sexta-feira, 13 de abril de 2018

Bate papo sobre o ProFIS


Em mais um episódio do projeto sobre ORIENTAÇÃO VOCACIONAL, nossos ex-alunos Heberson e Vivian, hoje estudantes do ProFIS, estiveram na E.E. Prof. Carlos Alberto Galhiego para uma bate papo com os estudantes sobre o programa da UNICAMP.

Contaram um pouco sobre o dia a dia e o quanto gratificante é fazer parte do ProFIS. Um grande estímulo para nossos estudantes.

Palestra sobre Arte Cênica

Palestra com o ator, diretor, produtor e professor Eddie Janssen na E.E. Prof. Carlos Alberto Galhiego.

Dentro do Projeto ORIENTAÇÃO VOCACIONAL, o Prof. Eddie expôs sobre a carreira de ator para os alunos. Com ele os estudantes puderam conhecer melhor sobre essa profissão e todos os trabalhos que a envolvem.

Um sucesso!

Projeto: orientação vocacional



Eu e o Prof. Alex Bresciani desenvolvemos um projeto com nossos alunos da 3º série do Ensino Médio da E.E. Prof. Carlos Alberto Galhiego (Campinas-SP) sobre formação profissional.

Nosso projeto constitui em despertar nos alunos concluintes um olhar mais amplo sobre o seu futuro, demonstrado as possibilidades de formação continuada após a escola a fim de se realizarem profissionalmente.

Num primeiro momento foi feito um histórico educacional, destacando o significado de cada etapa escolar deles. Assim puderam entender a importância da atuação profissional de todos os seus professores na sua formação humana, social e cognitiva até o presente momento.

Depois apontamos as possibilidades de continuidade nos estudos, valorizando tanto a formação técnica como superior.

Em nosso projeto, os estudantes têm a oportunidade de conhecer as diferenças entre a formação técnica e a superior, assim como as vantagens de cada uma. Conhecem as modalidades de formação, o que é pós-graduação, as políticas de acesso às universidades públicas e as bolsas disponíveis para o ingresso nas particulares.

Uma atenção espacial é dada à dissertação, gênero textual usado em vestibulares e no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). Paralelo ao que é lecionado na disciplina de Língua Portuguesa, eu, como professor de Filosofia, ensino-os como interpretar um tema, fazer uma reflexão sobre ele, organizar as ideias e como criar e desenvolver argumentos. Com base em experiência de anos anteriores, sei que é uma ajuda muito valiosa, pois muito melhoram sua produção de texto.

Sempre que possível contamos com a ajuda de colaboradores, amigos e ex-alunos formados que se prontificam a bater um papo com os concluintes do Ensino Médio. Contam um pouco sobre a importância que a escola teve na vida deles, o que os levou a escolher a profissão que possuem, qual o caminho que devem trilhar para atuarem como eles, como é o curso que fizeram e tiram dúvidas.

A realização desse projeto conta com o apoio da nossa Equipe Gestora, que é disposta a motivar ações afirmativas para a valorização do ensino, tendo em vista uma escola que atenta as necessidades dos estudantes, contribuindo para uma transformação na vida de cada um.

Prof. Fábio José.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

ÊXITO - Inscrição para a isenção da taxa do ENEM 2018 no Galhiego



As inscrições para a isenção da taxa do ENEM 2018 foram feitas com SUCESSO na E.E. Prof. Carlos Alberto Galhiego!

Agradeço os alunos Thaynara Camile Medeiros Alves, Lucas Gabriel Radeli e Victor Hugo de Oliveira Santos pela colaboração em auxiliar os colegas na inscrição.

Este ano o nosso governo federal, em mais um ato que demonstra a sua ignorância com a população mais desprovida de recursos, inovou na inscrição do ENEM 2018, deixando-o mais complicado, simples assim!

O aluno carente deve agora fazer duas inscrições em datas diferentes. Antes fazia uma e pronto, era só esperar a prova. Mas agora deve fazer para ter isenção e depois para a prova. Do contrário terá que arcar com um custo de R$82,00 para validar a inscrição para a prova. Já o aluno da rede particular continuará a fazer apenas uma, pois ele não tem direito ao benefício, afinal tem condições financeiras para bancar os estudos, lhe basta apenas fazer, imprimir o boleto e pagá-lo.

