sábado, 25 de maio de 2019

Avaliação em Grupo


O trabalho em grupo é uma importante forma de aprendizagem. Não é apenas um modo de fazer um trabalho mais fácil e sim de explorar nos alunos a complexidade da relação interpessoal.

Ele consiste em aglomerar várias pessoas e desenvolver determinadas ações para atingir um objetivo determinado. Isso significa que deve ser feito em equipe num esforço coletivo para alcançar o sucesso.

O aluno tem que entender que ao fazer parte de uma equipe, cada um é responsável pela atividade a ser desenvolvida. Assim, todos são responsáveis pelo sucesso de uma tarefa bem feita ou pelo fracasso dela.

Tão importante como o fazer, é importante a reflexão de cada aluno sobre sua atuação e dos colegas. Fazer autoavaliação e saber avaliar a participação de cada um, contribui para a aquisição da habilidade de pensar criticamente e tomar decisões sobre pessoas, características, coisas e situações.

A ficha abaixo é uma sugestão para ser aplicada após o encerramento do trabalho. Ela orienta o aluno em itens importantes a serem considerados.  


É importante garantir que o preenchimento seja feito em sigilo, de forma que cada um tenha a liberdade de se expressar e pontuar sem temer criar atrito com os demais.

Prof. Fábio José de Oliveira
@FiloProfessor

terça-feira, 21 de maio de 2019

Quando a aparência é tudo!


Vivemos em uma época imbecil, afinal, vivemos numa sociedade que não lê, não aprecia a arte e o conhecimento em si. 

Diante do vazio existencial, as pessoas se revestem da moralidade como forma de mostrar o que não são. Assim: pervertidos pregam o "bom costume" como se o que fizessem fosse correto por acharem que é; preconceituosos pregam deus, amando o que não veem e desprezando o que está a sua frente; ignorantes se proclamam ateus como se isto lhes colocassem num patamar erudito, mas não passam de idiotas que falam mal das religiões e agem iguais aos crentes que combatem; malandros portam bandeiras de moralidade política contra a corrupção; usuários e viciados em drogas ilícitas pregam religiosamente que bandido bom é bandido morto, como se o produto que consomem fosse comprado legalmente numa farmácia; pessoas que não apreciam literatura ou frequentam  museus e teatros desprestigiam a cultura e os artistas; incultos que nem sequer estudam com seus filhos se consideram doutores em educação e perseguem e humilham os professores.

O que temos é superficialidade, aparência, hipocrisia... onde pessoas são julgadas a revelia num tribunal de exceção formado por aqueles que se auto intitulam superiores ou, em outras palavras, cidadãos de bem.


Um salve a pior das ditaduras, a Moral!

Prof. Fábio José de Oliveira
@FiloProfessor

domingo, 12 de maio de 2019

Saudade da infância


Quem me dera regressar a minha distante infância.

Voltar a me preocupar em chegar logo da escola para assistir o último desenho; pegar meus brinquedos e imaginar um mundo onde eu sou um indestrutível herói. Ter apenas o aborrecimento de fazer lição de casa e entrar em casa quando a mãe chamar. Problemas? Só os da aula de matemática.

A vida era mais simples, as dores eram de joelhos ralados e palmadas educativas. As amizades eram mais sinceras e a alegria parecia não ter fim. 

Mas, crescemos e o mundo fica complexo. Uma pequena peça fora do lugar tem o poder de criar o caos, um simples gesto ou uma insignificante palavra pode gerar a dor, o sofrimento.

Prof; Fábio José de Oliveira
@FiloProfessor

quinta-feira, 9 de maio de 2019

A ORIGEM DOS ALIMENTOS


Objetivo
- Levar o aluno a conhecer a origem dos alimentos e como a Revolução Agrícola contribuiu para a difusão deles pelo mundo. 

Metodologia
- Trabalho em grupo.
- Apresentação oral, visual e material.

Observação
-  Ver as orientações “como trabalhar em grupo”.

Atividade
- Leia o texto introdutório
Nós, seres humanos, somos animais onívoros, o que significa que podemos comer tanto alimentos de origem animal como vegetal.

