sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Grécia Antiga


Resumo
“Pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro” ― Heródoto



  • Povos indo-europeus[1] ocupam o Sul dos Bálcãs, a Península do Peloponeso e as ilhas do Mar Egeu em 2.500 a. C. 

  • Ilha de Creta, local onde os indo-europeus desenvolveram a primeira cultura na região, a cultura cretense ou minoica[2].
  • Os cretenses estabeleceram um comércio marítimo e o expandiram.
  • Cultura cretense:
    • Palácio é o centro social, político e administrativo;
    • Comercializavam tecidos, joias e armas.
  • Entrou em declínio por causas desconhecidas.

  • Aqueus[3] ocuparam a Grécia peninsular em 2.000 a. C., são os primeiros gregos.
  • Micenas: principal cidade fundada pelos aqueus.
  • Cultura creto-micênica: fusão da cultura da cidade de Micenas e de Creta após esta ser dominada pelos aqueus.
  • Características da cultura creto-micênica:
    • Tinham escrita própria (uma das mais antigas do mundo);
    • Aristocracia[4] guerreira.
  • Civilização micênica entrou em declínio e a Grécia continental foi ocupada por jônios e eólios e a ilha de Creta pelos dórios.

PERÍODOS DA GRÉCIA

  • Época de ocupação do território da Grécia por povos de indo-europeu.
  • Desenvolvimento das civilizações Micênica e Cretense.
  • Invasão dos Dórios no final deste período, provocando a dispersão dos povos da região e ruralização.

2º - Período Homérico 1.200 a 800 a. C..
  • Conhecida como Idade das Trevas da Grécia por não haver registros escritos.
  • O que há de registro vem de investigações arqueológicas e dos poemas do aedo[5] Homero[6].
  • Invasão dos dórios[7].
  • Período de guerras.
  • Primeira Diáspora Grega decorrente dos ataques dos dórios.
  • Miscigenação dos povos e a mescla de culturas das civilizações que já existiam na região: aqueus, jônios e os eólios.
  • Formação dos genos[8] = núcleos familiares, “grande família”.
  • A cultura minoica é substituída de vez pela cultura gentílica (dos genos).

3º - Período Arcaico 800 a 500 a. C..
  • O genos sofrem crescimento populacional.
  • Desigualdade social, os mais próximos dos líderes recebiam as melhores terras.
  • Quem não conseguia terras trabalhava para quem tinha, alguns se tornaram escravos.
  • Surgem pequenos núcleos urbanos.
  • Surgimento dos primeiros templos.
  • Polis = cidades-Estados que surgem com o desenvolvimento dos genos.
  • As polis eram governadas por meio de assembleias. Algumas tinham um rei escolhido pela assembleia, o basileu.
  • Segunda Diáspora Grega devido ao crescimento populacional, que intensificou do processo de colonização de várias regiões da Península Balcânica e ilhas gregas, formando colônias na Magna Grécia[9].
  • Inspirado pelo alfabeto fenício, surge o alfabeto grego.
  • Desenvolvimento do comércio.
  • Desenvolvimento da arte cerâmica com suas pinturas, retratando aspectos culturais da Grécia Antiga.
  • A escultura grega teve grande influência da egípcia, principalmente nas primeiras décadas do período arcaico.
  • Na Filosofia o período ficou conhecido como Pré-Socrático. Várias escolas filosóficas se desenvolveram neste período como, por exemplo, Escola Jônica, Escola Itálica, Escola Eleática e Escola Eclética. Os principais filósofos do Período Arcaico foram: Tales de Mileto, Anaximandro de Mileto, Anaxímenes de Mileto, Xenófanes, Parmênides de Eléia e Arquelau de Atenas.
  • Surgimento dos Jogos Olímpicos em 776 a.C.
  • Foi um período de gestação da mitologia grega, com o desenvolvimento de muitos mitos.
  • Intensificação do comercio marítimo grego no Mediterrâneo.
  • Atenas e Esparta se destaquem coo as principais polis do período.