Temos que considerar também que muitos não possuem acesso à internet para a realização da inscrição. Antes que alguém os crucifiquem por possuírem Smartphone com rede social, vale lembrar que o Sr. Mark Zuckerberg liberar o Facebook gratuitamente e que o WhatsApp tem um gasto mínimo do pacote de dados pré-pago. 

Prof. Fábio José

Sobre seres tóxicos em ambientes de trabalho.


Nada consta de minha parte ser contra alguém que é puxa-saco. Não vejo, com meus lindos olhos esverdeados, mal num indivíduo desprovido de capacidade ou mérito querer adquirir vantagens por meio da bajulação. As vezes a criatura até tenha capacidade ou mérito, mas se sente inseguro.

Porém, observo no horizonte um problema, que é quando a bajulação se torna um ataque ao outro. Isso ocorre quando o puxa-saco se sente ameaçado em não aparentar ser bom ao ser comparado ao trabalho de quem realmente é. É nesse contexto que o infeliz se torna maligno, rompe com a ética, se torna um vilão de desenho anima infantil, aquele que vive a planejar o mal.

Ele irá mentir, denunciar qualquer coisa que possa prejudicar seu oponente, criar obstáculos ao trabalho alheio etc., não importando se o outro trabalha bem, não importando o profissionalismo ou se prejudicará a empresa. O que vale é eliminar aquele do qual não se chega aos pés.

Para se evitar o florear desses vilãozinhos caricatos, o lugar de trabalho deve ter pessoas competentes no comando. Lugares cujo os superiores também são incompetentes são férteis para essas ervas daninhas proliferarem. Um líder incompetente se sente inseguro e teme demonstrar que só tem poder pela posição que ocupa. Daí um belo puxa-saco lhe enche o ego, lhe deixa unilobulado diante da realidade, lhe faz sentir ser o que não é.

Prof. Fábio José

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

JUSTIÇA X ÉTICA I



Dia após dia somos presenteados, num sentido grego para troiano, com notícias sobre um crime de corrupção que vem a público. Já é tanto que temos até dificuldade de diferencia-los. Tal deputado roubou a Petrobras ou a merenda? O senador meteu a mão onde?

O mar de corrupção parece sem fim nas terras tupiniquins. Não creio que seja esse um fator novo ou que nunca na história desse país foi tanta. O que creio é que nunca antes foi tão investigado e nem houve tantos interesses particulares em denunciar, nem sempre pela justiça, mas também para atender algum objetivo próprio, seja eleitoral, seja ideológico, seja qual for.

 Sem dúvida a corrupção é o nosso maior mal social, fonte da falta de investimento em áreas sociais e de infraestrutura que flagelam a população e impedem investimentos. Ela deve ser combatida e superada. Mas, a qual preço? Será válido uma busca cega pela justiça?  Os fins realmente justificarão os meios usados? O fim alcançado será realmente o idealizado depois de se usar meios tórridos? No ecoar da população parece que sim!

Surge daí, para essa pessoa que escreve, um dilema entre justiça e ética. Palavras que para muitos podem ser semelhantes, mas não são. A justiça entendida num sentido legal, é aquele ato que está de acordo com a lei, com o que está escrito. Já a ética são valores que nos orientam em fazer o que é justo, independente do código legal em vigor. O sentimento de impunidade perante os acusados é geral. Há o entendimento de que no Brasil não se pune pessoas socialmente poderosas. Daí que o sentimento de frustração, raiva, revolta e afins afloram um clamor por justiça baseado não na razão e sim nos sentimentos e na doxa.  O que temos então é o acompanhar de cada caso investigado ou julgado como um espetáculo, onde o público fica ansioso para o próximo ato, uma partida de futebol no qual as pessoas possuem um lado para torcer.         


O espetáculo é enriquecido pelos atores: políticos, pessoas públicas que deveriam zelar pelo bem comum, apelam para questões legais para se safarem, sem se preocuparem com o mérito da questão em si e juízes e procuradores que incorporam os líderes romanos nos espetáculos circense e buscam sentenciar de acordo com a vontade popular. Todos com uma coisa em comum, as nossas leis complexas, contraditórias, arcaicas e até despregadas da realidade. As leis de um Estado possuem a finalidade de organiza-lo, garantindo direitos aos seus habitantes ao mesmo tempo que impõe suas obrigações, punindo quem não contribui para a ordem acordada. Mas na terra da jabuticaba sua complexidade, oriunda de uma realidade pós ditadura na qual as mães da nossa carta magna se preocupavam com os direitos, sobretudo o da liberdade de pessoas que lutaram, muitas vezes até com derramamento de sangue, pelo bem comum e que é complementada hoje por congressistas que atuam pelos próprios interesses, distantes da realidade do povo, gerou um emaranhado jurídico, uma burocracia obesa que agrada advogados, procuradores e juízes pelas suas brechas. Assim, de modo legal, temos impunidades e injustiças, mas apenas do ponto de vista ético. 

