério técnico, instituições públicas foram usadas para ganhos ilícitos a fim de enriquecer companheiros e o partido, numa esdrúxula tentativa de se “autofinanciar” nas campanhas, a máquina governamental foi inchada com aumento de funcionários indicados (aqueles sem concurso público, que apenas contam com a indicação amiga de quem tem o poder) e com autos salários.  

Há muito a ser elogiado na área social sim, os índices de combate a miséria são louváveis, mas todos os benefícios criados precisam de recursos para se manterem, daí uma política que não garanta a sustentabilidade do Estado e um aparato burocrático muito dispendioso, uma hora cobra a conta e aí quem a paga são os mais pobres, desde o aumento dos preços até o fim dos benefícios e projetos sociais que eles dependem para terem uma vida digna.

Todos os casos de corrupção que são investigados e tem como alvo Lula, Dilma e seus companheiros e antigos aliados demonstram uma máquina pública voltada a beneficiar grandes empresas, sobretudo as construtoras, com o objetivo de tirarem vantagens. Podemos discutir a intenção dos investigares, se é o senso de justiça que os impulsam ou se é partidarismo. Mas não tem como negar o óbvio, houve sim corrupção e muita. A maior prova está nos ex-aliados e companheiros que já fecharam acordos de delação premiada. Podem até alegar que só fazem isso para se safarem, acusando e prejudicando quem é inocente, mas não dá para negarem que eles cometeram crimes enquanto faziam parte do governo.

Ouso aqui afirmar que Lula não foi o pai dos pobres como prometia e sim do grande capital que ele afirmava combater, assim como não é um preso político, pois estes são trancafiados por suas ideias e está numa cela em Curitiba condenado por uma prática ilegal, o que faz dele um preso comum. 

Prof. Fábio José

terça-feira, 12 de junho de 2018

Professor: de herói a vilão.


Parte 1



   
    
   Houve um tempo que o profissional da educação era louvado por seu heroísmo em ensinar as futuras gerações, uma pedra fundamental na construção de uma sociedade mais humana e progressista, mas nos dias de hoje é visto como um vagabundo molestador do conhecimento das crianças e dos jovens.

   O problema educacional da pátria tupiniquim deixou de ser de políticas públicas que não valorizam o professor e nem garantem recursos para as escolas e a falta de uma política educacional eficiente. Agora o problema é unicamente o professor. Criatura vista como um comunista da velha guarda que prega um discurso de ódio contra as virtudes e os bons costumes da sociedade e deseja apenas o caos.

   Vasculhando as redes sociais é notória e interpretação do grande público de que todo o mal que há na Terra passou a ser culpa do professor. Ao menos na nação abaixo da linha do equador que tem o Cristo de braços abertos para sair bem nos cartões postais e nas selfies. Ladrões e traficantes? Culpa dos professores que não ensinaram eles direito e por isto se tornaram criminosos, pior, ainda os defendem nas aulas pregando direitos e respeitos, sem levar em conta os direitos das vítimas. Corrupção? Não culpem os políticos, culpem os professores que induzem os jovens a votarem em pilantras que só querem usurpar a nossa pátria. Depredação do patrimônio público? São os professores que dizem que os jovens devem ter liberdade de expressão e de se manifestarem, daí acham que arruaça é liberdade. Os filhos não respeitam mais os pais? Lógico, os professores reprimem quem reprime as crianças e os jovens e ainda os incentivam a contestar o que não concordam. Em breve, se um avião cair, também vão culpar o professor, acusando-o de não ter ensinado direito aos engenheiros quando estes foram seus alunos. E, assim será com os erros médicos, Smartphone que trava e o carro do ovo quando não passar.

   Chega a ser engraçada tal visão, afinal, se trata de um profissional formado, com experiência (em geral ele já atua desde que entra na faculdade), cuja a maioria se atualiza constantemente, seja por cursos ou por leitura, e atua fortemente por profissionalismo. Sim, está escrito corretamente, não é amor e sim isso mesmo. Dizer que sua atuação ocorre pelo nobre sentimento não é valorização e sim menosprezo aos seus direitos por afirmar que fazem por amor e por isto deve fazer tudo de forma gratuita e espontâneo. Ele é um profissional e se dedica ao trabalho por isso. Tem consciência da importância do que faz e essa é a razão pela qual insiste em dar o melhor de si apesar das diversidades. E, como tal, deve ter a justa renumeração, que atenta suas necessidades de acesso a cursos, livros, instituições culturais, além de moradia, alimentação, vestimenta e diversão. Mas, o que temos é um salário baixo visto pelo governo como gasto. Resultado: assumir o máximo de aulas que der, sacrificando seu tempo de lazer e descanso para se manter vivo.