Atenas
  • Fundada pelos jônios.
  • Localizada na planície da Ática, próxima ao Mar Egeu.
  • Devido a um solo pouco fértil e terreno montanhoso, desenvolveram comércio marítimo.
  • Eupátridas - "aqueles bem nascidos" ou "os de pais nobres", eram a elite aristocrática da Grécia.
  • Arcontes – grupo de magistrados responsáveis em administrar a cidade, comandar o exército e aplicar a justiça.
  • Para ser arconte tinha que:
    • Ser eupátrida;
    • Possuir terras;
    • Ter escravos;
    • Ser aristocrata.
  • Areópago – principal conselho legislativo e judiciário formado por ex arcontes.
  • Atenienses pobres participavam do exército para conseguirem mais direitos.
  • Rebelados x Eupátridas: habitantes de Atenas e os comerciantes que enriqueceram com o comércio marítimo se unem contra os privilégios dos eupátridas.
  • O arconte Dracón:
    • Elaborou as primeiras leis escritas de Atenas, o que tirou o poder dos eupátridas de decidir sobre a justiça.
  • Sólon, sucessor de Dracón, para encerrar os conflitos sociais, decreta:
    • Fim da escravidão por dívidas;
    • Libertação de quem foi escravizado por dívida;
    • Divisão da sociedade em três grupos de acordo com a riqueza;
    • Criação da Eclésia[10] onde todos os cidadãos, inclusive os pobres, podiam participar da fiscalização do governo.
    • Criação da Bulé, conselho para criação de leis.
  • Pisístrato, apoiado pelo povo, assume o poder plenamente em Atenas, é o primeiro tirano[11].
  • Principais medidas são:
    • Reforma agrária;
    • Obras públicas para gerar empregos;
    • Incentivo ao desenvolvimento das artes, cultura e esporte;
    • Atenas se torna grande centro comercial e cultural da Grécia.
  • Democracia ateniense:
    • O Tirano Clítenes é quem cria a democracia em Atenas;
    • Isocracia[12], isonomia[13] e isegoria[14] são seus princípios.
    • Só participavam os cidadãos, que eram:
      • Eupátridas – membros da aristocracia;
      • Georgóis – camponeses;
      • Demiurgos – artesões.
    • O cidadão tinha que ser:
      • Homem;
      • Maior de 18 anos;
      • Ateniense de origem (família).
    • Metecos – estrangeiros ou descendentes de estrangeiros, não podiam participar da política e nem ter terras, por isto se dedicavam ao comércio.
    • Mulheres:
      • Eram concidadãos, sua importância era a de poder gerar um filho legitimamente ateniense;
      • Não podiam possuir propriedade e nem participar da política;
      • Eram uma propriedade dos homens, primeiro pertenciam ao pai e depois ao marido.
  • Educação ateniense:
    • Aos 7 anos de idade o menino era orientado por um pedagogo, escravo que cuidava da educação das crianças;
    • Na escola, os jovens estudavam música, artes plásticas, Filosofia etc..
    • Faziam atividades físicas, pois os atenienses consideravam de grande importância a manutenção da saúde corporal;
    • A formação era concluída com 18 anos;
    • Após os 18 anos, podiam aprender com um sofista[15] ou um filósofo;
    • As meninas não frequentavam escolas, pois ficavam aos cuidados da mãe até o casamento.

Esparta
  • Fundada pelos dórios.
  • Localizada na região do Peloponeso.
  • Principal economia era a agricultura.
  • Educação militar inspirada pelos dórios.
  • Diarquia – sistema onde dois reis regiam a cidade juntos. Em caso de guerra, um permanecia na cidade e o outro liderava o exército nas batalhas.
  • Gerúsia – conselho formado por 28 anciões (gerontes) com mais de 60 anos, elaboravam leis e tomavam as decisões mais importantes.
  • Ápela – conselho formado por todos os cidadãos com mais de 30 anos e escolhiam os membros da Gerúsia.
  • Éforos – (vigilantes) comandavam as reuniões da Gerúsia e da Ápela e fiscalizavam a vida pública e econômica dos cidadãos.
  • Sociedade espartana:
    • Espartano ou esparciata – descendentes dos dórios, eram os únicos considerados cidadãos;
    • Periecos – descendentes dos povos conquistados pelos dórios, não eram cidadãos e se dedicavam ao comércio e ao artesanato;
    • Hilotas – descendentes dos povos conquistados pelos dórios e que resistiram, eram servos que trabalhavam nas terras dos esparciatas.
  • Educação espartana:
    • Exclusiva aos esparciatas;
    • Ao nascer, a criança era minuciosamente observada por um grupo de anciãos. Caso ela não apresentasse uma boa saúde ou tivesse algum problema físico, era invariavelmente lançada do cume do monte Taigeto;
    • Somente os homens eram submetidas à ela;
    • Iniciava com 7 anos, onde a criança era retirada da família para ser criada pelo Estado;
    • Treinamento rígido, com fome, frio e castigos físicos;
    • Aos 16 anos havia o teste final, onde caçavam os hilotas e deveria matar um ao menos;
    • Com 30 anos se tornava cidadão;
    • Mulheres eram treinadas para cuidarem da casa e seus negócios, praticavam esportes para terem um bom físico e tinham autonomia em relação aos maridos.


PERÍODO CLÁSSICO
  • Período das “Hegemonias”.
  • Século de Péricles (legislador ateniense).
  • Atenas e Esparta se destacam como as maiores potências gregas.
  • Guerras Médicas.
  • Período Clássico da Filosofia: Sócrates e Platão.
  • Guerra do Peloponeso.

Contexto
  • Os gregos não constituíam uma unidade.
  • Mesma língua + religião + mesma identidade.
  • Cidades-Estados gregas: constante guerras e várias rivalidades.