Prof. Fábio José
Filó

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Diário de sala de aula - Episódio 6

Resultado de imagem para melancolia

O ano letivo tem início e o ânimo dos alunos é revigorante para o educador. Este ser que passou os dias que antecederam o início da sua jornada quixotesca pela educação a lamentar, não o fim de suas férias, mas o início de tormentas, humilhações, desprezo e um trabalho de Sísifo de jogar pérolas aos porcos.

Parece que tudo é surpresa para eles, até mesmo o velho professor que ali está, diante deles, a iniciar a mesma conversa de anos anteriores sobre regras e compromissos. Ficam em silêncio respeitoso. Ouvem atentos cada palavra. A esperança é de que assim sejam para os dias vindouros.

  Não sei se o árduo trabalho me fez um pessimista ou se minha racionalidade me puxa para a triste realidade, só sei que com o tempo vem o cansaço, que traz o desanimo, a sensação de inutilidade de ser um semeador na praia.
                
   O que me faz lutar ainda é que um dia eu tive um sonho de um sonhador, de que eu seria um professor, um encantador de pessoas, um demiurgo que as conduziria para uma construção do seu ser no que há de mais belo na nossa espécie, o humano!

   Assim como um padeiro deseja assar pães cujo o cheiro encanta as pessoas ou o poeta quer compor versos que inspirem gerações; um professo tem o desejo de ver aflorar em seus alunos o melhor de si e é este desejo que traz força para a luta diária.

Prof. Fábio José;
Filó!

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Cenas brasileiras - parte 9


A educação em terra tupiniquim está tão desvalorizada que qualquer um se sente doutor em educação e vê o professor como um péssimo profissional que nada sabe. Daí o contingente de críticos educacionais que querem se impor aos verdadeiros, formados e experientes profissionais do ramo

Vira e mexe os bons cidadãos de bem, doutores em educação certificados no achismo e defensores da moral e dos bons costumes da família tradicional brasileira (a qual nem o IBGE e nem os historiadores conseguem identificar), bradam a defesa da escola sem partido.

Lutam contra os nefastos professores marxistas que infestam as escolas públicas com ideias esquerdistas a favor do PT, PC do B, MST, CUT, que ser viado é ser legal, que criança tem o direito de escolher se quer ser menino ou menina, que bandido pobre é apenas uma vítima da sociedade, que os programas sociais que sustentam vagabundos e as cotas para os pretos são políticas boas e justas e que toda a desgraça social é oriunda dos ricos.


Porém, essas pessoas são em geral adultos que não possuem filho; cidadãos alienados que nem fazem ideia do que a proposta significa em si, apenas querem uma solução fácil, rápida e mágica para os problemas sociais; políticos oportunistas que não se preocupam com o bem público e sim em vantagens eleitorais; pais que não abrem o caderno do filho para verificar se está em dia com a lição e nem o ajuda a estudar, que fazem da escola depósito de crianças e jovens e se desesperam com férias escolares por não saberem o que fazer com a cria, que não colocam limites no filho e culpa a escola não conseguir educa-lo ou se eximem de culpa pelo abandono afetivo o defendendo contra qualquer reclamação ou crítica que o professor possa fazer. Isso quando não tem o filho estudando num colégio particular, o qual não é alvo da proposta.


O mais engraçado é que a proposta de escola sem partido é focada nas escolas públicas e não nas particulares. A graça consiste no fato que instituições de ensino particulares agem de acordo com o mercado, cobram de acordo com a qualidade que oferecem, daí devem apresentar bons índices de aprovação em vestibulares, vestibulinhos e até mesmo no ENEM para serem valorizadas. Para tanto, se faz necessário que seu aluno seja crítico, capaz de fazer reflexões, de construir argumentos válidos e o único caminho para se conseguir tal façanha ´é justamente fomentando o espírito crítico. Daí não há espaço para uma escola que veta a criticidade de um aluno.