   Enquanto a sociedade não alterar a sua visão em relação ao educador,em breve, de vilão ele passará a ser apenas um párea. 


Prof. Fábio José.

   

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Qual o limite da liberdade de expressão?


   

   
   Stuart Mill, filósofo e economista inglês, certo dia se pôs a pensar sobre a liberdade individual. Para ele temos o direito de nos manifestar, expressar a nossa opinião sobre todo e qualquer assunto. Porém, ressalva que isso não implica colocá-la em prática.

   Materializar nossa opinião em atos só deve ocorrer se o único a correr risco seja o próprio autor. Assim, o filósofo da terra de James Bond apela para o bom senso do ser humano para avaliar se colocar em prática a sua opinião não acarretará no mal alheio e, caso sim, não faça em respeito à liberdade e o bem-estar do outro. É um apelo ao altruísmo e a racionalidade, afinal, o sujeito deve inibir suas paixões pelo bem comum. Um exemplo do que estou a escrever é quando se deseja (opine) que alguém deva morrer ou sofrer. É apenas a manifestação verbal do que se pensa, bem diferente de pôr em prática, ir e matar ou provocar o sofrimento do outro. No caso, não se faz por falta de coragem ou temer ser punido, mas sim por ter consciência que não temos o direito de fazer o mal ao nosso semelhante. Porém, quando o bom-senso falha ou não consta na alma do cidadão, cabe aos demais membros da sociedade agirem para impedi-lo, contendo o seu ato antes que possa acusar o mal. Resumindo nas palavras de Stuard Mill: “a liberdade do indivíduo deve ser limitada dessa maneira; ele não deve tornar a si mesmo um problema para as outras pessoas. ”

   Fico com a esperança de que, para aqueles cujo os valores éticos não lhe impedem de agir como uma besta selvagem, haja leis, autoridades e, acima de tudo, pessoas virtuosas que os impeçam, mesmo que o alvo não sejam elas. Afinal, não é necessário que o mal seja comigo para me importar com o que aflige o outro, pois somos humanos na medida que nos relacionamos com nosso semelhante, reconhecendo no semblante de cada um os mesmos valores e capacidades que nos fazem demasiadamente humanos.


Prof. Fábio José



Plano de Ação


Proposta pedagógica que visa solucionar dificuldades no processo de aprendizagem.


Atualmente, o plano de ação é uma ferramenta muito utilizada por apresentar elevada eficiência e ser relativamente simples de se elaborar. Basicamente, trata-se de definir as ações que devem acontecer até se atingir uma meta maior.[1]



Introdução


Um plano de ação consiste em fazer um planejamento pedagógico que conduza o professor a uma dinâmica no ministrar das aulas a fim de obter um melhor aproveitamento e desenvolvimento educacional por parte do aluno.
É desde o primeiro dia de aula que o processo de aprendizagem começa. Por essa razão o Professor deve de antemão ter um panorama do que é preciso para poder atingir os objetivos que se espera. É aí que se faz imprescindível uma gestão de tempo, material educacional e auxiliares, textos e vídeos disponibilizados, aulas teóricas e práticas e espaço para garantir um ensino que possibilite uma melhor aprendizagem por parte do aluno, garantindo-lhe um pleno desenvolvimento de competências e habilidades coerentes com o ano que ele está inserido. Tudo isso conduzirá o aluno a desenvolver uma rotina de estudos, o que lhe será muito útil, pois o cérebro absorve melhor a informação quando ela chega aos poucos e frequentemente, do que quando ela aparece em uma enxurrada de conteúdo de uma vez só.
A atuação do Professor enquanto mediador no processo de aprendizagem tem sua vitalidade pelo fato de que este é uma ponte entre o estudante e o conhecimento. Dessa forma, o foco é de que o aluno aprenda a “pensar” e a questionar por si mesmo, não sendo mais compreendido como um ser passivo que apenas recebe as informações. Desse modo o educador tem nas mãos a responsabilidade de agir como sujeito em meio ao mundo e de ensinar para seus educandos o conhecimento acumulado historicamente, dando-lhes a oportunidade de também atuarem como protagonistas na sociedade. Assim, não espaço para o improviso, todo objetivo deve ser vislumbrado antecipadamente.
Por essa razão o presente PLANO DE AÇÃO separa as etapas do processo educacional a fim de orientar o Professor de forma mais detalhada na elaboração de estratégias necessárias para atingir o objetivo da disciplina, garantindo uma aprendizagem mais efetiva por parte do aluno.
As etapas que o compõem são: PLANEJAR – ESTUDAR – REVER – PRODUZIR – REFAZER.