Guerras Médicas[16]
  • Expansão pérsia sob o comando de Dario I.
  • Conquistas da Grécia asiática.
  • Cidades da Grécia asiática se rebelam contra a dominação persa.
  • Atenas apoia a rebelião.
  • Os persas invadem Maratona e são derrotados por soldados de várias cidades liderados por Atenas.
  • Xerxes, filho de Dario I, lidera uma segunda tentativa de invasão e conquista. É a Segunda Guerra Médica.
  • Batalha de Termópilas: Esparta, que não participou da primeira guerra, participa agora. O Rei Leonidas lidera 300 soldados espartanos na Batalha de Termópilas e atrasa a invasão persa.
  • Após vencerem a Batalha de Termópilas, os persas invadem Atenas, a qual estava abandonada.
  • Batalha de Salamina: batalha naval onde os persas são derrotados pelos atenienses.

Liga de Delos
  • Confederação de cidades-Estados lideradas por Atenas contra os persas.
  • Todas as cidades membros deveriam enviar soldados, navios e tesouros.
  • Péricles, líder de Atenas, confisca o tesouro da Liga de Delos para reconstruir a cidade após a Guerras Médicas.
  • Atenas se torna a maior potência da Grécia, fazendo da Liga de Delos um império e cobrando das cidades membros impostos.
  • Grandes obras urbanas e militares em Atenas.

Confederação do Peloponeso
  • Criada por Esparta para contrapor a Liga de Delos.
  • Unia as cidades-Estados da península do Peloponeso.

Guerra do Peloponeso
  • Democracia ateniense era copiada por várias cidades gregas.
  • Oligarquia espartana temia uma revolta democrática.
  • Liga de Delos X Confederação do Peloponeso.
  • 27 anos de guerra.
  • Paz de Nicias: acordo de paz assinado entre Esparta e Atenas após os dez primeiros anos de guerra.
  • O acordo é rompido e a guerra retorna com vitória de Esparta.
  • Atenas é destruída.

Consequências da Guerra do Peloponeso
  • Cidades gregas destruídas, principalmente Atenas.
  • Hegemonia de Esparta na Grécia.
  • O regime oligarca e militarista de Esparta se espalha pela Grécia, o que arruína a economia de várias cidades.
  • Invasão dos Macedônios sob Felipe II.

PERÍODO HELENÍSTICO
  • Com as cidades gregas divididas entre si e em crise após a Guerra do Peloponeso, Felipe II a invade.
  • Felipe II é aclamado líder dos gregos e restaura a economia das cidades.
  • Alexandre, o grande, assume o reino da Macedônia e a liderança das cidades gregas.
  • Difusão da cultura grega para o oriente.
  • Cultura helenística: grega + egípcia + hebraica e persa.

Cultura Grega
  • Humanismo: valorização do ser humano.
  • Atenas: centro cultural da Grécia antiga.
  • Artes plásticas: deviam mostrar a perfeição.
  • Filosofia: os filósofos gregos buscavam conhecer de forma clara e racional a natureza, o ser humano e o universo que nos rodeia e a metamorfose que nelas acontecem. Podemos destacar como principais filósofos gregos Platão e Sócrates. Podemos citar também Tales de Mileto, importante filósofo, matemático e astrônomo da Grécia Antiga.
  • Esportes: desenvolvimento dos Jogos Olímpicos que aconteciam de quatro em quatro anos na cidade de Olímpia. Homenageava os deuses, principalmente a Zeus (deus dos deuses). Atletas de diversas cidades gregas se reuniam para disputarem esportes como, por exemplo, natação, corrida, arremesso de disco, cabo de guerra entre outros. Os vencedores das Olimpíadas eram recebidos em suas cidades como verdadeiros heróis.
  • Mitologia: explicavam as coisas do mundo e transmitirem conhecimentos populares, os gregos criaram vários mitos e lendas. As histórias eram transmitidas oralmente de geração para geração e repleta de monstros, heróis, deuses e outras figuras mitológicas.
  • Teatro:  as peças eram apresentadas em anfiteatros ao ar livre e os atores representavam usando máscaras. As comédias, dramas e sátiras retravam, principalmente, o comportamento e os conflitos do ser humano. Ésquilo e Sófocles foram os dois mais importantes escritores de peças de teatro da Grécia Antiga.
  • Democracia:  Atenas é o berço da democracia. Os cidadãos atenienses eram aqueles que podiam participar das votações que ocorriam na Ágora. Decidiam, de forma direta, os rumos da cidade-estado.
  • Música grega: havia dois gêneros musicais. O gênero vocal (cantado) e o instrumental. Esse segundo gênero fazia uso, principalmente, dos seguintes instrumentos: cítara, lira, salpinge (tipo de trombeta), siringe (flauta) e aulo (instrumento de sopro).