Desde a pré-história utilizamos plantas ou partes delas (como frutos e raízes) para nos alimentar, mas também aprendemos a consumir os de origem animal, principalmente com a descoberta do fogo e de instrumentos para caçar, pescar, plantar e colher.

Com a experiência da idade do gelo, é provável que os seres humanos desejassem possuir segurança controlando as plantas que cresciam próximas, principalmente as que eram comestíveis, e os animais que podiam fornecer boa carne. O resultado dessa busca pelo controle alimentar o levou a criar a agricultura e posteriormente a pecuária.

O surgimento da agricultura é conhecido como Revolução Neolítica, Transição Demográfica Neolítica ou mesmo Revolução Agrícola. Representou a transição em grande escala de muitas culturas humanas do estilo de vida de caçador-coletor e nômade para um agrícola e sedentário, possibilitando um aumento demográfico.

- Instruções
Neste nosso trabalho em grupo, vamos pesquisar a origem dos alimentos, para tanto, cada grupo ficou incumbido de pesquisar uma região do globo terrestre a fim de mostrar os produtos de origem vegetal e animal usados na alimentação humana.

- O conteúdo deve ser exposto oralmente, com a participação de todos os membros, e acompanhado de uma apresentação em PowerPoint ou similar, com imagens e informações.

- A exposição deve ter no mínimo 5 minutos e no máximo 10 minutos.

- Apresentar brevemente a região pesquisada, mostrando os aspectos geográficos do local (clima, relevo, paisagem) e culturais.

- Apresentar os pratos típicos da região pesquisada.

- Mostrar a origem dos alimentos que o compõe.

- Cada grupo deve levar no dia da apresentação, ao menos, dois pratos típicos da região pesquisada (pode ser uma bebida).

Observação
- Muitos pratos típicos de uma região não possuem alimentos nativos da mesma, o objetivo é justamente mostrar como a Revolução Agrícola possibilitou a difusão de alimentos pelo mundo.

Temas da oralidade (sugestão)
- América do Norte e Central e seus pratos típicos;

- América do Sul e seus pratos típicos;

- Europa e seus pratos típicos;

- África e seus pratos típicos;

- Ásia oriental e seus pratos típicos;

- Oriente Médio e seus pratos típicos.

Observações
- Nos link's abaixo você pode contemplar alguns exemplos de trabalhos realizados.

Prof. Fábio José de Oliveira
@FiloProfessor

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Cansei: o desabafo de quem tem o ofício de ensinar numa sociedade que o despreza!


É repugnante a situação de um professor no Brasil.

Há muito tempo nossa profissão é desprezada pelo poder público por meio de baixos salários, salas superlotadas, carência de material didático, políticas educacionais que visam a economia financeira e não a melhora no desempenho educacional dos alunos.

Aí vieram os alunos mal educados. Pessoas que não aprenderam a ter respeito pela autoridade das pais ou avós e que por isto também não aceitam a do professor. Humilham o docente em seu trabalho e, pior, atrapalham o aprendizado dos colegas.


Depois veio o ataque dos pais. Pessoas que não sabem educar seus filhos para a vida em sociedade, os tratam cheios de mimos e evitam ao máximo dizer não para eles, criando pequenos imperadores que não aceitam quando o professor, dentro de uma estratégia pedagógica que visa seu bem lhe crítica ou lhe diz não. Então, lá vem esses pais, sem conhecimento educacional algum, querer se impor ao profissional com o único objetivo de agradar sua cria.

Agora o desrespeito e a desconsideração ganharam proporções máximas. Incentivado pelo governo federal, o professor se tornou o grande mal da sociedade.

A culpa de tudo que há de ruim não são de governantes, políticas educacionais excludentes, falta de projetos e investimentos sociais. A culpa simplesmente é do professor.

Professores são filmados com o único propósito de serem linchados caso haja alguma fala, dentro ou fora de contexto, que possa prejudicá-los. Todo mundo se tornou um experiente em educação que sabe mais sobre isto que o professor. Projetos educacionais relevantes são desprezados por quem nada sabe do assunto. Ministros que desconhecem à complexidade da pasta são ovacionados. Cursos universitários são ameaçadoras de fecharem só por uma questão de que não agradam ao governo em termos ideológicos. A educação em casa se torna uma realidade e se vê nisto uma vitória contra o professores e as escolas.