1.     Planejar

Os elementos que constituem o planejamento são: objetivos, conteúdo, estratégias e avaliações. O planejamento é um processo voltado para organização de ações que permitam a consecução de objetivos educacionais.

1.1. Diagnóstico da sala

Em primeiro lugar se deve analisar a realidade, refletindo sobre as condições existentes e prever as formas alternativas de ação para superar as dificuldades ou alcançar os objetivos desejados. Para isso se deve aplicar uma atividade teste para poder fazer um diagnóstico de cada aluno e poder definir um panorama educacional da turma.

“Identificar o que os alunos já sabem antes de começar o trabalho de mais um ano letivo é essencial para iniciar o planejamento docente. Para garantir que nada seja deixado de lado, organizo um cronograma de ações pedagógicas e elaboro um plano semestral com os professores, em que analisamos os dados de cada turma e elaboramos as avaliações diagnósticas”.[2]

Uma atividade teste pode se estabelecer um diagnóstico pode ser

A - Produção de texto: observar o domínio do aluno um determinado gênero e analisar os aspectos linguísticos e discursivos de cada um.

B - Leitura e interpretação de textos e/ou imagens/tabelas/gráficos: identificar quais habilidades os alunos dominam e quais ainda precisam desenvolver.
C - Resolução de problemas envolvendo as operações: considerar diferentes tipos de problemas que envolvem as operações de adição, subtração, multiplicação e divisão.

D - Cálculos diversos.
Independente de qual for, é preciso estabelecer uma metodologia e um prazo de entrega. Assim, o professor terá como analisar o comprometimento do aluno com prazo e realização de suas obrigações e saberá suas dificuldades em raciocínio, interpretação e escrita, tanto na parte gramatical como na ortográfica, e o conteúdo da disciplina que ele carrega consigo.

1.2. Regras de atuação do Professor

O Professor deve deixar claro para os alunos e seus responsáveis como irá atuar para transmitir segurança e favorecer um modo em que todos tenham clareza sobre qual é a sua responsabilidade.
Estabelecer regras internas que serão exercidas em sala têm o objetivo de orientar a todos nos direitos e deveres durante o ano letivo vigente, tanto sobre o que cabe aos alunos como ao que cabe ao professor, a fim de proporcionar um ensino de qualidade, harmonioso e bem aproveitado.  
É muito importante a harmonia entre todas nas aulas, uma boa convivência possibilita uma aula mais bem aproveitada. Por isso as regras devem estabelecer

A – Respeito a exposição do outro: não interromper o Professor ou colega quando estes estiverem a falar, aguardando sua vez para se manifestar. O Professor deve atender a todos, mas é importante que o aluno saiba esperar a sua vez, compreendendo que o que o colega tem a dizer também é importante. Já interromper o Professor pode atrapalhar na explicação, criando dificuldade para os colegas. Além do mais, deve haver respeito nas dúvidas, comentários e opiniões dos colegas, pois é muito importante a harmonia entre todas nas aulas, uma vez que a boa convivência possibilita uma aula mais bem aproveitada, além do mais, todos têm direito a opinar.

B – Respeito a manifestação do aluno: todo aluno tem direito de se manifestar em sala de aula, com perguntas e comentários, desde que sejam pertinentes ao que for tratado em aula. Cada um tem a sua opinião e esta deve ser respeitada. Debates sempre serão bem-vindos, assim como qualquer dúvida, pois a escola é um espaço de aprendizagem.