Cultura Helenística
  • Alexandria: centro cultural.
  • Biblioteca de Alexandria: principal centro de conhecimento e estudo da antiguidade. Contribuiu para o desenvolvimento da ciência.
  • Os principais pensadores do período helênico foram Plotino, Cícero, Zenão e Epicuro.
  • Filosofia de vida: busca pela felicidade.
    • Estoicismo: ética naturalista, visão unificada do mundo e lógica formal. Principais filósofos: Zenão de Cítio, Cleanto, Panécio de Rodes, Sêneca e Epicteto.
    • Epicurismo: busca da felicidade e da tranquilidade através do conhecimento do mundo (dos desejos, da morte, dos medos e dos deuses) e da moderação dos prazeres. Principal filósofo: Epicuro.
    • Ceticismo: a dúvida sobre as coisas do mundo é um dos principais preceitos do ceticismo. Principais filósofos: Pirro de Élis, Arcesilau e Carnéades.
  • Matemática: desenvolvimento da geometria.
  • Artes Plásticas e Arquitetura: influências artísticas da cultura grega espalharam-se por todo Império Macedônico, influenciando artistas. O realismo e a temática voltada para o dramático foram as principais características deste período.
  • Medicina: ensinamento de Hipócrates.

Prof. Fábio José - Filó




[1] Povos originários das estepes da Ásia central ou dos planaltos iranianos (também chamados arianos) que, a partir do final do Neolítico, se expandiram para a Europa, Pérsia e península da Índia.
[2] Termo referente ao lendário Rei Minos.
[3] Os aqueus, chamados de dânaos por Homero[1], foram os primeiros gregos a chegarem a ocupar parte do mar Mediterrâneo. Eram um grupo seminômade de indo-europeus que, provavelmente devido a alterações climáticas na região de origem, migraram para onde se localiza a Grécia em busca de terras férteis por volta de 2 000 a.C..
[4] “Governo dos melhores”, quando um grupo tem o poder político.
[5] Um aedo (em grego clássico: ἀοιδός; transl.: aoidos) era, na Grécia Antiga, um rapsodo que recitava suas composições ao toque da lira.
[6] Homero foi um poeta da Grécia Antiga que nasceu e viveu no século VIII a.C. É autor de duas das principais obras da antiguidade: os poemas épicos Ilíada e Odisseia. Muitos historiadores e pesquisadores da antiguidade não chegaram a uma conclusão sobre se Homero existiu de verdade ou se é um personagem lendário, pois não há provas concretas de sua existência. Suas obras podem ter sido escritas por outros escritores antigos ou são apenas compilações de tradições orais do período.
[7] Dórios ou dóricos são um dos povos indo-europeus da antiguidade. Por volta de 1200 a.C., os dórios habitaram diversas regiões da Grécia que, aos poucos foram conquistando, nas regiões da Ática, Peloponeso, Ilha de Creta. Os dórios tinham uma cultura e um dialeto próprios, embora não dominasses a escrita. Com forte característica militar, eles chegaram a dominar diversas partes de maneira violenta, destruindo e incendiando cidades da cultura micênica ao matarem diversas pessoas.
[8] Tipo de organização social da Grécia Antiga, durante o Período Homérico. Eram uma espécie de clãs ou grandes famílias. Cada geno era chefiado pelo homem mais velho e o poder era passado do pai para o filho primogênito.
[9] Era a denominação que recebia o sul da península Itálica, região colonizada na Antiguidade pelos gregos. Num sentido mais amplo, inclui também a ilha da Sicília, onde também se verificou o fenómeno de colonização grega.
[10] Era a principal assembleia da democracia ateniense na Grécia Antiga. Era uma assembleia popular, aberta a todos os cidadãos do sexo masculino, com mais de vinte e um anos que tivessem prestado pelo menos dois anos de serviço militar e que fossem filhos de pai e mãe natural da pólis. Atuava no âmbito da política externa e detinha poderes de governação relativos à legislação, judiciais e executivos, como por exemplo, decidindo a destituição de magistrados. Também fiscalizava todos aqueles que detinham cargos de poder, de modo a que não abusassem do mesmo e desempenhassem as suas incumbências o melhor possível.
[11] Tirania (líder ilegítimo) era uma forma de governo usada em situações excepcionais na Grécia em alternativa à democracia. Nela, o chefe governava com poder ilimitado, embora sem perder de vista que deveria representar a vontade do povo.
[12] É o ideal da igualdade de acesso aos cargos políticos. Foi usado na Grécia Antiga, assim todos os cidadãos atenienses tinham o direito e o dever de participar na vida política da pólis. As decisões normalmente tomadas em conjunto respeitavam a vontade da maioria, pois todos tinham igual direito de voto.
[13] Igualdade perante a lei, independente do cargo ocupado, da riqueza ou classe social.
[14] É um conceito oriundo da democracia grega. Consiste no princípio de igualdade do direito de manifestação na Eclésia, a assembleia dos cidadãos, onde se discutiam os assuntos da polis. A todos os participantes era dado o mesmo tempo para falar sem ser interrompido.
[15] Grupos de pensadores na Grécia Antiga que viajavam de cidade em cidade realizando discursos públicos para atrair estudantes, de quem cobravam taxas para oferecer-lhes educação.
[16] Para os gregos os persas eram chamados de “medos”, pois eram oriundos da região da Média. Essas guerras também ficaram conhecidas como Guerras Greco-Pérsicas.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

COMO NÃO SER UM BOM ALUNO

Ou os péssimos atos que prejudicam no aprendizado.