Mais um episódio da nossa sociedade boçal, incoerente e hipócrita!

Prof. Fábio José

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Escola sem partido? NÃO!


Vejo muita gente defendendo pelas redes sociais o projeto “escola sem partido”. Atuam como bravos heróis que visam salvar a pátria coibindo a atuação de professores antiéticos e nefastos.

Não sei se a cada dia adeptos dessa ideia se espalham ou se apenas a propaganda se torna cada vez mais agressiva, dando uma falsa percepção de que há um crescimento da sua aceitação. Mas sei que ela ganha cada vez mais a realidade, com projetos aprovados em câmeras municipais e prefeituras sancionando na lei orgânica do município. Pior, a proposta chegou ao Senado Federal a fim de ser incorporação nas diretrizes educacionais do país.

Como educador sou contra a ideia de escola sem partido e, sinceramente, não consigo acreditar que alguém que também seja profissional da educação esteja de acordo com tão esdrúxula ideia. Porém, devemos considerar que há péssimos profissionais nas mais diversas áreas. Mesmo assim, ainda não vi nenhum educador puxar a cordinha dessa ideia, apenas pessoas que em nada se relacionam à área da educação.

Minha rejeição se baseia no fato de que o Escola Sem Partido se funda na ideia de que os professores são considerados corruptores das crianças e da juventude, que manipulam seus alunos para seguirem ideias “pervertidas”, como ideologia marxista, justiça social, direitos humanos e tudo o mais que seus adeptos consideram maléfico à pátria. Os argumentos são meramente falaciosos, pois apelam a um sentimentalismo de que é preciso travar uma luta do bem contra o mal a fim de proteger as criancinhas, no melhor embate maniqueísta estilo Disney, e sintetizam no professor a causa de todos os males sociais.

Basta uma simples reflexão para verificar o tão frágil é a sustentação dessa ideia.

Aluno inocente
Alegar que o aluno é facilmente influenciado por um professor é simplesmente vitimá-lo, o tratar como um imbecil. Ele tem sim capacidade de pensar por si só, afinal, é um ser racional, dotado naturalmente de inteligência, capaz de pensar e repensar as ideias. Mesmo que possa ser influenciado num primeiro momento, é capaz de refutá-las se considerar que estão erradas. Caso aceite, pode ser pelo simples fato de que concorda com elas, sem manipulação. Que mal há nisso? Há só uma visão da realidade?

Qualquer educador que já abordou um tema que exigia reflexão e argumentação presenciou os alunos se posicionarem de forma diferente de acordo com suas crenças. Muitas vezes são desprovidos de argumentos, mas não de convicções.

Professores doutrinadores
Considerar que um professor possui uma grande capacidade de manipular um aluno é negar o fato de que a cada dia cresce o desrespeito em sala de aula contra os educadores. Muitas vezes são até agredidos fisicamente.

Também temos que levar em conta que não teríamos os governantes que temos se os professores conseguissem manipular tanto assim as pessoas. Só no estado de São Paulo somos governados por um mesmo partido que sufoca a educação a mais de 20 anos.

Outra realidade é que a cada fim de bimestre os professores brigam constantemente com seus alunos para entregarem os trabalhos escolares. Cadê o poder de manipulação se não conseguem nem convencer a entregarem um reles trabalho para terem nota?

Educação marxista
Erroneamente há um entendimento de que Paulo Freire, um dos maiores educadores do mundo, é um marxista que embuti na sua proposta educacional esta ideologia. Porém, o que seus ferozes acusadores desconhecem é que sua pedagogia se funda na ideia de contemporizar o ensino, trazendo-o para a realidade do aluno. Dessa forma, se alfabetiza uma criança de uma comunidade rural ensinando-a a escrever coisas relacionadas ao seu mundo, como terra, semear, enxada etc.; no que isto transmite uma ideologia? Mesmo assim há até o absurdo de querer retirar o título de patrono da educação do Brasil dele. E qual a razão disso tudo? Pelo simples fato de o considerarem marxista. Mal sabem que pouco se usa dele na educação tupiniquim.