C – Postura do aluno: orientar para que aquele que deseja se manifestar durante a aula levante a mão e aguardar que o Professor lhe passe a palavra assim que for possível. Ficar chamando o Professor ou começar a falar quando alguém já está, pode tumultuar a aula e atrapalhar os colegas.

D - Evitar saídas desnecessárias: a dispersão por parte do aluno é muito comum nos idos de hoje, é um reflexo que muitos carregam de casa, onde não encontram um ambiente que lhe proporcione limites, deixando-o livre para fazer apenas o que deseja. Não basta cruzar os braços e reclamar, é preciso tomar atitudes que ensinem o aluno a estabelecer limites, entendendo a diferenciar o que se pode fazer do que se deve fazer. Pedir para ir ao banheiro ou beber água é um recurso frequente para aquele que está disperso, ele simplesmente deseja sair para se distrair. Não há em si uma intenção maldosa, apenas que não sabe estabelecer prioridades. Aconselhar o aluno a ir ao banheiro nos momentos próprios e levar para as aulas uma garrafa d’água evita saídas desnecessárias e o induz a ser responsável ao se preparar para a aula, além de que aprende a controlar suas vontades, aplicando-as quando for conveniente. Outro ponto é que entrada e saída da sala durante uma aula atrapalha o seu andamento, desconcentrando os colegas e até mesmo o Professor. Obviamente o bom senso do Educador deve prevalecer ao analisar cada pedido, pois o aluno pode realmente estar com necessidades fisiológicas, mas uma boa orientação e apelo podem levar ao aluno a uma postura ética.

1.3. Regras e metodologia de trabalhos

As regras para os trabalhos orientam sobre a responsabilidade do aluno, daí a importância da observação de prazos de entrega e obediência de requisitos estéticos, e a metodologia a ser seguida, ciente de que o trabalho tem que se preocupar em conduzir o aluno no desenvolvimento de competências e habilidades esperadas para o ano cursado.
Os trabalhos solicitados pelo professor devem possuir a finalidade de auxiliar o aluno no seu desenvolvimento cognitivo, aperfeiçoar técnicas de estudo e no aprofundar em temas estudados em sala de aula.
Eles devem conduzir a melhora das técnicas de estudo, apontamento de possíveis dúvidas e preparo para as provas.
Vale lembrar que a flexibilização de uma regra deve ser feita apenas com a participação da Coordenação Pedagógica e Direção, uma vez que a anulação, modificação ou flexibilização podem repercutir de forma negativa ao bom andamento pedagógico.


2. Estudar

O modo tradicional de lecionar conduz o aluno a desempenhar um papel passivo, um receptar dos conteúdos despejados pelo professor, valorizando o decorar, deixando de lado a imaginação, criatividade e reflexão.
É nesse contexto que emerge a proposta de aula invertida, que consiste em inverter o modelo tradicional de ensino, conduzindo o aluno a desenvolver um novo papel. A introdução aos conteúdos por meio da leitura ou vídeos que antecipem o conteúdo a ser desenvolvido em sala de aula incita o raciocínio prévio e eleva o papel do Professor. Esse se torna um tutor e não mais um mero ser que deposita o conhecimento. Assim, ele auxilia e incentiva o aprendizado de forma mais profunda do aluno, o qual terá a possibilidade de trazer dúvidas, raciocínios e discussões prévias.
            Enquanto facilitador do processo de aprendizagem, o Professor deve orientar seus alunos em relação a postura que devem assumir perante os estudos.

2.1.Anotar
Fazer anotações, no livro didático ou no caderno, de explicações de textos e imagens para auxiliar nos estudos cotidianos. Pois, possibilita lembrar o que foi explicado sobre a parte estudada.

2.2.Palavras e expressões chaves

Uma das maiores dificuldades que o aluno pode enfrentar ao tentar assimilar um conhecimento é o de se deparar com termos que lhe são estranhos e não buscar compreende-los. Ele tem que entender que uma mesma palavra pode ter diferentes sentidos, pois assim terá a ideia de é preciso entender o termo de cada palavra usada num determinado contexto.
O professor pode contribuir sugerindo palavras para serem grifadas no livro para que o aluno possa pesquisar o seu significado.