Aprender é uma relação que depende mais do interesse do aluno do que a capacidade do professor em ensinar.
            Por interesse, não podemos cair no senso comum de achar que é quando gostamos de uma matéria ou conteúdo específico. Pois, isso significaria que o objeto em si tem que ser interessante e o correto é que o aluno é quem tem que ter em relação ao conhecimento. É o sujeito quem deve querer aprender, ter o desejo de saber mais sobre algo.
            Já dei dicas de como estudar, agora, saliento os péssimos hábitos que nos tornam um péssimo aluno.

·         Colocar a culpa do baixo desempenho em terceiros.
Alegar que a culpa é do professor que não ensina direito, que o trabalho ou a prova estavam difíceis, que a sala não cooperou na hora da explicação, que contou com um colega para estudar e ele não compareceu, que não teve tempo ou outras desculpas que colocam a culpa em fatores externos a si, é não assumir a responsabilidade dos próprios atos. Assim, não haverá uma autocrítica que possibilite uma mudança positiva na conduta em relação aos estudos.
·         Não dormir o suficiente.
Dormir é o momento em que nossa mente descansa, ficando apta a adquirir conhecimento. `poucas horas de sono faz com que ela não nos permita adquirir informações ou que temos dificuldade em raciocinar. Quem estuda de manhã tem que dormir cedo no dia anterior, não pode cair na falácia que é só compensar o sono a tarde, pois, não é uma questão de compensação e sim de estra com a mente pronta para adquirir conhecimento.
·         Péssimo hábito alimentar.
Os gregos antigos pregavam “corpo são, mente sã”, pois, entendiam que uma enfermidade atrapalha o pensar, afinal, nossa preocupação se volta ao nosso cuidado do que aos estudos. Uma boa alimentação não só contribui para uma boa saúde, como também evita que fiquemos com fome em um curto prazo, nos obrigando a desperdiçar tempo em busca do que comer.
·         Falta de organização dos materiais de estudo.
Estudar num ambiente bagunçado nos induz a querer arrumar só para “enrolar” e não estudar. Além do mais, a falta de organização com os materiais de estudos nos trazem o inconveniente de ter que procurá-los, desperdiçando tempo, isto quando chegamos na aula e descobrimos que não trouxemos o que era preciso para um melhor aproveitamento nos estudos.
·         Sem horário específico para estudar.
Sem um horário específico para os estudos, ele sempre será postergado. Tudo que é prioridade nas nossas atividades cotidianas possuem horário: almoço, janta, trabalho, consulta médica etc. e os estudos devem seguir o mesmo ou será sempre postergado.
·         Confundir o que é profissional com o que é pessoal.
Recusar-se a estudar ou fazer uma atividade por não gostar do professor ou da matéria não possui lógica. Independentemente do que se gosta, é preciso entender que estudar é um compromisso que deve ser levado a sério e feito como tal.
·         Não fazer as atividades propostas pelo professor.
É preciso aprender a aprender sozinho. Adquirir por conta própria conhecimento. As atividades e trabalhos para casa possuem justamente o objetivo de capacitar o aluno a fazer isso. O fazer e entregar é mais que uma questão de obter uma nota, é desenvolver, sob orientação do professor, um estudo próprio.
·         Deixar de seguir as orientações do professor.
O senso comum nos diz que o professor é aquele cara cheio de conteúdo e que deve passá-lo ao aluno. Na verdade, ele é um profissional capacitado e muitas vezes até com grande experiência em ensinar o aluno a aprender. Quando ele faz uma exigência num trabalho, não é por frescura (pelo menos não deve ser) e sim por ser uma forma de capacitar a pessoa na aquisição de conhecimento. Não fazer o que foi pedido pode inviabilizar todo o processo educacional o professor planejou.
·         Julgamento apressado.
Quando fazemos algo sem vontade, queremos terminar logo. O mesmo ocorre com os estudos, se começamos sem ter vontade, não o faremos de forma correta só para acabar logo. É daí que ocorre os julgamentos precipitados, que é quando não se presta atenção numa explicação pelo fato de que só se apega o início da explicação e considera que já sabe o restante, fazendo uma errônea dedução e ignorando o que mais for ensinado.
·         Postura desleixada.

Debruçar sobre a carteira, não manter uma postura correta na cadeira, não focar o olhar no objeto de aprendizado (professor, livro, lousa e afins) e desenhar ou rabiscar o caderno durante a exposição do professor são atitudes que distraem

Prof. Fábio José de Oliveira

sábado, 25 de maio de 2019

Avaliação em Grupo


O trabalho em grupo é uma importante forma de aprendizagem. Não é apenas um modo de fazer um trabalho mais fácil e sim de explorar nos alunos a complexidade da relação interpessoal.