É triste é humilhante testemunhar todo este ataque que Bolsonaro e seus fiéis escudeiros tecem a aquela profissão que em países com bom índices de desenvolvimento tanto valorizam.

Não há respeito ao profissional e nem ao ser humano que exerce tal ofício.

Prof. Fábio José de Oliveira
@FiloProfessor

quinta-feira, 14 de março de 2019

Afrânio: o marido fiel!



A esposa de Afrânio, vira e mexe, aparece com marcas estranhas no corpo. Ontem foi o que parecia ser um hematoma no pescoço, outro dia foi uma marca semelhante na virilha, já na sua nádega direita parecia mais uma mordida.

- Não sei o que foi, devo ter batido e nem percebi - respondeu ela com ar de ingenuidade.

- Essa minha mulher é tão desastrosa - dizia ele para si mesmo.

Há vezes que ela aparece com os cabelos úmidos ao chegar do trabalho, sempre em dia que fez de duas a quatro horas a mais de expediente no trabalho.

- Joguei uma água para me refrescar -  declara ela, com expressão de indignação de quem estava diante de uma pergunta esdrúxula.

- Sim, claro, afinal, é normal - pensava ele.

Em casa mal conversa com Afrânio, fica mais tempo no seu Smartphone a teclar e a sorrir com algo que leu. Ele não sabe o que tanto a sua esposa conversa, ela fica possessa se ele pega seu aparelho, mesmo com bloquei por impressão digital.

- Nada de mais - diz brava quando lhe é perguntado o que tanto conversa hilária.

- Uma amiga – afirma num tom de normalidade respondendo com quem conversa.

- Acontece, coisa de mulher, sempre tem assunto para conversar com as amigas - se conformava Afrânio. 

Certa vez, Afrânio saiu para trabalhar no sábado, mas, foi dispensado mais cedo do que tinham lhe avisado. Não avisou para sua esposa que chegaria mais cedo em casa, quis fazer uma surpresa. Até passou na padaria antes para comparar os croissants que ela tanto gosta. Surpresa ao chegar, a porta estava trancada por dentro. Ouviu baralho dentro da casa, parecia passos rápidos. Chamou duas vezes por sua esposa.

- Já vai! – Respondeu ela.

Depois abriu a porta, com cara pálida, olhos arregalados, vestindo seu hobby e ofegantemente perguntou:

- Já voltou?

Alegou que dormia, que trancou a porta por dentro logo que ele saiu, pois, ficou com medo de ficar sozinha. Ele não lhe perguntou nada, mas, ela fez questão de lhe contar tudo. O estranho ficou por conta da cueca que ele encontrou embaixo da cama. Jurava que não era dele, não se lembrava dela, mas, sua esposa garantiu que era e ainda lhe deu um sermão por deixa-la jogada. Ele ficou envergonhado por sua atitude.
- Nossa, que homem relaxado sou, como pude dar esta mancada com minha mulher? - Pensou ele numa atitude de autocrítica.   

Afrânio foi convidado por uns amigos para tomar uma no bar do Zé. Todos companheiros de longa data. Disseram que queriam muito falar com ele. Lá, depois de um brinde pela amizade, saúde e felicidade e muitos goles, meio que sem jeito, com dificuldade em começar a falar, um deles disse: “

- Meu amigo, todos aqui gostam muito de você, por isto lhe chamamos. Precisamos lhe contar que sua esposa lhe traí!

Silêncio total. Depois, com a cara fechada, demonstrando revolta, Afrânio bradou:

- Como assim, cadê as provas? Quero vê-las!

Porém, não haviam provas, apenas o testemunho honesto dos seus amigos que a viram no asseando no shopping de mãos dadas com um homem, aos beijos dentro de um carro parado próximo ao trabalho dela e até saindo de um Motel. Sempre acompanhada de um homem. Uma foto dela ao lado de homem foi mostrada. Disseram que o reconheceram como o mesmo que foi visto com ela nessas situações de flagrante adultério. Balançando a cabeça em negativa, Afrânio não consegui entender o motivo dos seus amigos fazerem aquilo, a razão de falar mal da sua esposa.