2.3.Lição de casa

Importante, pois se trata de uma parte significativa do processo de aprendizagem por ser uma oportunidade de autoaprendizagem, autoconhecimento, de reflexão, de expressão e de crescimento pessoal do aluno.[3]

O professor deve buscar ir além das atividades de repetição cujo o objetivo é o de fixar um conteúdo ao aluno. Ele deve propor atividades criativas, dinâmicas, interessantes e desafiadoras, afim de que o aluno vislumbre um sentido nelas. Isso possibilita um maior interesse em desenvolve-las.

Um auxiliar importante é o uso do livro didático. Nele há atividades elaboradas na intenção de despertar a reflexão, criatividade e senso-crítico. Uma boa forma de trabalhar com o que há é:
A - Antes da exposição: o professor pede para que o aluno resolva as questões em casa antes de iniciar o capítulo.
Positivo - o aluno irá ler o capítulo antes da exposição, fato que facilitará a sua compreensão quando o professor fizer a exposição e explicação, além de poder trazer dúvidas para a aula.
Negativo - pode ocorrer de os alunos não resolverem as questões alegando que não conseguiram entender o que foi proposto.

B – Durante a exposição: o professor pede aos alunos que resolvam as atividades na medida em que expõem o conteúdo para eles.
Positivo - os alunos realizam a atividade assim que aprendem sobre o assunto.
Negativo - deve ser feito em sala de aula, o que exige um tempo maior, fato que pode ocasionar numa diminuição da exposição do professor ou mesmo em não encerrar o conteúdo.

C – Após a exposição: ao término da exposição do conteúdo, o professor pede para que os alunos resolvam as atividades em casa.
Positivo - a correção tem a função de revisão.
Negativo - dúvidas que o aluno possa ter no desenvolvimento da atividade deverá ser retomada, expandindo o tempo de trabalho sobre o capítulo.

2.4. Conteúdo adicional e/ou interdisciplinar

O conhecimento é amplo e interdisciplinar, portanto, prender o aluno apenas ao livro didático é não possibilitar um desenvolvimento mais universalista para ele.

A interdisciplinaridade desenvolve capacidades extremamente valiosas nos alunos, como a curiosidade, o interesse pelo aprendizado e a habilidade de trabalhar em grupo. Isso desemboca, concomitantemente, em resultados significativos no desempenho deles e em seu desenvolvimento como seres sociais.

Logo, o professor deve disponibilizar textos complementares, impressos ou online, vídeos, músicas e todo e qualquer recurso que possa enriquecer o conhecimento dos alunos, contribuindo para o despertar da sua curiosidade e interesse pelo conhecimento.


3. Rever
           
Rever os conteúdos estudados garante que o que foi estudo irá fluir, se desenvolver. Afinal, possibilita ao aluno a oportunidade de identificar suas duvidadas e dificuldades na sua rotina de estudos.


3.1. Início das aulas

Iniciar cada aula com uma breve revisão do que foi visto na aula anterior. Ela pode ser feita de modo expositivo, tanto pelo professor como por um aluo, por meio de perguntas direcionadas à classe ou para alunos específicos, ou mesmo determinar previamente um aluno para apresentar um resumo.
O objetivo é de estabelecer uma conexão entre os conteúdos estudados em cada aula com a intenção de levar o aluno a compreender a sequência didática do que é estudado.

3.2. Revisão do capítulo

No findar de cada capítulo, fazer uma revisão sobre os principais temas ali abordados. Pode ser uma exposição oral ou perguntas direcionadas aos


3.3. Revisão da unidade

Relembrar e fixar todo o conteúdo estudado na unidade, focando os pontos principais, sanando qualquer dúvida ou superando dificuldades que possam haver. Pode ocorrer oralmente na forma de exposição do professor ou perguntas direcionadas, mas também pode ser pedido um resumo por escrito utilizando as atividades de revisão presentes nos livros didáticos.


4. Produzir

Orientar o aluno a estudar faz parte da atuação do professor. Não basta lhe dizer para fazer e cobrar, é preciso ensiná-lo a produzir.
Aqui é importante salientar a responsabilidade do aluno com os estudos, cumprindo prazos, seguindo orientações metodológicas e demonstrando esforço em aprender.

4.1. Livro didático

As atividades presentes no livro didático são contextualizadas dentro do que se espera do aprendizado de cada um em relação ao seu ano de estudo. Daí se faz importante resolve-las, pois ajuda no desenvolvimento de habilidades e é um preparo para as provas. É o momento perfeito de se colocar em prática os saberes, identificar dúvidas, desenvolver responsabilidade, formar o hábito de estudo e demonstrar suas dificuldades para que o professor possa lhe auxiliar.