Ele consiste em aglomerar várias pessoas e desenvolver determinadas ações para atingir um objetivo determinado. Isso significa que deve ser feito em equipe num esforço coletivo para alcançar o sucesso.

O aluno tem que entender que ao fazer parte de uma equipe, cada um é responsável pela atividade a ser desenvolvida. Assim, todos são responsáveis pelo sucesso de uma tarefa bem feita ou pelo fracasso dela.

Tão importante como o fazer, é importante a reflexão de cada aluno sobre sua atuação e dos colegas. Fazer autoavaliação e saber avaliar a participação de cada um, contribui para a aquisição da habilidade de pensar criticamente e tomar decisões sobre pessoas, características, coisas e situações.

A ficha abaixo é uma sugestão para ser aplicada após o encerramento do trabalho. Ela orienta o aluno em itens importantes a serem considerados.  


É importante garantir que o preenchimento seja feito em sigilo, de forma que cada um tenha a liberdade de se expressar e pontuar sem temer criar atrito com os demais.

Prof. Fábio José de Oliveira
@FiloProfessor

terça-feira, 21 de maio de 2019

Quando a aparência é tudo!


Vivemos em uma época imbecil, afinal, vivemos numa sociedade que não lê, não aprecia a arte e o conhecimento em si. 

Diante do vazio existencial, as pessoas se revestem da moralidade como forma de mostrar o que não são. Assim: pervertidos pregam o "bom costume" como se o que fizessem fosse correto por acharem que é; preconceituosos pregam deus, amando o que não veem e desprezando o que está a sua frente; ignorantes se proclamam ateus como se isto lhes colocassem num patamar erudito, mas não passam de idiotas que falam mal das religiões e agem iguais aos crentes que combatem; malandros portam bandeiras de moralidade política contra a corrupção; usuários e viciados em drogas ilícitas pregam religiosamente que bandido bom é bandido morto, como se o produto que consomem fosse comprado legalmente numa farmácia; pessoas que não apreciam literatura ou frequentam  museus e teatros desprestigiam a cultura e os artistas; incultos que nem sequer estudam com seus filhos se consideram doutores em educação e perseguem e humilham os professores.

O que temos é superficialidade, aparência, hipocrisia... onde pessoas são julgadas a revelia num tribunal de exceção formado por aqueles que se auto intitulam superiores ou, em outras palavras, cidadãos de bem.


Um salve a pior das ditaduras, a Moral!

Prof. Fábio José de Oliveira
@FiloProfessor

domingo, 12 de maio de 2019

Saudade da infância


Quem me dera regressar a minha distante infância.

Voltar a me preocupar em chegar logo da escola para assistir o último desenho; pegar meus brinquedos e imaginar um mundo onde eu sou um indestrutível herói. Ter apenas o aborrecimento de fazer lição de casa e entrar em casa quando a mãe chamar. Problemas? Só os da aula de matemática.

A vida era mais simples, as dores eram de joelhos ralados e palmadas educativas. As amizades eram mais sinceras e a alegria parecia não ter fim. 

Mas, crescemos e o mundo fica complexo. Uma pequena peça fora do lugar tem o poder de criar o caos, um simples gesto ou uma insignificante palavra pode gerar a dor, o sofrimento.

Prof; Fábio José de Oliveira
@FiloProfessor

quinta-feira, 9 de maio de 2019

A ORIGEM DOS ALIMENTOS


Objetivo
- Levar o aluno a conhecer a origem dos alimentos e como a Revolução Agrícola contribuiu para a difusão deles pelo mundo. 

Metodologia
- Trabalho em grupo.
- Apresentação oral, visual e material.

Observação
-  Ver as orientações “como trabalhar em grupo”.

Atividade
- Leia o texto introdutório
Nós, seres humanos, somos animais onívoros, o que significa que podemos comer tanto alimentos de origem animal como vegetal.

Desde a pré-história utilizamos plantas ou partes delas (como frutos e raízes) para nos alimentar, mas também aprendemos a consumir os de origem animal, principalmente com a descoberta do fogo e de instrumentos para caçar, pescar, plantar e colher.

Com a experiência da idade do gelo, é provável que os seres humanos desejassem possuir segurança controlando as plantas que cresciam próximas, principalmente as que eram comestíveis, e os animais que podiam fornecer boa carne. O resultado dessa busca pelo controle alimentar o levou a criar a agricultura e posteriormente a pecuária.

O surgimento da agricultura é conhecido como Revolução Neolítica, Transição Demográfica Neolítica ou mesmo Revolução Agrícola. Representou a transição em grande escala de muitas culturas humanas do estilo de vida de caçador-coletor e nômade para um agrícola e sedentário, possibilitando um aumento demográfico.