- Cadê as provas? Que foto ridícula é essa? Minha mulher ao lado de um homem! Que ridículo, por acaso uma mulher não pode ter amigo homem? - Questionou raivosamente.

E, assim partiu, sob os olhares pávidos de seus amigos, os quais ele não mais fazia consideração em tê-los como tais.

Chegou em casa, chamou pela sua esposa, ela apareceu e parou diante dele. Então, Afrânio sorriu e lhe disse:

- Amor, trouxe croissant!


Observação: essa é uma obra meramente fictícia, sem vínculo com a realidade, qualquer semelhança com as atitudes de bolsonaristas e petistas com seus respectivos ídolos é mera coincidência.

Prof. Fábio José de Oliveira

@FiloProfessor

quarta-feira, 6 de março de 2019

A essência da violência



Quando seu filho não lhe obedecer, bata nele e, caso ele continue, bata mais forte. Se ele se machucar ou vier a morrer de tanto ser surrado, não se culpe, afinal, será apenas uma consequência dos atos dele. Afinal, cada um faz seu próprio destino!

Absurdo? Pois é! Mas, em essência, fazer isso com um filho é o mesmo que muitos pregam que seja feito contra criminosos quando dizem “bandido bom é bandido morto” ou penas comemoram quando isso acontece, também quando defende que a polícia faça uma abordagem violente em comunidades subjugadas por traficantes.

Em ambos os casos, uma medida rígida não será a solução ideal. Pelo contrário, assim como um filho pode se revoltar, também haverá revolta contra a truculência policial. Não apenas por parte de criminosos, mas, também pela população sufocada que passará a apoiar o inimigo do meu inimigo, aquele que não chega atirando a esmo.

A criminalidade em terra tupiniquim é fruto do descaso com a educação, meio pelo qual uma pessoa consegue uma boa formação e, consequentemente, um bom emprego que lhe renumero de modo justo. É fruto da humilhação de se viver num lugar sem saneamento básico, com uma polícia ineficiente na prevenção de crimes e na solução dos mesmos, com hospitais e postos de saúde sem estrutura para tratar de uma pessoa num momento em que ela está frágil. É fruto do transporte público caro, desconfortável e superlotado.

Enquanto não focarmos em combater a raiz dos problemas sociais que geram a criminalidade, nunca estaremos realmente seguros, apenas mais violentos numa guerra contra todos.

Prof. Fábio José de Oliveira
@FiloProfessor   

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Diário de sala de aula - Episódio 7



E lá vou eu no meu homérico oficio de lecionar para jovens descompromissados com os estudos. Então, peço um trabalho que consiste na elaboração de uma dissertação sobre a intolerância presente na sociedade brasileiro e como podemos combate-la. Para que não esqueçam, anoto as instruções na lousa.

Mais de vinte minutos se passam e vem a pergunta:

- O que é pra fazer?

Na minha postura de tranquilidade (ou seria cansaço por estar de invólucro escrotal preenchido?) respondo que é o que está anotado na lousa.

O horário da aula se aproxima do fim e recebo uma dissertação (na verdade um texto toscamente escrito cujo o gênero não é bem definido) e vejo que a criatura classificada como aluno transcreveu sobre intolerância religiosa. Respiro fundo e me ponho a explicar para aquela bucólica criatura que ele não fez o que foi pedido. Ignoro, é claro, o fato dele provavelmente ter copiado o primeiro texto que encontrou na internet, numa rápida pesquisa no Google sobre intolerância. Mesmo assim, a criatura bufa, resmunga e ainda ameaça não fazer mais o trabalho (?).

Fico a cá com meus botões a pensar qual é minha. Expliquei, anotei as instruções na lousa, perguntei se alguém tinha alguma dúvida, fiquei a disposição para sanar dúvidas pontuais. Será que minha culpa consiste no fato do aluno não saber pesquisar no Google?

Prof. Fábio José de Oliveira
@FiloProfessor

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Educação Doméstica: um fantasma ronda as nossas crianças!