4.2. Resumo

A produção do resumo é de grande importância na elaboração e compreensão de conceitos. Ele é a apresentação de uma síntese bem clara e concisa das ideias principais da obra ou texto. Por isso se faz imprescindível ser escrito com as próprias palavras do autor, sem conter comentários pessoais ou juízos.

Nesta intenção, trabalhar com a produção de resumo ajuda a estudar ao mesmo tempo em que conduz o aluno à prática. Tornando-o ativo na produção de saberes. Uma forma de prepara-lo para isso é organizar o conteúdo em tópicos para que, na medida que o aluno os desenvolve, cria seu resumo.

A – Sequência lógica – o uso do raciocínio lógico apresenta papel importantíssimo em diversas áreas da vida, por isso sua aplicação deve ir além da matemática, disciplina que a pratica constantemente. É justamente por isso que para desenvolver este tipo de tópico é necessário que o aluno elabore uma explicação dentro de uma sequência de ideias que se relacionam entre si de forma lógica. 

B – Reflexão – uma reflexão começa com uma fala resumida do texto ou tema e a opinião firmada sobre ele, usando dados concretos e coerentes da realidade.

Embora exigir do aluno uma reflexão seja lhe pedir para elaborar uma resposta subjetiva, é importante frisar que essa não se traduz em um texto superficial pelo seu caráter pessoal. Deve haver um tom acadêmico e ser organizados de maneira coerente e profunda, onde o aluno desenvolve conceitos.
           
C – Conteúdo – alguns conteúdos exigem que o aluno os dominem. São pré-requisitos para a construção do saber. Aqui o aluno deve mostrar que conhece o objeto de estudo.

D – Descrição – uma descrição objetiva apresenta a pessoa, lugar ou objeto de uma maneira realística, sem inclusão das percepções pessoais. Esse tipo de tópico ensino a objetividade.

E – Desenho, gráfico ou tabela - este tipo de imagem significa pode nos dar mais informações além daquelas exibidas à primeira vista. O aluno deve ser capaz de compreender além d aparecia, buscando entender a ideia ou a informação contida de forma não escrita.

4.3. Trabalho em grupo

O grande objetivo do trabalho em grupo é o de promover a troca de conhecimento entre os integrantes, onde os mesmos exercitam suas capacidades de comunicação em busca de um objetivo.
Um outro aspecto da importância disso é que durante as atividades os membros que o formam são expostos a construção coletiva do conhecimento, que possibilita a troca de experiências entre os colegas e o contato com percepções distintas. Além disso, as crianças desenvolvem a capacidade de ouvir e respeitar opiniões diferentes, permitindo que os estudantes se unam a fim de alcançar um objetivo em comum.


5. Refazer

            Fazer de novo um trabalho é uma grande possibilidade de ensinar o aluno por meio prático a identificar e superar as suas dificuldades.

5.1. Atividades do livro didático

O desenvolvimento delas deve ocorrer de forma prévia a exposição do professor em sala de aula. Os alunos as fazem em casa ou na sala de aula e depois o professor as corrige de forma oral, responsabilizando cada um em verificar se fez corretamente, se precisa acrescentar algo ou mesmo refazer.
A correção pode ser feita de forma oral pelo professor ou ele pode solicitar para que os alunos falem o que responderam.
Assim, o professor irá despertar no aluno a responsabilidade com seus estudos, sendo guardião da correção de suas atividades, as quais podem lhe auxiliar nos estudos.

5.2. Reescrita da prova

Levar o aluno a rever o conteúdo estudado por meio da autocorreção da sua última prova, a fim de que ele possa refletir sobre suas dificuldades.
O que se espera é que o aluno tenha uma atitude crítica em relação à sua interpretação textual (questões) e própria produção de texto (resposta), possibilitando uma melhora no seu aproveitamento escolar em relação as competências e habilidades esperadas para o que lhe é esperado.




[1] https://www.projectbuilder.com.br/blog/como-definir-o-plano-de-acao-e-a-sua-importancia-para-projetos/
[3] https://www.colegiosaojudas.com.br/importancia-da-licao-de-casa/.