- Instruções
Neste nosso trabalho em grupo, vamos pesquisar a origem dos alimentos, para tanto, cada grupo ficou incumbido de pesquisar uma região do globo terrestre a fim de mostrar os produtos de origem vegetal e animal usados na alimentação humana.

- O conteúdo deve ser exposto oralmente, com a participação de todos os membros, e acompanhado de uma apresentação em PowerPoint ou similar, com imagens e informações.

- A exposição deve ter no mínimo 5 minutos e no máximo 10 minutos.

- Apresentar brevemente a região pesquisada, mostrando os aspectos geográficos do local (clima, relevo, paisagem) e culturais.

- Apresentar os pratos típicos da região pesquisada.

- Mostrar a origem dos alimentos que o compõe.

- Cada grupo deve levar no dia da apresentação, ao menos, dois pratos típicos da região pesquisada (pode ser uma bebida).

Observação
- Muitos pratos típicos de uma região não possuem alimentos nativos da mesma, o objetivo é justamente mostrar como a Revolução Agrícola possibilitou a difusão de alimentos pelo mundo.

Temas da oralidade (sugestão)
- América do Norte e Central e seus pratos típicos;

- América do Sul e seus pratos típicos;

- Europa e seus pratos típicos;

- África e seus pratos típicos;

- Ásia oriental e seus pratos típicos;

- Oriente Médio e seus pratos típicos.

Observações
- Nos link's abaixo você pode contemplar alguns exemplos de trabalhos realizados.

Prof. Fábio José de Oliveira
@FiloProfessor

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Cansei: o desabafo de quem tem o ofício de ensinar numa sociedade que o despreza!


É repugnante a situação de um professor no Brasil.

Há muito tempo nossa profissão é desprezada pelo poder público por meio de baixos salários, salas superlotadas, carência de material didático, políticas educacionais que visam a economia financeira e não a melhora no desempenho educacional dos alunos.

Aí vieram os alunos mal educados. Pessoas que não aprenderam a ter respeito pela autoridade das pais ou avós e que por isto também não aceitam a do professor. Humilham o docente em seu trabalho e, pior, atrapalham o aprendizado dos colegas.


Depois veio o ataque dos pais. Pessoas que não sabem educar seus filhos para a vida em sociedade, os tratam cheios de mimos e evitam ao máximo dizer não para eles, criando pequenos imperadores que não aceitam quando o professor, dentro de uma estratégia pedagógica que visa seu bem lhe crítica ou lhe diz não. Então, lá vem esses pais, sem conhecimento educacional algum, querer se impor ao profissional com o único objetivo de agradar sua cria.

Agora o desrespeito e a desconsideração ganharam proporções máximas. Incentivado pelo governo federal, o professor se tornou o grande mal da sociedade.

A culpa de tudo que há de ruim não são de governantes, políticas educacionais excludentes, falta de projetos e investimentos sociais. A culpa simplesmente é do professor.

Professores são filmados com o único propósito de serem linchados caso haja alguma fala, dentro ou fora de contexto, que possa prejudicá-los. Todo mundo se tornou um experiente em educação que sabe mais sobre isto que o professor. Projetos educacionais relevantes são desprezados por quem nada sabe do assunto. Ministros que desconhecem à complexidade da pasta são ovacionados. Cursos universitários são ameaçadoras de fecharem só por uma questão de que não agradam ao governo em termos ideológicos. A educação em casa se torna uma realidade e se vê nisto uma vitória contra o professores e as escolas.

É triste é humilhante testemunhar todo este ataque que Bolsonaro e seus fiéis escudeiros tecem a aquela profissão que em países com bom índices de desenvolvimento tanto valorizam.

Não há respeito ao profissional e nem ao ser humano que exerce tal ofício.

Prof. Fábio José de Oliveira
@FiloProfessor

quinta-feira, 14 de março de 2019

Afrânio: o marido fiel!



A esposa de Afrânio, vira e mexe, aparece com marcas estranhas no corpo. Ontem foi o que parecia ser um hematoma no pescoço, outro dia foi uma marca semelhante na virilha, já na sua nádega direita parecia mais uma mordida.

- Não sei o que foi, devo ter batido e nem percebi - respondeu ela com ar de ingenuidade.

- Essa minha mulher é tão desastrosa - dizia ele para si mesmo.

Há vezes que ela aparece com os cabelos úmidos ao chegar do trabalho, sempre em dia que fez de duas a quatro horas a mais de expediente no trabalho.

- Joguei uma água para me refrescar -  declara ela, com expressão de indignação de quem estava diante de uma pergunta esdrúxula.

- Sim, claro, afinal, é normal - pensava ele.

Em casa mal conversa com Afrânio, fica mais tempo no seu Smartphone a teclar e a sorrir com algo que leu. Ele não sabe o que tanto a sua esposa conversa, ela fica possessa se ele pega seu aparelho, mesmo com bloquei por impressão digital.

- Nada de mais - diz brava quando lhe é perguntado o que tanto conversa hilária.

- Uma amiga – afirma num tom de normalidade respondendo com quem conversa.