O governo federal anunciou na sua lista de metas para os cem primeiros dias de governo a regulamentação do ensino domiciliar por meio de medida provisória, assim, os pais passarão a ter a opção de serem responsáveis diretamente pela educação dos seus filhos, dispensando a obrigatoriedade da escola e de profissionais formados em licenciatura.

Tal decisão se soma a outros ataques que o governo federal e seus apoiadores políticos fazem em relação a educação e a seus profissionais. Porém, tal medida vai além, pois pode trazer danos concretos para crianças, expondo-as a vários riscos e gerando sequelas para suas vidas.

Tida cada vez mais pelo senso-comum como um espaço de vilania ocupado por “comunistas”, é recorrente os discursos de que ela precisa ser urgentemente reformulada a fim de garantir uma “neutralidade” no ensino. Dessa forma, ignoram que ela emerge como uma instituição essencial para a constituição do indivíduo, da mesma forma como emerge para a evolução da sociedade e da própria humanidade. É na escola que a criança aprende os saberes científicos básicos, desenvolve a coordenação motora e se socializa, aprendendo que há o outro além do eu. Tudo isso sob a supervisão de profissionais preparados. Também é no ambiente escolar que a criança participa de campanhas sobre drogas, sexualidades, abusos, preservação do meio ambiente e combate as discriminações. Há casos noticiados de criança que só soube que era molestada sexualmente por meio da escola, pois, não sabia que o que sofria em casa era errado. Também há inúmeros outros de maus tratos que são percebidos pelos professores, os quais alertam as autoridades competentes. Devemos também destacar quando a criança apresenta uma necessidade especial, lembrando que há pais que se negam a reconhecer que seu filho possa ter tais necessidades.

Com o fim da obrigatoriedade de a criança frequentar uma escola, ela estará refém de seus responsáveis. Sua educação poderá ficar apenas no básico, sem explorar suas capacidades ou mesmo ser orientada para uma área de conhecimento específica que seus pais sonham que se forme e siga carreira. Outro problema será a dificuldade de se observar práticas de violência contra o menor, o que impedirá a sua proteção por parte das autoridades competentes.

É obvio que não pretendo aqui generalizar, pincelando os pais como seres vis ou mesmo dentro da visão de Platão de que as crianças deveriam ser tiradas dos pais e enviadas para um acampamento, uma vez que o filósofo considerava corruptora a influência dos mais velhos. Mas, temos que levar em conta que pessoas que não valorizam o ensino feito na escola de forma comunitária, tendem a serem egoístas ou superprotetores ao ponto de observar perigo para o filho onde não existe, privando-os de experiências interpessoais e socializante. Outro ponto que deve ser considerado é quando há abuso, seja físico, psicológico ou mesmo sexual. Essa triste realidade é constantemente descoberta por professores que observam comportamentos suspeitos e denunciam os abusadores.

Definitivamente, um fantasma ronda nossas crianças, o da ignorância pedagógica!

Prof. Fábio José de Oliveira
@FiloProfessor

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Cenas brasileiras - parte 12


Eis a fala de um imbecil! 


O problema da educação brasileira é a falta de investimentos dos governos em novos recursos e capacitação de professores,como salário baixo na área, fato que espanta profissionais capacitados em atuarem nela. Outro fator é a não colaboração dos pais com os professores, os desprestigiando-os.

Quem atua na educação ou realmente acompanha o ensino do filho sabe da baboseira que é esta estúpida história de "ensino marxista", se os professores realmente fossem doutrinadores de esquerda, um governo de extrema direita nunca teria tomado posse por meio do voto. 

Há muito tempo eu digo que um dia iriamos colher o fruto de todo o descaso com a educação, Eis que hoje colhemos, temos um povo que teme um fantasma chamado "socialismo", que é incapaz de enfrentar a realidade, como a existência de homossexuais que são felizes como são, mulheres que não aceitam serem subalternas dos homens, jovens que desejam se expressarem e até aqueles que são felizes sem uma religião.

O pior de tudo é que ainda há, até mesmo entre os professores, aqueles que defendem esse descalabro!

Prof. Fábio José de Oliveira
@FiloProfessor