Assim como ocorre com Paulo freire, o reles professor também é acusado de propagandear o marxismo quando simplesmente fala dos problemas sociais, como a desigualdade social que nos assola. É simplesmente acusado de fazer mi-mi-mi para pobre, o qual é entendido como um vagabundo que só quer “mamar nas tetas do governo” e não fruto de uma falta de política pública que garanta a igualdade.

Mas esperar o que de pessoas que nem podem ouvir falar de direitos humanos, socialização ou confraternização que já pesam ser “coisa de comunista”?

Propagar ideologia de gênero
Primeiramente temos que entender que não existe “ideologia de gênero” e sim uma ideologia que prega a existência de uma ideologia de gênero. É simplesmente uma acusação sobre algo que não existe. Sua acusação se baseia em supor que grupos tentam destruir a tradicional família ao querer impor que temos que deixar as crianças decidirem se querem ser homem ou mulher e que a união homo afetiva é simplesmente uma aberração.

Simone de Beauvoir, a “megera sapatona que prega a ideologia de gênero”, nada mais disse no seu livro “segundo sexo” que a mulher não nasce mulher e sim se torna mulher, o que pretendia dizer não era negar um fato biológico, no qual se nasce macho ou fêmea, e sim questionar a ideia que a sociedade tem sobre o que é ser mulher. Essa é vista como um ser frágil que deve ser submetida ao homem. Ideia reforçada por vários fatores, como brinquedos que a condiciona a ser unicamente responsável pela casa e filhos. A proposta da filosofa era de questionar este papel social, mostrando que a mulher tem condição de igualdade na sociedade com o homem, para isto basta não mais impormos a ela tal ideia de submissão. Para tanto, prega ela que a educação deve ser voltada a igualdade social dos gêneros, eliminando os estereótipos discriminatórios de mulher frágil que deve ser recatada e do lar, enquanto o homem deve ser o machão dominante.
Dentro dessa visão distorcida do que seja a questão do gênero proposta por Beauvoir, não toleram nem que se fale em respeito a quem é homossexual. Consideram isso um ataque a tradicional família cristã. Desde quando o respeito ao próximo é um clichê?

Educação parcial
Pelo entendimento dos defensores do Escola Sem Partido há uma parcialidade na educação, o que fere a democracia. Realmente José Simão está certo, o Brasil é o país da piada pronta, afinal, se não há pluralidade de ideias não há democracia e sim ditadura.

Desejam que o professor simplesmente seja um mero transmissor de informação, que passe ao aluno a matéria em si, sem contextualizá-la fora da sua área, batendo de frente com as modernas propostas educacionais. Num mundo em que o virtual está cada vez mais presente com links e acesso instantâneo a informações é simplesmente um retrocesso.

O ensino escolar não contextualizado acarreta prejuízos aos futuros cidadãos que não conseguem relacionar os conteúdos didáticos com a realidade em que vivem. O que é ensinado descontextualizado simplesmente não traduz a realidade em que vive. Muitas vezes, isso é motivo de abandono escolar, pois os alunos não se sentem atraídos pelos assuntos discutidos no ambiente educacional.


Logo, a ideia de uma escola imparcial é a ideia de uma escola nada atraente ao aluno, em que o exercício da reflexão e do pensamento crítico e autônomo não encontram espaço. 

Prof. Fábio José

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Diário de sala de aula - episódio 5



O professor explica empolgadamente ao aluno que um exemplo é uma ilustração, uma “historinha” ou imagem para mostrar algo na prática, que ajuda na compreensão de uma ideia.

Assim, o exemplo se difere da explicação, que é um conjunto de ideias que visa o entendimento de um conhecimento por meio de suas partes.

No exemplo você usa a imaginação, passa um “vídeo” em sua mente, já na explicação você usa o raciocínio, fica mais concentrado, pois trabalha com ideias.

Após a exposição, a hora da prática. Então, é pedido que elaborem um exemplo sobre um determinado assunto. É o grandioso momento do aluno mostrar que aprendeu a lição e do professor se satisfazer em ser um bom profissional que transmitiu seu conhecimento, que mudou a vida daqueles seres.

Lamentável! Oh vida, oh céu! Os seres bucólicos elaboraram explicações, nada de exemplo.

Eis que o sentimento de inutilidade toma conta do mestre. Um profissional que aparenta ser apenas um Dom Quixote que vive num mundo imaginário no qual ele é um herói, mesmo, na pratica, sendo ridicularizado.

Prof. Fábio José