- Acontece, coisa de mulher, sempre tem assunto para conversar com as amigas - se conformava Afrânio. 

Certa vez, Afrânio saiu para trabalhar no sábado, mas, foi dispensado mais cedo do que tinham lhe avisado. Não avisou para sua esposa que chegaria mais cedo em casa, quis fazer uma surpresa. Até passou na padaria antes para comparar os croissants que ela tanto gosta. Surpresa ao chegar, a porta estava trancada por dentro. Ouviu baralho dentro da casa, parecia passos rápidos. Chamou duas vezes por sua esposa.

- Já vai! – Respondeu ela.

Depois abriu a porta, com cara pálida, olhos arregalados, vestindo seu hobby e ofegantemente perguntou:

- Já voltou?

Alegou que dormia, que trancou a porta por dentro logo que ele saiu, pois, ficou com medo de ficar sozinha. Ele não lhe perguntou nada, mas, ela fez questão de lhe contar tudo. O estranho ficou por conta da cueca que ele encontrou embaixo da cama. Jurava que não era dele, não se lembrava dela, mas, sua esposa garantiu que era e ainda lhe deu um sermão por deixa-la jogada. Ele ficou envergonhado por sua atitude.
- Nossa, que homem relaxado sou, como pude dar esta mancada com minha mulher? - Pensou ele numa atitude de autocrítica.   

Afrânio foi convidado por uns amigos para tomar uma no bar do Zé. Todos companheiros de longa data. Disseram que queriam muito falar com ele. Lá, depois de um brinde pela amizade, saúde e felicidade e muitos goles, meio que sem jeito, com dificuldade em começar a falar, um deles disse: “

- Meu amigo, todos aqui gostam muito de você, por isto lhe chamamos. Precisamos lhe contar que sua esposa lhe traí!

Silêncio total. Depois, com a cara fechada, demonstrando revolta, Afrânio bradou:

- Como assim, cadê as provas? Quero vê-las!

Porém, não haviam provas, apenas o testemunho honesto dos seus amigos que a viram no asseando no shopping de mãos dadas com um homem, aos beijos dentro de um carro parado próximo ao trabalho dela e até saindo de um Motel. Sempre acompanhada de um homem. Uma foto dela ao lado de homem foi mostrada. Disseram que o reconheceram como o mesmo que foi visto com ela nessas situações de flagrante adultério. Balançando a cabeça em negativa, Afrânio não consegui entender o motivo dos seus amigos fazerem aquilo, a razão de falar mal da sua esposa.

- Cadê as provas? Que foto ridícula é essa? Minha mulher ao lado de um homem! Que ridículo, por acaso uma mulher não pode ter amigo homem? - Questionou raivosamente.

E, assim partiu, sob os olhares pávidos de seus amigos, os quais ele não mais fazia consideração em tê-los como tais.

Chegou em casa, chamou pela sua esposa, ela apareceu e parou diante dele. Então, Afrânio sorriu e lhe disse:

- Amor, trouxe croissant!


Observação: essa é uma obra meramente fictícia, sem vínculo com a realidade, qualquer semelhança com as atitudes de bolsonaristas e petistas com seus respectivos ídolos é mera coincidência.

Prof. Fábio José de Oliveira

@FiloProfessor

quarta-feira, 6 de março de 2019

A essência da violência



Quando seu filho não lhe obedecer, bata nele e, caso ele continue, bata mais forte. Se ele se machucar ou vier a morrer de tanto ser surrado, não se culpe, afinal, será apenas uma consequência dos atos dele. Afinal, cada um faz seu próprio destino!

Absurdo? Pois é! Mas, em essência, fazer isso com um filho é o mesmo que muitos pregam que seja feito contra criminosos quando dizem “bandido bom é bandido morto” ou penas comemoram quando isso acontece, também quando defende que a polícia faça uma abordagem violente em comunidades subjugadas por traficantes.

Em ambos os casos, uma medida rígida não será a solução ideal. Pelo contrário, assim como um filho pode se revoltar, também haverá revolta contra a truculência policial. Não apenas por parte de criminosos, mas, também pela população sufocada que passará a apoiar o inimigo do meu inimigo, aquele que não chega atirando a esmo.

A criminalidade em terra tupiniquim é fruto do descaso com a educação, meio pelo qual uma pessoa consegue uma boa formação e, consequentemente, um bom emprego que lhe renumero de modo justo. É fruto da humilhação de se viver num lugar sem saneamento básico, com uma polícia ineficiente na prevenção de crimes e na solução dos mesmos, com hospitais e postos de saúde sem estrutura para tratar de uma pessoa num momento em que ela está frágil. É fruto do transporte público caro, desconfortável e superlotado.

Enquanto não focarmos em combater a raiz dos problemas sociais que geram a criminalidade, nunca estaremos realmente seguros, apenas mais violentos numa guerra contra todos.

Prof. Fábio José de Oliveira
@FiloProfessor